Em estudos eletrofisiológicos (EEF), inserem-se eletrodos de mapeamento, registradores e estimuladores nas câmaras cardíacas por meio de cateterismo cardíaco direito e/ou esquerdo. Os átrios são submetidos à estimulação artificial a partir do átrio direito ou esquerdo e os ventrículos a partir do ápice ou da via de saída do ventrículo direito, registrando-se a condução cardíaca e analisando-a. Podem-se utilizar técnicas farmacológicas e de estimulação programada para desencadear e interromper uma arritmia reentrante. O substrato da arritmia é mapeado caso se planeje ablação.
Neste estudo eletrofisiológico, o ECG de superfície e os eletrogramas intracardíacos (registrados por cateteres de mapeamento intracardíaco) são visíveis nas telas à direita; um mapa 3D utilizado para orientar a ablação é mostrado na tela superior esquerda.
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Indicam-se os estudos eletrofisiológicos principalmente para avaliação e tratamento de arritmias que são:
Graves
Sustentadas
Difíceis de capturar
Conferem maior risco de morte súbita
Esses estudos podem ser utilizados para realizar diagnóstico primário, estratificar o risco dos pacientes, avaliar a eficácia de medicamentos antiarrítmicos ou mapear focos de arritmia antes da ablação por cateter de focos arritmogênicos em pacientes com taquicardia supraventricular, fibrilação atrial e taquicardia ventricular, particularmente quando refratárias à terapia farmacológica.
A mortalidade após o EEF diagnóstico é de aproximadamente 0,2%, ou 0,03% para mortes diretamente relacionadas ao procedimento (1).
Referência
1. Lee JZ, Ling J, Diehl NN, et al. Mortality and Cerebrovascular Events After Heart Rhythm Disorder Management Procedures. Circulation. 2018;137(1):24-33. doi:10.1161/CIRCULATIONAHA.117.030523



