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Avaliação dos distúrbios anorretais

Por

Parswa Ansari

, MD,

  • Assistant Professor and Program Director in Surgery
  • Hofstra Northwell-Lenox Hill Hospital, New York

Última modificação do conteúdo jul 2018
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Recursos do assunto

O canal anal começa na borda anal e termina na junção anorretal (linha pectínea, junção mucocutânea, linha dentada), onde há 8 a 12 criptas anais e 5 a 8 papilas. O canal é revestido por anoderme, uma continuação da pele externa. O canal anal e a pele adjacente são inervados por nervos sensitivos somáticos e são altamente sensíveis aos estímulos dolorosos. A drenagem venosa do canal anal se faz pelo sistema cava, mas a junção anorretal pode drenar tanto para o sistema portal quanto para o sistema cava. Os vasos linfáticos do canal anal chegam aos gânglios ilíacos internos, à parede vaginal posterior e aos gânglios inguinais. As distribuições linfática e venosa determinam a disseminação das doenças malignas e infecciosas.

O reto é a continuação do colo sigmoide, começando no nível da 3ª vértebra sacral e continuando até a junção anorretal. O revestimento retal é de mucosa glandular vermelho-brilhante, com inervação autonômica e relativamente insensível à dor. A drenagem venosa se dá pelo sistema portal. O retorno linfático do reto ocorre ao longo do pedículo superior hemorroidário aos gânglios mesentéricos e aórticos.

O anel esfincteriano que circunda o canal anal é composto pelo esfíncter interno, a porção central do levantador do ânus e componentes do esfíncter externo. Em direção anterior, é mais vulnerável ao trauma, o que pode resultar em incontinência. O puborretal forma um feixe muscular ao redor do reto para suporte e auxílio à defecação.

História

A história deve incluir detalhes sobre o sangramento, dor, protrusão, evacuação, edema, sensações anormais, evacuações, características das fezes, uso de catárticos ou enemas e sintomas abdominais e urinários. Todos os pacientes devem ser indagados quanto a antecedentes de sexo anal ou outras possíveis causas de trauma e infecção.

Exame físico

O exame físico deve ser realizado delicadamente e com boa iluminação. Consiste em inspeção externa, toque retal e perianal, exame abdominal e toque bidigital retovaginal. Em geral, incluem-se a anuscopia e a sigmoidoscopia rígida ou flexível, até 15 a 60 cm acima da borda anal ( Anuscopia e sigmoidoscopia). A inspeção, palpação, anuscopia e sigmoidoscopia são mais bem realizadas com o paciente em decúbito lateral esquerdo (posição de Sims) ou na posição de prece maometana ou invertida em mesa inclinada. Nos casos de lesões anais muito dolorosas, pode ser necessária anestesia local com lidocaína a 5%, anestesia regional ou mesmo geral. Caso seja bem tolerado, o enema de fosfato pode facilitar a sigmoidoscopia. Pode-se obter biópsias, esfregaços, culturas e, se indicado, exames de imagem.

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