Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

Carregando

Doença de von Hippel-Lindau (VHL)

Por

Margaret C. McBride

, MD, Northeast Ohio Medical University;


M. Cristina Victorio

, MD, Northeast Ohio Medical University

Última revisão/alteração completa nov 2018| Última modificação do conteúdo nov 2018
Clique aqui para a versão para profissionais
Fatos rápidos
OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais

A doença de von Hippel-Lindau é uma doença hereditária rara que causa o desenvolvimento de tumores cancerosos e/ou não cancerosos em diversos órgãos.

  • As crianças podem apresentar dores de cabeça, danos à visão ou hipertensão arterial e sentir-se tontas ou fracas.

  • Os médicos suspeitam do distúrbio com base no histórico familiar da pessoa e em resultados de exames físicos. Eles realizam então exames por imagens e outros tipos de exames para verificar a ocorrência de tumores e outros problemas.

  • Os tumores são removidos cirurgicamente, tratados com radiação ou destruídos usando-se laser ou aplicação de frio extremo.

A doença de von Hippel-Lindau é uma síndrome neurocutânea. Uma síndrome neurocutânea causa problemas que afetam o cérebro, coluna vertebral e nervos (neuro) e a pele (cutâneo).

Na doença de von Hippel-Lindau, é mais comum que os tumores se desenvolvam no cérebro e na retina. Esses tumores, chamados angiomas, consistem em vasos sanguíneos. Outros tipos de tumores se desenvolvem em outros órgãos, incluindo tumores nas glândulas adrenais (feocromocitomas) e cistos nos rins, fígado ou pâncreas. À medida que as pessoas com esse distúrbio envelhecem, o risco de desenvolver câncer renal aumenta. Até os 60 anos de idade, o risco pode chegar a 70%.

O gene que causa a doença de von Hippel-Lindau já foi identificado. Somente um gene do distúrbio, de um dos pais, é necessário para que o distúrbio se desenvolva. Cada filho com um dos pais afetados tem 50% de chances de herdar o distúrbio. Em 20% das pessoas com esse distúrbio, ele resulta de uma mutação espontânea nova (não herdada). Este distúrbio ocorre em uma dentre 36.000 pessoas.

Sintomas

Normalmente, os sintomas da doença de von Hippel-Lindau surgem entre os 10 e 30 anos de idade, mas eles podem aparecer mais cedo.

Os sintomas dependem do tamanho e da localização dos tumores. As crianças podem ter dores de cabeça, sentir-se tontas e fracas. A visão pode ser prejudicada e a pressão arterial pode estar elevada. A coordenação pode ser perdida. Aproximadamente 10% das crianças afetadas têm um tumor do ouvido interno, que pode prejudicar a audição.

Os angiomas na retina em geral não causam sintomas, mas se crescerem, podem causar perda significativa da visão. Quando esses angiomas estão presentes, a retina pode se descolar, líquido pode se acumular sobre ou sob a mácula (a parte central da retina) e o nervo óptico pode ser danificado pelo aumento da pressão dentro do olho (glaucoma).

Sem tratamento, as pessoas podem ficar cegas, sofrer danos cerebrais ou morrer. A morte, em geral, resulta das complicações de angiomas cerebrais ou câncer renal.

Diagnóstico

  • Exames de diagnóstico por imagem

  • Exame do olho

O médico determina se algum parente tem a doença de von Hippel-Lindau e realizam um exame físico.

Se os achados sugerirem a presença do distúrbio, são realizados vários exames na tentativa de detectar tumores e outras anomalias:

A doença de von Hippel-Lindau é diagnosticada quando são detectados os tumores característicos e uma das alternativas a seguir está presente:

  • Mais de um angioma no cérebro ou no olho

  • Um angioma no cérebro ou olho mais outro tumor em outra parte do corpo

  • Um histórico familiar de doença de von Hippel-Lindau mais um angioma

Se os médicos detectarem um angioma, eles procuram por outros.

Exames genéticos são realizados para se verificar a existência do gene anômalo na família. Caso um gene anômalo seja detectado, os familiares são monitorados em busca de tumores pelo resto da vida.

Tratamento

  • Cirurgia ou, às vezes, radioterapia

  • No caso de angiomas na retina, terapia a laser ou aplicação de frio extremo

Os tumores são removidos cirurgicamente, se possível, antes causarem danos permanentes. Em vez disso, radioterapia de alta dosagem, concentrada no tumor, pode às vezes ser usada. Pessoas com tumores nas glândulas adrenais também podem necessitar de medicamentos para controlar sua pressão arterial. Pessoas com câncer renal avançado podem ser tratados com outros medicamentos.

Normalmente, os angiomas da retina são destruídos usando-se terapia com laser ou aplicação de frio extremo (crioterapia). Esses procedimentos ajudam a preservar a visão.

Exames e testes usados para detectar tumores são repetidos a cada um ou dois anos e quando os sintomas ocorrem, porque novos tumores podem se desenvolver.

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais

Também de interesse

Vídeos

Visualizar tudo
Síndrome de aspiração de mecônio (SAM)
Vídeo
Síndrome de aspiração de mecônio (SAM)
Durante a gravidez, o trato intestinal do feto é revestido de material fecal verde escuro...
Modelos 3D
Visualizar tudo
O resfriado comum
Modelo 3D
O resfriado comum

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS