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Métodos hormonais de contracepção

Por

Frances E. Casey

, MD, MPH, Virginia Commonwealth University Medical Center

Última revisão/alteração completa mai 2020| Última modificação do conteúdo mai 2020
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Fatos rápidos
Recursos do assunto

Os hormônios contraceptivos podem ser

  • Tomados por via oral (contraceptivos orais)

  • Colocados na vagina (anéis vaginais ou contraceptivos de barreira)

  • Aplicados na pele (adesivo)

  • Implantados sob a pele

  • Injetados no músculo

Os hormônios utilizados para evitar a concepção incluem o estrogênio e as progestinas (medicamentos semelhantes ao hormônio progesterona). Os métodos hormonais previnem a gravidez, impedindo principalmente a liberação dos óvulos pelos ovários ou mantendo a densidade do muco no colo do útero elevada para que os espermatozoides não atravessem o colo do útero para o útero. Desse modo, os métodos hormonais evitam que o óvulo seja fertilizado.

Todos os métodos hormonais podem ter efeitos colaterais e restrições de uso similares.

Contraceptivos orais

Os contraceptivos orais, frequentemente conhecidos como pílula anticoncepcional ou apenas "pílula", contêm hormônios combinados, seja uma combinação de progestina e estrogênio ou uma progestina sozinha.

Os comprimidos combinados (comprimidos que contêm tanto o estrogênio como a progestina) costumam ser tomados uma vez por dia durante 21 ou 24 dias, sendo interrompidos por quatro a sete dias (permitindo que a menstruação ocorra) e então reiniciados. Comprimidos inativos (placebo) costumam ser tomados durante os dias em que os comprimidos combinados não são tomados para estabelecer o hábito de tomar um comprimido uma vez por dia. O comprimido inativo pode conter ferro e ácido fólico. O ferro é incluído para ajudar a evitar ou tratar a deficiência de ferro, pois há perda de ferro no sangue menstrual todos os meses. O ácido fólico é incluído caso uma mulher que tenha deficiência de ácido fólico não detectada fique grávida. A deficiência de ácido fólico em gestantes aumenta o risco de ocorrerem defeitos congênitos, como espinha bífida.

Outros contraceptivos combinados têm diferentes programações. Um produto é tomado diariamente por 12 semanas, depois não é tomado por uma semana. Assim, as menstruações ocorrem apenas quatro vezes ao ano. Outro produto envolve tomar um comprimido ativo todos os dias. Com esse produto, não há sangramento programado (ausência de menstruações), mas há maior probabilidade de sangramento irregular.

Aproximadamente 0,3% das mulheres que tomam comprimidos combinados seguindo as instruções engravidam durante o primeiro ano de uso. Contudo, a possibilidade de ficar grávida aumenta significativamente se a mulher se esquecer de tomar a pílula um dia, especialmente nos primeiros dias de um ciclo mensal. Aproximadamente 9% das mulheres ficam grávidas durante o primeiro ano de uso típico (a maneira pela qual a maioria das pessoas utiliza o método).

A dose de estrogênio em comprimidos combinados varia. Geralmente, são utilizados comprimidos combinados com uma dose baixa de estrogênio (10 a 35 microgramas) porque eles provocam menos reações adversas graves que uma dose maior (50 microgramas). Mulheres saudáveis que não fumam podem tomar os comprimidos combinados de baixa dose até a menopausa.

Se a mulher pular um contraceptivo combinado um dia, ela deve tomar dois comprimidos no dia seguinte. Se ela se esquecer de tomar um comprimido por dois dias, ela deve voltar a tomar um comprimido por dia e deve usar um método contraceptivo de apoio pelos próximos sete dias. Se a mulher se esquecer de tomar um comprimido por dois dias e tiver tido relações sexuais sem proteção nos cinco dias anteriores a esses dois dias, a utilização de contracepção de emergência pode ser uma opção.

Os comprimidos apenas com progestina são tomados em todos os dias do mês no mesmo horário. Eles frequentemente causam sangramento irregular. As taxas de gravidez desses comprimidos e dos comprimidos combinados são semelhantes. Os comprimidos apenas com progestina geralmente são receitados quando pode ser prejudicial tomar estrogênio. Por exemplo, esses comprimidos podem ser usados por mulheres que têm enxaquecas com aura (sintomas que ocorrem antes da dor de cabeça), hipertensão arterial ou diabetes grave (consulte Quadros clínicos que proíbem o uso de contraceptivos orais combinados). Se mais que 27 horas tiverem passado entre os comprimidos, a mulher deve usar um método contraceptivo de apoio pelos próximos sete dias, além de tomar o contraceptivo apenas com progestina diariamente.

Como começar a tomar contraceptivos orais

Antes de iniciar os contraceptivos orais, a mulher deve consultar um médico. O médico pergunta à mulher sobre o histórico médico, social e familiar para determinar se ela tem problemas de saúde que poderiam tornar arriscado tomar esses contraceptivos. Ele mede então a pressão arterial. Se estiver elevada, contraceptivos orais combinados ( estrogênio mais uma progestina) não devem ser receitados. Um exame de gravidez é feito para descartar a possibilidade de gestação. Os médicos também costumam realizar um exame físico, embora ele não seja necessário antes de a mulher começar a tomar o contraceptivo oral. Três meses depois do início dos contraceptivos orais, a mulher deve submeter-se a um novo exame para verificar se a sua pressão arterial mudou. Se não tiver mudado, ela deve realizar um exame uma vez por ano. Os contraceptivos orais podem ser receitados durante 13 meses por vez.

A mulher pode começar a tomar contraceptivos orais a qualquer momento no mês. No entanto, se ela começar a tomá-los depois do quinto dia após o primeiro dia da menstruação, ela deve usar um método contraceptivo de apoio pelos próximos sete dias, além de tomar o contraceptivo oral.

A época em que a mulher pode começar a tomar contraceptivos orais combinados depois de uma gravidez varia:

  • Depois de um aborto espontâneo ou aborto ocorridos no primeiro trimestre da gestação: Iniciar imediatamente

  • Depois de um aborto espontâneo, parto ou um aborto ocorrido no segundo trimestre da gestação: Começar no prazo de uma semana

  • No caso de parto após a 28.ª semana: Esperar 21 dias

  • Se a mulher estiver amamentando ou tiver fatores de risco para ter coágulos sanguíneos (por exemplo, obesidade ou parto por cesariana): Esperar 42 dias

A mulher com fatores de risco para ter coágulos sanguíneos deve esperar, pois coágulos sanguíneos têm mais propensão a surgir durante a gestação e após o parto. Tomar contraceptivos orais combinados também aumenta a probabilidade de coágulos sanguíneos.

Contraceptivos orais apenas com progestina podem ser tomados imediatamente após o parto.

Na maioria das mulheres que está exclusivamente amamentado e que ainda não teve a menstruação, é improvável que uma gravidez ocorra durante seis meses após o parto, mesmo quando nenhum método contraceptivo esteja sendo usado. No entanto, geralmente é recomendado começar a usar um método contraceptivo no prazo de três meses após o parto.

Se a mulher tiver doença arterial coronariana ou diabetes ou tiver fatores de risco para essas doenças (por exemplo, parente próximo com a doença), um exame de sangue costuma ser feito para medir os níveis de colesterol, outras gorduras (lipídios) e açúcar (glicose). Mesmo que esses níveis estejam alterados, é possível que o médico ainda receite um contraceptivo combinado de estrogênio de baixa dose. Porém, ele faz exames de sangue regulares para monitorar os níveis de lipídios e glicose da mulher. Mulheres com diabetes normalmente podem tomar contraceptivos orais combinados, a menos que o diabetes tenha danificado os vasos sanguíneos ou o diabetes já se prolonga por mais de 20 anos.

Se a mulher tiver um distúrbio hepático, o médico faz exames para avaliar o funcionamento do fígado. Se o resultado for normal, a mulher pode tomar contraceptivos orais.

Ainda, antes de começar a tomar contraceptivos orais, a mulher deve conversar com o médico sobre as vantagens e as desvantagens do método contraceptivo para a sua situação.

Vantagens

A principal vantagem é a contracepção confiável e contínua se os contraceptivos orais forem tomados como instruído.

Além disso, tomar contraceptivos orais reduz a ocorrência de:

O risco de ter câncer de útero e câncer de ovário permanece reduzido por, no mínimo, 20 anos após a interrupção dos contraceptivos.

Contraceptivos orais tomados no início da gestação não prejudicam o feto. Porém, eles devem ser interrompidos assim que a mulher perceber que está grávida. Os contraceptivos orais não têm qualquer efeito de longo prazo sobre a fertilidade, embora a mulher possa não liberar um óvulo (ovular) durante alguns meses depois de interromper o medicamento.

Did You Know...

  • Com um tipo de contraceptivo oral, as menstruações ocorrem apenas quatro vezes ao ano.

  • Hormônios contraceptivos podem ter alguns benefícios à saúde.

Desvantagens

As desvantagens podem incluir alguns efeitos colaterais incômodos.

Sangramento intermenstrual é comum nos primeiros meses de uso de contraceptivo oral, especialmente em mulheres que se esquecem de tomar os comprimidos, mas geralmente para depois que o organismo se ajusta aos hormônios. O sangramento intermenstrual é o sangramento que ocorre entre as menstruações quando a mulher está tomando a pílula ativa. Se o sangramento intermenstrual persistir, é possível que o médico aumente a dose de estrogênio.

Alguns efeitos colaterais estão relacionados ao estrogênio nos comprimidos. Essas reações podem incluir náuseas, inchaço, retenção de líquidos, aumento da pressão arterial, sensibilidade das mamas e enxaquecas. Outras como, por exemplo, acne e mudanças no apetite e no humor, estão principalmente relacionadas com o tipo ou a dose de progestina. Algumas mulheres que tomam contraceptivos orais ganham de 1,3 a 2,2 kg porque elas retêm líquido ou seu apetite aumenta. Muitos desses efeitos colaterais são incomuns com comprimidos de baixa dose.

Os contraceptivos orais também podem causar vômitos, dores de cabeça e problemas para dormir.

Em algumas mulheres, os contraceptivos orais provocam manchas escuras na face (melasma), semelhantes às que às vezes surgem durante a gestação. A exposição ao sol escurece ainda mais as manchas. Se surgirem manchas escuras, a mulher deve discutir com o médico a interrupção do uso de contraceptivos orais. As manchas lentamente se apagam depois da interrupção dos contraceptivos.

Tomar contraceptivos orais aumenta o risco de ter algumas doenças.

O risco de apresentar coágulos sanguíneos nas veias pode aumentar entre duas a quatro vezes para mulheres que tomam contraceptivos orais combinados, em comparação ao seu risco antes de começar a tomar os contraceptivos. Porém, o risco é muito menor que o risco de apresentar coágulos sanguíneos durante a gestação. Mulheres com parentes que tiveram coágulos sanguíneos não devem tomar contraceptivos orais contendo estrogênio. Se o médico suspeitar que a mulher que está tomando contraceptivos orais tem trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, os contraceptivos são suspensos imediatamente. Exames são então realizados para confirmar o diagnóstico. Uma vez que ficar imobilizada por um longo período também aumenta o risco de ter coágulos sanguíneos, a mulher deve interromper o uso de contraceptivos orais, pelo menos, um mês antes de uma cirurgia eletiva de grande porte e esperar um mês antes de recomeçá-los. Se uma cirurgia exigir apenas imobilização mínima (como cirurgias ambulatoriais ou por laparoscopia), não é necessário interromper o uso de contraceptivos orais.

Mulheres que usam contraceptivos orais por mais de cinco anos têm uma probabilidade levemente maior de ter câncer do colo do útero. Mas 10 anos após a interrupção do uso, o risco diminui para o que era antes de começar a tomar contraceptivos orais. Ainda, não está claro se o risco aumentado está relacionado aos contraceptivos orais. Mulheres que estejam tomando contraceptivos orais devem realizar exames de Papanicolau de acordo com as recomendações do médico. Esses exames podem detectar alterações pré-cancerosas no colo do útero precocemente, antes que levem a câncer.

Se a mulher tiver tido icterícia devido a um movimento lento ou reduzido da bile através dos dutos biliares (colestase) durante uma gravidez anterior, é possível que ela tenha o mesmo problema quando tomar contraceptivos orais. Elas ainda podem estar aptas a tomar contraceptivos orais, mas devem realizar exames regulares e fazer exames de sangue para verificar se o problema está presente. Porém, se elas tiveram icterícia quando tomaram contraceptivos orais no passado, elas não devem tomá-los novamente.

Cálculos biliares não são mais propensos a se formarem em mulheres que tomam contraceptivos orais de baixa dose.

O risco de ter um ataque cardíaco é maior em mulheres fumantes, com mais de 35 anos, que usam contraceptivos orais. Normalmente, essas mulheres não devem usar contraceptivos orais.

Se a mulher tiver níveis de triglicerídeos (um tipo de gordura) elevados, tomar contraceptivos orais combinados pode aumentar ainda mais esse nível. Um nível de triglicerídeos alto pode aumentar o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral em pessoas com outros fatores de risco para essas doenças. Contraceptivos orais aumentam o risco de coágulos sanguíneos (que também podem contribuir para ataques cardíacos e derrames). Assim, mulheres com alto nível de triglicerídeos não devem tomar contraceptivos orais combinados.

Em casos raros, surge um tumor hepático não canceroso (adenoma hepatocelular). Uma cirurgia de emergência é necessária caso ocorra a ruptura repentina desse tumor e ele sangre para dentro da cavidade abdominal. No entanto, esse tipo de sangramento é raro. Tomar contraceptivos orais por um longo período e em altas doses aumenta o risco de ter esse tumor. O tumor geralmente desaparece depois que a mulher para de tomar os contraceptivos orais.

Tomar certos medicamentos pode reduzir a eficácia dos contraceptivos orais. Esses medicamentos incluem os seguintes:

Se uma mulher que estiver tomando contraceptivos orais também precisar tomar algum desses medicamentos, ela deve usar outro método contraceptivo durante o uso do medicamento até a primeira menstruação após a interrupção do medicamento. A mulher não deve tomar lamotrigina (um medicamento anticonvulsivante) em conjunto com anticoncepcionais orais. Contraceptivos orais podem tornar a lamotrigina menos eficaz no controle de convulsões.

Quadros clínicos que proíbem o uso de anticoncepcionais orais combinados

A mulher não deve tomar contraceptivos orais combinados (comprimidos que contêm estrogênio e uma progestina) se alguma das condições a seguir estiver presente:

  • A mulher não deve tomá-los no prazo de 21 dias após ter um bebê ou, se tiver fatores de risco para ter coágulos sanguíneos, no prazo de 42 dias após ter um bebê. Fatores de risco incluem obesidade e parto por cesariana.

  • Fumar mais de 15 cigarros por dia e ter mais de 35 anos.

  • Ter ou ter tido câncer de mama.

  • Ter hepatite, cirrose que esteja causando problemas (por exemplo, confusão) ou tumor hepático.

  • Ter crises de enxaqueca e mais de 35 anos ou ter enxaquecas com aura (sintomas que ocorrem antes da dor de cabeça, por exemplo, ver luzes trêmulas, cintilantes ou intermitentes ou ter sensações incomuns na pele).

  • Ter níveis de triglicerídeos muito elevados.

  • Ter hipertensão arterial não tratada ou mal controlada.

  • Ter tido diabetes por mais de 20 anos ou ter diabetes que tenha danificado vasos sanguíneos, como os vasos nos olhos (causando perda da visão).

  • Ter coágulos sanguíneos nas pernas (trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolia pulmonar).

  • Ter uma valvulopatias que esteja causando problemas.

  • Ter tido lesão cardíaca durante uma gestação anterior (um quadro clínico denominado cardiomiopatia periparto).

  • Ter um órgão transplantado que esteja causando problemas.

  • Ter um distúrbio da vesícula biliar ou ter tido icterícia devido a colestase (fluxo biliar lento ou reduzido) enquanto tomava contraceptivos orais anteriormente.

  • Ter lúpus (lúpus eritematoso sistêmico) ativo ou fatores de risco para ter coágulos sanguíneos relacionados ao lúpus.

Outras considerações

Contraceptivos orais não aumentam o risco de câncer de mama em mulheres que os estejam tomando atualmente, em mulheres com 35 a 65 anos que costumavam tomá-los ou em mulheres com certos distúrbios de mama benignos ou histórico familiar de câncer de mama.

No caso de mulheres saudáveis que não fumam, tomar comprimidos combinados de doses baixas de estrogênio não aumenta o risco de acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco.

Adesivos cutâneos e anéis vaginais anticoncepcionais

Os adesivos cutâneos e os anéis vaginais contêm estrogênio e uma progestina. Eles devem ser usados por três semanas, então não utilizados por uma semana para permitir a menstruação. Se a mulher não começar a usar o adesivo ou anel durante os primeiros cinco dias da menstruação, ela deve utilizar um método contraceptivo de apoio durante os primeiros sete dias de uso do adesivo ou anel.

Os adesivos cutâneos e anéis vaginais anticoncepcionais são eficazes. Aproximadamente 0,3% das mulheres que usam um desses métodos de acordo com as instruções engravidam durante o primeiro ano de uso. Aproximadamente 9% ficam grávidas durante o primeiro ano de uso típico (a maneira pela qual a maioria das pessoas utiliza o método). A eficácia é similar à dos contraceptivos orais. O adesivo pode ser menos eficaz em mulheres com excesso de peso que em mulheres com peso mais baixo.

Adesivos cutâneos

Um adesivo cutâneo anticoncepcional é colado à pele. Ele deve ser deixado no lugar por uma semana, então removido e substituído por um novo, que deve ser colocado em um lugar diferente da pele. Um novo adesivo é aplicado uma vez por semana (no mesmo dia de cada semana) por três semanas, seguido por uma semana sem uso do adesivo.

Se mais que dois dias tiverem passado sem usar o adesivo, a mulher deve usar um método contraceptivo de apoio durante sete dias além do adesivo. Se dois dias tiverem se passado e a mulher tiver tido relações sexuais sem proteção nos cinco dias anteriores a esses dois dias, a utilização de contracepção de emergência pode ser uma opção.

Exercícios e saunas ou banhos quentes de banheira não provocam a queda dos adesivos.

A pele sob e ao redor do adesivo pode ficar irritada.

Anéis vaginais

O anel vaginal é um pequeno dispositivo flexível, macio e transparente que é inserido na vagina.

Há dois tipos de anéis disponíveis:

  • Um que deve ser substituído todo mês

  • Um que deve ser substituído apenas uma vez por ano

Os dois tipos permanecem no lugar por três semanas e depois são retirados por uma semana para permitir a menstruação.

A mulher pode ela própria introduzir e remover o anel. O anel é comercializado em tamanho único e pode ser colocado em qualquer parte da vagina.

Se o anel for removido por mais de três horas, a mulher deve usar um método contraceptivo de apoio durante sete dias além do anel.

Geralmente, o parceiro não sente o anel vaginal durante a relação sexual. O anel não se dissolve e não pode ser empurrado muito para cima.

Efeitos colaterais

Se a mulher usar um adesivo ou anel por três semanas (substituindo-o a cada semana), seguido por uma semana sem uso de adesivo ou anel, ela geralmente terá uma menstruação regular. Manchas de sangue ou sangramento intermenstrual (entre as menstruações) são raros. O sangramento irregular se torna mais comum conforme a mulher usa o adesivo ou anel por mais tempo.

Os efeitos colaterais, os efeitos sobre o risco de haver distúrbios e as limitações de uso são semelhantes aos dos contraceptivos combinados orais.

Implantes contraceptivos

Um implante contraceptivo é uma única haste de tamanho ajustado contendo progestina. O implante libera progestina lentamente na corrente sanguínea. A eficácia do tipo de implante disponível nos Estados Unidos é de três a cinco anos.

Apenas uma pequena porcentagem (aproximadamente 0,05%) das mulheres ficam grávidas durante o primeiro ano de uso.

Depois de anestesiar a pele, o médico usa um instrumento semelhante a uma agulha (trocar) para colocar o implante sob a pele na parte interna do braço, acima do cotovelo. Nenhuma incisão ou pontos são necessários. Os médicos devem receber treinamento especial antes de poderem realizar esse procedimento.

Se a mulher não tiver tido relações sexuais sem proteção desde a última menstruação, o implante pode ser colocado em qualquer momento durante o ciclo menstrual. Se a mulher tiver tido relações sexuais sem proteção, ela deve usar outra forma de contracepção até a próxima menstruação ou até que um exame de gravidez tenha sido realizado e descartado a possibilidade de haver gravidez. O implante pode ser colocado se a mulher não estiver grávida. Um implante também pode ser colocado imediatamente após um aborto espontâneo, aborto induzido ou parto.

Se o implante não for colocado no prazo de cinco dias após o início da menstruação, a mulher deve usar um método contraceptivo de apoio durante sete dias além do implante.

Os efeitos colaterais mais comuns são a ocorrência de menstruações irregulares, ausência de menstruação e dores de cabeça. Esses efeitos colaterais incitam algumas mulheres a remover o implante. Porque o implante não se dissolve no corpo, o médico precisa realizar uma incisão na pele para removê-lo. A remoção é mais difícil que a colocação, porque o tecido sob a pele fica mais espesso ao redor do implante.

Assim que o implante é removido, os ovários voltam a funcionar normalmente e a mulher recupera sua fertilidade.

Injeções contraceptivas

Uma progestina chamada de acetato de medroxiprogesterona é injetada por um profissional da saúde a cada três meses. Há dois tipos de injeções contraceptivas à disposição.

  • Uma é injetada em um músculo dos braços ou das nádegas.

  • A outra é injetada sob a pele.

Cada tipo é muito eficaz. Se a mulher receber as injeções como indicado, apenas aproximadamente 0,2% das mulheres ficam grávidas durante o primeiro ano de uso. Aproximadamente 6% ficam grávidas com o uso típico (a maneira pela qual a maioria das pessoas utiliza o método, ou seja, com intervalos entre as injeções).

Uma injeção pode ser administrada imediatamente após um aborto espontâneo, aborto induzido ou parto de um bebê. Se o intervalo entre as injeções for superior a quatro meses, um exame de gravidez é realizado para descartar a possibilidade de gestação antes de a injeção ser administrada. Se a mulher não receber a primeira injeção no prazo de cinco a sete dias após o início da menstruação, ela deve utilizar um método de contracepção de apoio durante sete dias após terem recebido a injeção.

Efeitos colaterais

A progestina interrompe totalmente o ciclo menstrual. Aproximadamente um terço das mulheres que utilizam esse método contraceptivo não tem menstruação durante os três primeiros meses após a primeira injeção e um terço tem menstruação irregular e manchas de sangue durante mais de 11 dias todos os meses. Depois de usar esse contraceptivo durante algum tempo, o sangramento irregular é menos frequente. Após dois anos, aproximadamente 70% das mulheres não apresenta qualquer sangramento. Quando as injeções são interrompidas, o ciclo menstrual é retomado em aproximadamente metade das mulheres dentro de seis meses e dentro de um ano para 75% das mulheres. A fertilidade talvez não retorne por até 18 meses após a interrupção das injeções.

As mulheres costumam ganhar de 1,3 a 4 kg durante o primeiro ano de uso e continuam a ganhar peso. Para evitar esse ganho, as mulheres precisam limitar as calorias e aumentar a quantidade de exercícios.

Dores de cabeça são comuns, mas costumam ficar menos intensas com o passar do tempo. Se a mulher tiver sofrido de dores de cabeça por tensão e enxaquecas no passado, as injeções não irão piorá-las.

A densidade óssea diminui temporariamente. Porém, o risco de fraturas não aumenta e os ossos normalmente retornam à densidade anterior depois da interrupção das injeções. Tomar uma quantidade suficiente de cálcio e vitamina D diariamente para ajudar a manter a densidade óssea é importante para todas as mulheres, mas sobretudo para adolescentes e mulheres jovens que estejam tomando injeções de progestina. Com frequência, suplementos de cálcio e vitamina D devem ser tomados para poder receber a quantidade necessária.

Benefícios

O acetato de medroxiprogesterona não aumenta o risco de desenvolver câncer de mama, de ovário ou câncer do colo de útero invasivo.

Ele reduz o risco de ter

Interações com outros medicamentos são incomuns.

Diferentemente de contraceptivos orais combinados, as injeções de progestina não aumentam o risco de hipertensão arterial ou coágulos sanguíneos.

Atualmente, o acetato de medroxiprogesterona é considerado seguro para mulheres que não devem tomar estrogênio e possivelmente são uma boa opção para mulheres com transtornos convulsivos.

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