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Diabetes mellitus (DM)

Por

Erika F. Brutsaert

, MD, Albert Einstein College of Medicine

Última revisão/alteração completa set 2017| Última modificação do conteúdo set 2017
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O diabetes mellitus é um distúrbio no qual os níveis de açúcar no sangue (glicose) são anormalmente elevados, porque o organismo não produz insulina suficiente para atender às suas necessidades.

  • A micção e a sede aumentam, e as pessoas perdem peso quando não se esforçam para isto.

  • O diabetes danifica os nervos e causa problemas com as sensações.

  • O diabetes danifica os vasos sanguíneos e aumenta o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, doença renal crônica e perda de visão.

  • Os médicos diagnosticam o diabetes pela medição dos níveis de açúcar no sangue.

  • Pessoas com diabetes precisam seguir uma dieta saudável, com baixo teor de carboidratos refinados (incluindo açúcar), gorduras saturadas e alimentos processados. Elas também precisam praticar exercícios e normalmente precisam tomar medicamentos para abaixar os níveis de glicemia.

O diabetes mellitus é uma doença em que a quantidade de açúcar no sangue está elevada. Os médicos frequentemente utilizam o nome completo diabetes mellitus ao invés de apenas diabetes, para distinguir esta doença do diabetes insipidus. O diabetes insipidus é uma doença relativamente rara que não afeta os níveis de glicose no sangue, mas, assim como no diabetes mellitus, também provoca aumento da micção.

Glicose no sangue

Os três principais nutrientes que formam a maioria dos alimentos são os carboidratos, proteínas e gorduras. Os açúcares representam um dos três tipos de carboidratos, juntamente com amido e fibras.

Há vários tipos de açúcar. Alguns açúcares são simples e outros são complexos. O açúcar de mesa (sacarose) é constituído por dois açúcares mais simples denominados glicose e frutose. O açúcar do leite (lactose) é feito com glicose e um açúcar simples chamado galactose. Os carboidratos em amidos, como pão, massa, arroz e alimentos similares, são cadeias longas de moléculas diferentes de açúcares simples. Sacarose, lactose, carboidratos e outros açúcares complexos precisam ser decompostos e transformados em açúcares simples por enzimas no trato digestivo antes de o organismo conseguir absorvê-los.

Depois que o organismo absorve os açúcares simples, ele geralmente os converte em glicose, que é uma fonte importante de energia para o corpo. A glicose é o açúcar que é transportado pela corrente sanguínea e absorvido pelas células. O organismo também pode fabricar glicose a partir de gorduras e proteínas. O “açúcar” no sangue significa, na realidade, glicose no sangue.

Você sabia que...

  • O “açúcar” no sangue significa, na realidade, glicose no sangue.

Insulina

A insulina, um hormônio secretado pelo pâncreas (um órgão que fica atrás do estômago que também produz enzimas digestivas), controla a quantidade de glicose no sangue. A glicose na corrente sanguínea estimula o pâncreas a produzir insulina. A insulina ajuda a movimentar a glicose do sangue para as células. Uma vez dentro das células, a glicose se converte em energia, que é imediatamente utilizada, ou é armazenada como gordura ou glicogênio até que seja necessária.

As concentrações de glicose no sangue normalmente variam durante o dia. Elas aumentam depois de cada refeição e retornam aos níveis anteriores à refeição aproximadamente duas horas depois. Uma vez que os níveis de glicose retornam aos níveis pré-refeição, a produção de insulina diminui. A variação dos níveis de glicose no sangue oscila geralmente entre 70 e 110 miligramas por decilitro (mg/dl) de sangue em pessoas saudáveis. Se a pessoa consumir grande quantidade de carboidratos, os níveis podem aumentar mais. As pessoas com mais de 65 anos de idade têm níveis levemente mais elevados, sobretudo depois das refeições.

Se o organismo não produzir insulina suficiente para transportar a glicose para as células ou se as células deixarem de responder normalmente à insulina (denominada resistência à insulina), os elevados níveis de glicose no sangue resultantes e a quantidade inadequada de glicose nas células produzem juntas os sintomas e as complicações do diabetes.

Tipos de diabetes

Pré-diabetes

Pré-diabetes é um quadro clínico onde os níveis de glicose no sangue são muito elevados para serem considerados normais, mas não altos o suficiente para serem rotulados como diabetes. As pessoas têm pré-diabetes se o seu nível de glicose no sangue em jejum estiver entre 100 mg/dl e 125 mg/dl ou se o seu nível de glicose no sangue duas horas após o exame de tolerância à glicose estiver entre 140 mg/dl e 199 mg/dl. Ter pré-diabetes representa um risco mais elevado de ter tanto diabetes como doença cardíaca no futuro. A diminuição do peso corporal em 5 a 10% por meio de dieta e exercício físico pode reduzir significativamente o risco futuro de se desenvolver diabetes.

Diabetes tipo 1

No diabetes tipo 1 (antes denominado diabetes dependente de insulina ou diabetes de início juvenil), o sistema imunológico do organismo ataca as células do pâncreas que produzem insulina e mais de 90% das mesmas são destruídas de forma permanente. O pâncreas, portanto, produz pouca ou nenhuma insulina. Apenas entre 5 e 10% de todas as pessoas com diabetes têm a doença tipo 1. A maioria das pessoas que tem diabetes tipo 1 desenvolve a doença antes dos 30 anos de idade, embora ela possa se desenvolver mais tarde na vida.

Os cientistas acreditam que o fator ambiental — possivelmente uma infecção viral ou um fator nutricional na infância ou na adolescência — faz com que o sistema imunológico destrua as células do pâncreas que produzem insulina. Uma predisposição genética faz com que algumas pessoas sejam mais suscetíveis a um fator ambiental.

Diabetes tipo 2

No diabetes tipo 2 (antes denominado diabetes não dependente de insulina ou diabetes de início adulto), o pâncreas costuma continuar a produzir insulina, às vezes até mesmo em níveis mais elevados do que o normal, especialmente no início da doença. No entanto, o organismo desenvolve resistência aos efeitos da insulina e, como resultado, a insulina existente não é suficiente para atender às necessidades do organismo. Conforme o diabetes tipo 2 avança, ocorre uma diminuição da capacidade de produção de insulina pelo pâncreas.

O diabetes tipo 2 era raro em crianças e adolescentes, mas recentemente está se tornando mais comum. Porém, ele geralmente começa em pessoas com idade acima de 30 anos e se torna progressivamente mais comum com a idade. Aproximadamente 26% das pessoas com mais de 65 anos têm diabetes tipo 2. Pessoas com determinadas características raciais e étnicas têm mais risco de desenvolver diabetes tipo 2: pessoas de raça negra, américo-asiática, indígena americana e pessoas com ascendência espanhola ou latino-americana que vivem nos Estados Unidos têm um risco duas a três vezes maior em comparação ao de pessoas de raça branca. O diabetes tipo 2 também tende a ocorrer em famílias.

A obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e 80 a 90% das pessoas com este distúrbio estão acima do peso ou são obesas. Como a obesidade produz resistência à insulina, as pessoas obesas necessitam de grandes quantidades de insulina para manter os níveis normais de glicose no sangue.

Certos distúrbios e medicamentos podem afetar a forma como o organismo usa a insulina e dá origem ao diabetes tipo 2.

As causas mais comuns de utilização deficiente de insulina são

O diabetes também pode surgir nas pessoas com produção excessiva de hormônio do crescimento (acromegalia) e nas pessoas com determinados tumores secretores de hormônios. A pancreatite grave ou recorrente e outros distúrbios que diretamente lesionem o pâncreas podem levar ao diabetes.

Diabetes mellitus
Diabetes mellitus
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Sintomas do diabetes

Os dois tipos de diabetes podem ter sintomas muito semelhantes se houver um aumento significativo da glicemia.

Os sintomas de níveis elevados de glicose no sangue incluem

  • Aumento da sede

  • Aumento da micção

  • Aumento da fome

Quando o nível de glicose no sangue fica entre 160 e 180 mg/dl, a glicose aparece na urina. Quando o nível de glicose na urina é ainda maior, os rins excretam água adicional para diluir a grande quantidade de glicose. O fato de os rins produzirem urina excessiva faz com que os diabéticos urinem grandes volumes frequentemente (poliúria). A micção excessiva cria sede anormal (polidipsia). O fato de se perder calorias em excesso na urina pode fazer com que as pessoas percam peso. Para compensar, a pessoa frequentemente sente fome exagerada.

Outros sintomas do diabetes incluem

  • Visão embaçada

  • Sonolência

  • Náusea

  • Diminuição da resistência durante exercício físico

Diabetes tipo 1

Nas pessoas com o diabetes tipo 1, os sintomas começam de forma brusca e drástica. Um quadro clínico sério chamado cetoacidose diabética, uma complicação em que o organismo produz ácido em excesso, pode rapidamente se desenvolver. Além dos sintomas habituais do diabetes de sede e urinação excessivas, os sintomas iniciais da cetoacidose diabética também incluem náuseas, vômitos, fadiga e – especialmente em crianças – dor abdominal. A respiração tende a se tornar profunda e rápida enquanto o organismo tenta corrigir a acidez do sangue ( Acidose), e o hálito tem odor frutado e parecido com acetona. Sem tratamento, a cetoacidose diabética pode evoluir para coma e morte, algumas vezes rapidamente.

Após o diabetes tipo 1 ter iniciado, algumas pessoas apresentam uma fase longa, mas temporária, de níveis de glicose próximos ao normal (fase de lua de mel) devido à recuperação parcial da secreção de insulina.

Diabetes tipo 2

Os diabéticos tipo 2 podem não apresentar sintomas durante anos ou décadas antes de ser diagnosticada. Os sintomas podem ser sutis. O aumento da micção e da sede no início é moderado, embora piorem gradualmente após várias semanas ou meses. A pessoa acaba se sentindo extremamente cansada, tendo mais probabilidade de desenvolver visão turva e podendo ficar desidratada.

Às vezes, nos estágios iniciais do diabetes, o nível de glicose no sangue é extremamente baixo, um quadro clínico denominado hipoglicemia.

O fato de o diabético tipo 2 produzir alguma insulina costuma impedir o desenvolvimento de cetoacidose, mesmo quando o diabetes tipo 2 não é tratado por longo tempo. Em casos raros, os níveis de glicose no sangue se tornam extremamente altos (podendo até mesmo ultrapassar 1.000 mg/dl). Tais níveis elevados frequentemente ocorrem como resultado de algum estresse adicional, tal como em infecção ou uso de medicamento. Quando os níveis de glicose no sangue se tornam muito elevados, a pessoa pode apresentar desidratação grave, que pode dar origem a confusão mental, sonolência e convulsões, um quadro clínico denominado estado hiperglicêmico hiperosmolar. Atualmente, muitos diabéticos tipo 2 são diagnosticados por exames de glicose no sangue rotineiros antes que desenvolvam tais níveis de glicose no sangue extremamente elevados.

Complicações do diabetes

O diabetes lesiona os vasos sanguíneos, fazendo com que os mesmos se estreitem e, portanto, restrinjam o fluxo sanguíneo. Uma vez que os vasos sanguíneos pelo corpo são afetados, as pessoas podem apresentar muitas complicações do diabetes. Muitos órgãos podem ser afetados, particularmente os seguintes:

Níveis elevados de glicose no sangue também causam distúrbios ao sistema imunológico do organismo; assim, pessoas com diabetes mellitus são particularmente suscetíveis a infecções bacterianas e fúngicas.

Diagnóstico do diabetes

  • Medição do nível de glicose no sangue

O diagnóstico de diabetes é estabelecido quando uma pessoa tem níveis de glicose no sangue anormalmente elevados. Os médicos realizam exames preventivos em pessoas com risco de apresentar diabetes, mas que não apresentam sintomas.

Você sabia que...

  • Muitas pessoas têm diabetes tipo 2 e não têm consciência disso.

Medição da glicemia

Os médicos verificam o nível de glicose no sangue em uma pessoa que tenha sintomas de diabetes, tais como aumento da sede, urinação ou fome. Alternativamente, os médicos podem verificar os níveis de glicose no sangue de uma pessoa que apresente distúrbios que possam ser complicações do diabetes, tais como infecções frequentes, úlceras nos pés e infecções por levedura.

Para medir os níveis de glicose no sangue, geralmente são coletadas amostras de sangue após a pessoa ter passado a noite em jejum. No entanto, é possível coletar amostras de sangue depois de a pessoa ter se alimentado. Alguma elevação nos níveis de glicose no sangue após comer é normal, mas até mesmo após a refeição os níveis não devem ser muito elevados. Os níveis de glicose no sangue depois do jejum nunca devem ser superiores a 125 mg/dl. Mesmo após a alimentação os níveis de glicose no sangue não devem ultrapassar 199 mg/dl.

Hemoglobina A 1c

Os médicos também podem medir o nível de uma proteína, a hemoglobina A1C (também denominada hemoglobina glicosilada ou glicada), no sangue. A hemoglobina é a substância vermelha que transporta o oxigênio nos glóbulos vermelhos do sangue. Quando o sangue é exposto a níveis elevados de glicose no sangue ao longo de um período de tempo, a glicose se liga à hemoglobina e forma a hemoglobina glicosilada. O nível de hemoglobina A1C (relatado como porcentagem de hemoglobina que é A1C) reflete as tendências de longo prazo nos níveis de glicose no sangue, em vez de mudanças rápidas.

As medições de hemoglobina A1C podem ser usadas para diagnosticar diabetes quando o exame for realizado por laboratório certificado (não por instrumentos usados ​​em casa ou no consultório médico). A pessoa com um nível de hemoglobina A1C de 6,5% ou superior tem diabetes. Se o nível estiver entre 5,7 a 6,4, a pessoa tem pré-diabetes.

Teste oral de tolerância à glicose

Outro tipo de exame de sangue, o exame oral de tolerância à glicose, pode ser realizado em determinados casos, como exame preventivo em mulheres grávidas para tentar detectar diabetes gestacional ou para avaliar um idoso que tem sintomas de diabetes, mas cujos níveis de glicose no sangue em jejum são normais. No entanto, ele não é usado rotineiramente para detectar a presença do diabetes, porque o exame pode ser muito incómodo.

Nesse exame, com a pessoa em jejum, é coletada uma amostra de sangue para determinar o nível de glicose no sangue em jejum e, em seguida, ela bebe uma solução especial que contém uma quantidade padrão de glicose. Mais amostras de sangue, que são coletadas nas 2 ou 3 horas posteriores, são examinadas para determinar se o nível de glicose no sangue aumenta até níveis elevados anormais.

Exame preventivo para diabetes

Os níveis de glicose no sangue são verificados durante um exame físico de rotina. A verificação dos níveis de glicose no sangue anualmente é muito importante, sobretudo em idosos, pois o diabetes é muito frequente em pessoas mais velhas. Uma pessoa pode ter diabetes, especialmente do tipo 2, e não saber disto.

Não existem exames preventivos de rotina para detectar o diabetes tipo 1, mesmo para pessoas com risco elevado de apresentar diabetes tipo 1 (por exemplo, irmãos, irmãs e filhos de pessoas com diabetes tipo 1). Contudo, é importante realizar exames preventivos em pessoas com risco de apresentar diabetes tipo 2, inclusive aquelas que

  • Têm mais de 45 anos de idade

  • Têm excesso de peso ou obesidade

  • Têm um estilo de vida sedentário

  • Têm hipertensão arterial e/ou um distúrbio lipídico, como colesterol elevado

  • Têm doença cardiovascular

  • Têm um histórico familiar de diabetes

  • Tiveram diabetes durante a gravidez ou tiveram um bebê pesando mais de 4 quilos no nascimento

  • Têm doença do ovário policístico

  • São de etnia afro-americana, hispânica, asiático-americana ou de índios americanos

As pessoas com esses fatores de risco devem realizar exames preventivos para diabetes ao menos uma vez a cada três anos. O risco de diabetes pode ser estimado utilizando-se calculadoras online de risco. Os médicos podem medir os níveis de glicemia em jejum e o nível da hemoglobina A1C, ou realizar um teste oral de tolerância à glicose. Se os resultados do exame estiverem no limiar entre normal e anormal, os médicos realizam exames preventivos com mais frequência, pelo menos uma vez por ano.

Tratamento do diabetes

  • Dieta

  • Exercício

  • Perda de peso

  • Educação

  • No diabetes tipo 1, injeções de insulina

  • No diabetes tipo 2, frequentemente medicamentos por via oral e, às vezes, injeções de outros medicamentos ou de insulina

Dieta, exercício e educação são os pilares do tratamento do diabetes e muitas vezes são as primeiras recomendações dadas a pessoas com diabetes leve. Perder peso é importante para pessoas que estão com excesso de peso. As pessoas que continuam a ter níveis elevados de glicose no sangue apesar de terem feito mudanças no estilo de vida ou com níveis de glicose no sangue muito elevados e as pessoas com diabetes tipo 1 (independentemente de seus níveis de glicose no sangue) também precisam de medicamentos.

Como as complicações têm menor probabilidade de se desenvolverem se os diabéticos controlarem rigorosamente os níveis de glicose no sangue, o objetivo do tratamento do diabetes é o de manter os níveis de glicose no sangue o mais próximo possível do normal.

O tratamento da hipertensão arterial e dos níveis de colesterol elevados, que também podem contribuir para problemas de circulação, também pode ajudar a evitar algumas das complicações do diabetes. É recomendado às pessoas com fatores de risco para doença cardíaca que tomem uma dose diária de aspirina de baixa dose. Todas as pessoas com diabetes que tenham entre 40 e 75 anos de idade tomam uma estatina (um medicamento que reduz os níveis de colesterol) independentemente do nível de colesterol dessa pessoa. Pessoas mais jovens com alto risco de apresentar doença cardíaca devem também tomar uma estatina.

É útil para os diabéticos levar consigo ou usar identificação clínica (tal como bracelete ou etiqueta) para alertar os profissionais de saúde sobre a presença de diabetes. Essa informação permite aos profissionais de saúde iniciar um tratamento rápido que salve vidas, sobretudo em casos de lesões ou de alterações no estado mental.

A cetoacidose diabética e o estado hiperglicêmico hiperosmolar são emergências médicas, uma vez que podem levar ao coma e à morte. O tratamento é similar para ambas e tem por princípio a administração de líquidos intravenosos e insulina.

Objetivos do tratamento do diabetes

Os especialistas recomendam que as pessoas mantenham seus níveis de glicemia

  • Entre 80 e 130 mg/dl em jejum (antes das refeições)

  • Menos de 180 mg/dl 2 horas após as refeições

Os níveis de hemoglobina A1c devem ser inferiores a 7%.

Como o tratamento agressivo para alcançar estes objetivos aumenta o risco de que a glicose no sangue possa cair muito (hipoglicemia), esses objetivos são ajustados para algumas pessoas, nas quais a hipoglicemia não é desejável, tal como em idosos.

Alguns outros objetivos são manter a pressão arterial sistólica inferior a 140 mmHg e pressão arterial diastólica inferior a 90 mmHg. O nível de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) (colesterol “ruim”) no sangue deve ser mantido abaixo de 100 mg/dl.

Tratamento geral do diabetes

Os diabéticos se beneficiam grandemente da aprendizagem sobre o distúrbio, do entendimento sobre como a dieta e o exercício afetam seus níveis de glicose no sangue e do conhecimento sobre como evitar complicações. Um enfermeiro instruído em educação sobre diabetes pode fornecer informações sobre o controle da dieta, exercício, monitoramento de níveis de glicose no sangue e administração de medicamentos.

Pessoas com diabetes devem parar de fumar e consumir apenas quantidades moderadas de álcool (até uma dose por dia para mulheres e duas para homens).

Dieta para pessoas com diabetes

O controle da dieta é muito importante em pessoas com ambos os tipos de diabetes mellitus. Os médicos recomendam uma dieta saudável e equilibrada, além de esforço para manter um peso saudável. Os diabéticos podem se beneficiar de reunião com nutricionista ou com educador especialista em diabetes para desenvolver um plano de alimentação ideal. Esse plano inclui evitar açúcares simples e alimentos processados, aumentar o consumo de fibra dietética, limitar o tamanho das porções de alimentos com alto teor de carboidratos e gorduras (especialmente as gorduras saturadas). Pessoas que tomam insulina devem evitar períodos prolongados entre as refeições para prevenir a ocorrência de hipoglicemia. Embora a presença de proteína e gordura na dieta contribua para o número de calorias que a pessoa consome, apenas a quantidade de carboidratos exerce um efeito direto sobre os níveis de glicose no sangue. A American Diabetes Association tem muitas dicas úteis sobre dieta, incluindo receitas. Medicamentos redutores de colesterol são necessários para diminuir o risco de apresentar doença cardíaca, mesmo para pessoas que seguem uma dieta adequada (ver recomendações).

Pessoas com diabetes tipo 1 e determinadas pessoas com diabetes tipo 2 podem utilizar o método de contagem de carboidratos ou o sistema de troca de carboidratos para fazer a correspondência entre a dose de insulina e o teor de carboidratos da refeição. A “contagem” da quantidade de carboidratos em uma refeição é um método utilizado para calcular a quantidade de insulina que a pessoa precisa tomar antes de comer. Contudo, a razão entre carboidratos/insulina (a quantidade de insulina tomada para cada grama de carboidratos na refeição) varia de pessoa para pessoa, e a pessoa com diabetes precisa colaborar de maneira próxima com um nutricionista com experiência em trabalhar com pessoas com diabetes para conseguir ter domínio da técnica. Alguns especialistas recomendam a utilização do índice glicêmico (a medida do impacto exercido pelo alimento contendo carboidratos que foi consumido sobre o nível de glicose no sangue) para separar os carboidratos rapidamente metabolizados dos lentamente metabolizados, porém há pouca evidência sustentando esse tipo de abordagem.

Exercício para pessoas com diabetes

A prática de exercícios, em quantidades apropriadas, também pode ajudar as pessoas a controlarem seu peso e a melhorar os níveis de glicose no sangue. Devido ao fato de os níveis de glicose no sangue diminuírem durante o exercício, as pessoas devem estar alertas quanto aos sintomas de hipoglicemia. Algumas pessoas precisam comer um pequeno lanche durante exercício prolongado, diminuir sua dose de insulina ou ambos.

Perda de peso para pessoas com diabetes

Muitas pessoas, especialmente aquelas com diabetes tipo 2, têm excesso de peso ou são obesas. Algumas pessoas com diabetes tipo 2 conseguem evitar ou adiar a necessidade de tomar medicamentos ao alcançar e manter um peso saudável. A perda de peso também é importante para essas pessoas, porque o excesso de peso contribui para o surgimento de complicações do diabetes. Se a pessoa com diabetes estiver tendo dificuldades em perder peso apenas com dieta e exercícios, é possível que o médico receite medicamentos para perder peso ou recomende cirurgia bariátrica (uma cirurgia que causa a perda de peso).

Prevenção das complicações do diabetes

Cuidados adequados com os pés e exames oftalmológicos regulares podem ajudar a prevenir ou retardar o início das complicações do diabetes. Pessoas com diabetes recebem a vacina contra o Streptococcus pneumoniae e os médicos normalmente recomendam a elas que tomem a vacina anual contra a gripe, uma vez que pessoas com diabetes correm risco de contrair infecções.

Você sabia que...

Tratamento medicamentoso do diabetes

Existem muitos medicamentos utilizados para tratar o diabetes. Os diabéticos tipo 1 necessitam de injeções de insulina para diminuir as concentrações de glicose no sangue. A maioria das pessoas com diabetes tipo 2 precisa de medicamentos por via oral para abaixar os níveis de glicemia, mas alguns também necessitam de insulina ou outros medicamentos injetáveis.

Monitoramento do tratamento do diabetes

O monitoramento das concentrações de glicose no sangue é uma parte essencial do tratamento do diabetes. O monitoramento da glicemia oferece as informações necessárias para fazer os ajustes necessários aos medicamentos, dieta e exercícios. Esperar até que sintomas de níveis de glicose no sangue baixos ou elevados apareçam é uma receita que culmina em desastre.

Muitas coisas fazem com que os níveis de glicose no sangue mudem:

  • Dieta

  • Exercício

  • Estresse

  • Doença

  • Medicamentos

  • Hora do dia

Os níveis de glicose no sangue podem variar bruscamente após a pessoa comer alimentos cujas quantidades de carboidratos são mais elevadas do que se pensava. Estresse emocional, infecção e muitos medicamentos tendem a aumentar os níveis de glicose no sangue. Os níveis de glicose no sangue aumentam em muitas pessoas nas primeiras horas da manhã devido à liberação normal de hormônios (hormônio do crescimento e cortisol), uma reação denominada fenômeno do alvorecer. A glicose no sangue pode aumentar significativamente quando o organismo libera determinados hormônios em resposta a níveis baixos de glicose no sangue (efeito Somogyi). A prática de exercícios pode causar uma redução excessiva dos níveis de glicose no sangue.

Monitoramento dos níveis de glicose no sangue

As concentrações de glicose no sangue podem ser medidas facilmente em casa ou em qualquer lugar.

O teste de glicemia capilar é a maneira mais comum de monitorar a glicemia. A maioria dos dispositivos de monitoramento da glicemia (glicosímetros) utilizam uma gota de sangue obtida por picada na ponta do dedo com uma pequena lanceta. A lanceta tem uma agulha fina que pode ser utilizada para golpear o dedo ou ser colocada em dispositivo com mola que fácil e rapidamente perfura a pele. A maioria das pessoas acha que a picada provoca apenas desconforto mínimo. Em seguida, uma gota de sangue é colocada em uma fita reativa. A fita contém substâncias químicas que sofrem alterações dependendo do nível de glicose. O glicosímetro lê as mudanças na fita reativa e apresenta o resultado em um mostrador digital. Alguns dispositivos permitem que a amostra de sangue seja obtida de outros lugares, como palma da mão, antebraço, braço, coxa ou panturrilha. Os glicosímetros caseiros são menores que um baralho de cartas.

Sistemas de monitoramento contínuo de glicose (MCG) usam um pequeno sensor de glicose colocado sob a pele. O sensor mede a glicemia em intervalos de alguns minutos. Há dois tipos de sistemas de MCG, com diferentes finalidades:

  • Profissional

  • Pessoal

Os sistemas de MCG profissionais coletam dados contínuos sobre a glicemia durante um período de tempo (72 horas até 14 dias). Os profissionais de saúde utilizam essas informações para fazer recomendações de tratamento. Os sistemas de MCG profissionais não informam dados à pessoa com diabetes.

Os sistemas de MCG pessoais são utilizados pela pessoa e informam dados em tempo real sobre a glicemia em um pequeno monitor portátil ou em um smartphone conectado a ele. Alarmes no sistema MCG podem ser definidos para soar quando os níveis de glicose no sangue caírem para muito baixos ou subirem para muito elevados, de modo que o dispositivo possa ajudar as pessoas a identificarem rapidamente mudanças preocupantes da glicose no sangue.

Anteriormente, os sistemas de MCG exigiam calibrações frequentes por meio de testes de glicemia capilar. Além disso, os resultados desses sistemas não eram suficientemente exatos e, assim, as pessoas sempre acabavam tendo que fazer um teste de glicemia capilar para confirmar a leitura do sistema de MCG antes de calcular a dose de insulina (por exemplo, antes das refeições ou para corrigir níveis elevados de glucose no sangue). Contudo, avanços tecnológicos recentes trouxeram melhorias aos sistemas de MCG. Um sistema de MCG profissional pode ser utilizado por até 14 dias sem precisar ser calibrado. Outro sistema de MCG pessoal pode ser utilizado para guiar a administração da insulina sem ser necessária a confirmação por meio do teste de glicemia capilar. Por último, atualmente existem sistemas nos quais o aparelho de MCG se comunica com bombas de insulina, dando um comando para interromper a administração de insulina quando a glicose no sangue estiver em queda (suspensão automática) ou para administrar insulina diariamente (sistema de circuito fechado híbrido).

Os sistemas MCG são particularmente úteis em determinadas circunstâncias, como para pessoas com diabetes tipo 1 que apresentam mudanças frequentes e rápidas da glicose no sangue (especialmente nos casos em que os níveis de glicose ficam muito baixos), que são difíceis de identificar com o teste de punção digital.

A maioria dos diabéticos deve registrar seus níveis de glicose no sangue e informá-los a seu médico ou profissional de saúde para obter aconselhamento sobre o ajuste da dose de insulina ou do medicamento hipoglicemiante oral. Muitas pessoas podem aprender a ajustar a dose de insulina sozinhas, quando necessário. É possível que algumas pessoas com casos leves ou precoces de diabetes tipo 2 que esteja bem controlado com um ou dois medicamentos não precisem realizar o teste de glicemia capilar com tanta frequência.

Apesar da urina também poder ser examinada quanto à presença de glicose, a verificação da urina não é uma boa forma de monitorar o tratamento ou de ajustar a terapia. O exame de urina pode induzir a erro, porque a quantidade de glicose na urina pode não refletir o nível atual de glicose no sangue. Os níveis de glicose no sangue podem diminuir muito ou aumentar razoavelmente sem qualquer alteração nos níveis de glicose na urina.

Hemoglobina A 1C

Os médicos podem monitorar o tratamento utilizando exames de sangue chamados hemoglobina A1C. Quando os níveis de glicose no sangue são elevados, ocorrem mudanças na hemoglobina, a proteína que transporta o oxigênio no sangue. Essas alterações são diretamente proporcionais aos níveis de glicose no sangue em um período estendido. Quanto maior for o nível de hemoglobina A1C, mais elevados serão os níveis de glicose da pessoa. Dessa forma, ao contrário da medição da glicose no sangue, que revela o nível em um momento determinado, a medição da hemoglobina A1C revela se os níveis de glicose no sangue estiveram controlados nos meses anteriores.

Os diabéticos apontam para um nível de hemoglobina A1C inferior a 7%. Alcançar esse nível é difícil, mas quanto menor o nível de hemoglobina A1C, menor será a probabilidade de essas pessoas terem complicações. É possível que os médicos recomendem usar um valor alvo ligeiramente maior ou menor para determinadas pessoas, dependendo da sua situação de saúde em particular. Contudo, níveis acima de 9% demonstram pouco controle e níveis acima de 12% demonstram controle muito fraco. A maioria dos médicos que se especializam em cuidados com o diabetes recomenda que a hemoglobina A1C seja medida a cada 3 a 6 meses.

Frutosamina

A frutosamina, um aminoácido que se liga à glicose, também é útil para medir o controle da glicose no sangue no período de algumas semanas e é geralmente usado quando os resultados da hemoglobina A1C não são confiáveis, como em pessoas que têm formas anormais de hemoglobina.

Transplante de pâncreas

Às vezes, pessoas com diabetes tipo 1 recebem um transplante total de pâncreas ou apenas das células produtoras de insulina oriundas de um pâncreas doador. Esse procedimento pode permitir que as pessoas com diabetes mellitus tipo 1 mantenham níveis normais de glicose. Contudo, uma vez que a pessoa precisa tomar medicamentos imunossupressores para prevenir a rejeição das células transplantadas pelo organismo, o transplante de pâncreas costuma ser feito apenas em pessoas que apresentam complicações graves devido ao diabetes ou que estejam recebendo outro transplante de órgão (como um rim) e precisarão tomar medicamentos imunossupressores de qualquer maneira.

Pessoas com dificuldade em manter os níveis de glicose no sangue

O termo diabetes frágil vinha sendo utilizado para descrever pessoas que apresentam episódios recorrentes de variação drástica nos níveis de glicose no sangue, que costumam ocorrer sem um motivo aparente. Contudo, este termo parou de ser utilizado. As pessoas com diabetes tipo 1 podem apresentar variações amplas nos níveis de glicose no sangue com mais frequência, porque a produção de insulina está completamente ausente. Infecções, a demora na movimentação do alimento através do estômago e outros distúrbios hormonais também podem contribuir para essas amplas variações nos níveis de glicose no sangue. Quando a pessoa tem dificuldade em controlar a glicose no sangue, o médico procura por outros distúrbios que possam estar causando o problema, bem como oferece à pessoa mais orientações sobre como monitorar o diabetes e tomar os medicamentos.

Pessoas idosas com diabetes

Os idosos precisam seguir os mesmos princípios gerais do controle de diabetes — educação, dieta, exercício e medicamentos — que as pessoas mais jovens. Contudo, arriscar uma hipoglicemia (uma redução no nível de glicose no sangue) ao tentar controlar rigorosamente os níveis de glicose no sangue pode, na verdade, ser prejudicial nas pessoas com diversos problemas de saúde.

O controle do diabetes pode ser mais difícil para os idosos. A deficiência visual pode dificultar a leitura dos glicosímetros e as escalas de dose em seringas de insulina. Eles podem ter problemas ao manusear a seringa por terem artrite ou doença de Parkinson ou se tiveram acidente vascular cerebral.

Educação

Além de aprenderem sobre o diabetes em si, os idosos podem ter de aprender como ajustar o controle do diabetes ao controle de seus outros distúrbios. É especialmente importante aprender a evitar complicações, como desidratação, lesões na pele e problemas de circulação, e a controlar os fatores que podem contribuir para as complicações do diabetes, tais como hipertensão arterial e níveis de colesterol elevados. Esses problemas se tornam mais comuns com a idade, tendo diabetes ou não.

Dieta

Muitos idosos têm dificuldade em seguir uma dieta saudável e equilibrada que possa controlar os níveis de glicose no sangue e o peso. A mudança nas preferências alimentares de longa data e os hábitos dietéticos pode ser difícil. Alguns idosos têm outros distúrbios que podem ser afetados pela dieta e podem não compreender como integrar as recomendações de dieta aos seus vários distúrbios.

Alguns idosos podem não conseguir controlar o que comem porque alguém cozinha para eles — em casa, em casa de repouso ou em outra instituição. Quando os diabéticos não fazem sua própria comida, as pessoas que compram e preparam as refeições para eles também devem compreender a dieta que eles precisam. Os idosos e seus cuidadores normalmente se beneficiam da consulta com um nutricionista para desenvolverem um plano de alimentação saudável e viável.

Exercício

Os idosos podem ter um tempo de dificuldade ao acrescentar exercícios à sua vida diária, especialmente se não tiverem sido ativos ou se tiverem um distúrbio que limite seus movimentos, como artrite. No entanto, eles podem ser capazes de adicionar exercícios à sua rotina habitual. Por exemplo, eles podem caminhar em vez de andar de carro ou subir escadas em vez de pegar o elevador. Além disso, muitas organizações comunitárias oferecem programas de exercícios destinados a idosos.

Medicamentos

Tomar os medicamentos usados para tratar diabetes, particularmente a insulina, pode ser difícil para alguns idosos. Para as pessoas com problemas de visão ou outros problemas que dificultam o preenchimento da seringa com precisão, um cuidador pode preparar as seringas antecipadamente e armazená-las na geladeira. Pessoas cuja dose de insulina é estável podem comprar seringas pré-carregadas. Canetas de insulina pré-carregadas podem ser mais fáceis para pessoas com limitações físicas. Alguns destes dispositivos têm números grandes e mostradores fáceis de girar.

Monitoramento dos níveis de glicose no sangue

Visão prejudicada, destreza manual limitada devido a artrite, tremor ou acidente vascular cerebral, ou outras limitações físicas podem dificultar o monitoramento dos níveis de glicose no sangue para os idosos. No entanto, os monitores especiais estão disponíveis. Alguns têm grandes telas numéricas, que são de leitura mais fácil. Alguns fornecem instruções e resultados por áudio. Alguns monitores leem os níveis de glicose no sangue através da pele e não necessitam de amostra de sangue. As pessoas podem consultar um educador especialista em diabetes para determinar qual medidor é o mais apropriado.

Hipoglicemia

A complicação mais comum no tratamento de níveis elevados de glicose no sangue é o nível baixo de glicose no sangue (hipoglicemia). O risco é maior para os idosos que são frágeis, que estão doentes o suficiente para precisar de internações frequentes ou para os que tomam vários medicamentos. De todos os medicamentos disponíveis para o tratamento de diabetes, as sulfonilureias de ação prolongada são os medicamentos mais propensos a causarem níveis baixos de glicose no sangue em idosos. Quando tomam esses medicamentos, eles também ficam mais propensos a ter sintomas graves, como desmaios e quedas, e têm dificuldade em pensar ou usar partes do corpo devido aos níveis baixos de glicose no sangue.

A hipoglicemia em idosos pode ser menos óbvia do que em pessoas mais jovens. A confusão causada pela hipoglicemia pode ser confundida com demência ou com o efeito sedativo de medicamentos. Além disso, as pessoas que apresentam dificuldade em se comunicar (como após um acidente vascular cerebral ou devido a demência) podem não ser capazes de dizer a outros que estão apresentando sintomas.

Prevenção

Diabetes tipo 1

Não existe tratamento para prevenir a ocorrência do diabetes mellitus tipo 1. Alguns medicamentos podem causar a remissão do diabetes tipo 1 precoce em algumas pessoas, talvez porque eles evitam que o sistema imunológico destrua as células do pâncreas. Contudo, esses medicamentos causam efeitos colaterais que limitam sua utilização.

Diabetes tipo 2

A prevenção do diabetes tipo 2 pode ser feita através de mudanças no estilo de vida. Se uma pessoa com excesso de peso perder apenas 7% do peso corporal e aumentar a quantidade de atividade física (por exemplo, caminhar 30 minutos todos os dias), isso pode diminuir o risco de ela ter diabetes mellitus em mais de 50%. A metformina e a acarbose, que são medicamentos utilizados para tratar o diabetes, podem reduzir o risco de ter diabetes em pessoas com comprometimento da regulação da glicose.

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