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Acidose láctica

Por

James L. Lewis, III

, MD,

  • Attending Physician
  • Brookwood Baptist Health and Saint Vincent’s Ascension Health, Birmingham

Última modificação do conteúdo mar 2018
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A acidose láctica é acidose metabólica com um intervalo de ânions alto devido a lactato elevado no sangue. A acidose láctica resulta da produção excessiva de ácido láctico e/ou da diminuição de sua metabolização.

O lactato é um subproduto normal do metabolismo da glicose e de aminoácidos. Existem 2 tipos principais de acidose láctica:

  • Acidose láctica tipo A

  • Acidose láctica tipo B

A acidose d-láctica (encefalopatia d-láctica) é uma forma incomum de acidose láctica.

Acidose láctica tipo A

A forma mais grave da acidose láctica, a do tipo A, ocorre quando há produção excessiva de ácido láctico no tecido isquêmico — como subproduto da geração de ATP durante deficit de oxigênio. A produção excessiva ocorre tipicamente durante a hipoperfusão tecidual global no choque hipovolêmico, cardíaco ou séptico, sendo agravada pela diminuição do metabolismo do lactato no tecido hepático mal perfundido. Também pode ocorrer na hipóxia primária por doença pulmonar e em várias hemoglobinopatias.

Acidose láctica tipo B

A acidose láctica tipo B ocorre em estados de perfusão tecidual normal (e, portanto, de produção de ATP) e é menos nefasta.

As causas englobam a hipóxia tecidual (p. ex., como no uso vigoroso dos músculos durante esforço, convulsões, tremores por hipotermia), algumas doenças sistêmicas e congênitas, câncer e ingestão de alguns fármacos ou toxinas ( Causas da acidose metabólica). Os fármacos incluem inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos e as biguanidas fenformina e, em menor grau, metformina; embora a fenformina tenha sido retirada do mercado na maior parte do mundo, ainda está disponível na China (inclusive como componente de certos fármacos chineses). O metabolismo pode ser reduzido por insuficiência hepática ou deficiência de tiamina.

Acidose d -láctica

A acidose d-láctica é uma forma incomum de acidose láctica na qual o ácido d-láctico, produto de metabolismo de carboidrato bacteriano no cólon de pacientes com desvio jejunoileal ou ressecção intestinal, é absorvido sistemicamente. Ele persiste na circulação porque a lactato desidrogenase só metaboliza o l-lactato.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas de acidose láctica são dominados pelos da causa subjacente (p. ex., choque no tipo A, ingestão de toxina no tipo B). Os sinais e sintomas neurológicos, como confusão, ataxia e fala arrastada, ocorrem após a ingestão rica em carboidratos característica da acidose d-láctica.

Diagnóstico

  • Gasometria arterial e eletrólitos séricos

  • Cálculo do intervalo aniônico e intervalo delta

  • Níveis lácticos sanguíneos

Os valores da gasometria arterial na acidose láctica tipo A e B são os mesmos dasoutras acidoses metabólicas. O diagnóstico requer pH do sangue de < 7,35 e lactato de > 5-6 mmol/L. Alterações lácticas menos extremas e de pH são chamadas hiperlactatemia.

Na acidose d-láctica, o intervalo de ânions é menor que o esperado para a redução no bicarbonato (HCO3) e pode ocorrer uma diferença osmolar urinária (diferença entre a osmolaridade urinária medida e a calculada). Análises laboratoriais típicas para lactato não são sensíveis ao lactato d. Níveis específicos de lactato d estão disponíveis e às vezes são necessários para esclarecer a causa da acidose em pacientes com múltiplas causas potenciais, incluindo problemas intestinais.

Tratamento

  • Tratamento da causa

O tratamento das acidoses lácticas tipos A e B é semelhante àquele para outras acidoses metabólicas. O tratamento da causa é primordial. Ao tratar a perfusão tecidual inadequada, se possível, não usar vasopressores porque estes podem agravar a isquemia tecidual. Bicarbonato é potencialmente perigoso na acidose com intervalo de ânions elevado, mas pode ser considerado quando o pH < 7,00, com um pH alvo de ≤ 7,10.

Na acidose d-láctica, o tratamento é feito com hidratação venosa, restrição de carboidratos e, algumas vezes, antibióticos orais (p. ex., metronidazol) na síndrome do intestino curto e bicarbonato para a acidose grave.

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