A cútis flácida é uma doença rara do tecido conjuntivo que faz com que a pele se estique com facilidade e forme pregas frouxas, enrugadas e flácidas.
Essa doença costuma ser causada por um gene defeituoso, mas pode ocorrer após determinadas doenças ou após uma reação medicamentosa.
O principal sintoma é pele muito frouxa.
O diagnóstico é geralmente baseado nos sintomas, no exame físico e nos resultados de biópsias cutâneas e exames genéticos.
Não há cura para uma cútis flácida, mas cirurgia plástica pode ajudar a melhorar a aparência da pele.
As fibras que permitem que o tecido se alongue e, depois, volte à posição inicial são chamadas fibras elásticas. Essas fibras estão contidas no tecido conjuntivo. O tecido conjuntivo é o tecido resistente e normalmente fibroso que une as estruturas do corpo e fornece sustentação e elasticidade.
Na cútis flácida, as fibras elásticas ficaram folgadas. Às vezes, somente a pele é afetada, mas tecidos conjuntivos de todo o corpo também podem ser afetados.
A cútis flácida é geralmente hereditária. Em alguns tipos de cútis flácida hereditária, os genes anômalos causam problemas na pele, outros problemas com as articulações, coração, pulmões ou trato digestivo ou deficiência intelectual.
A cútis flácida pode surgir em pessoas após uma infecção, uma reação alérgica a um medicamento (por exemplo, penicilina), inflamação de órgãos (por exemplo, o revestimento dos pulmões ou coração), eritema multiforme (placas de pele avermelhada e saliente) ou distúrbios dos plasmócitos.
Sintomas de cútis laxa
O principal sintoma da cútis flácida é pele excessivamente frouxa, enrugada e flácida. Depois que a pele é esticada, ela volta lentamente ao lugar.
Os sintomas de cútis flácida podem ser leves e afetar principalmente a pele, ou graves e afetar os órgãos internos. A pele pode se apresentar frouxa ao nascimento ou pode se tornar frouxa mais tarde. A frouxidão da pele costuma ser mais perceptível na face, o que resulta em um aspecto de envelhecimento precoce e um nariz aquilino.
A insuficiência cardíaca e outros problemas relacionados ao coração podem ocorrer. A projeção de órgãos internos, tais como o intestino, através da parede abdominal (hérnias) e um distúrbio destrutivo dos alvéolos nos pulmões (enfisema) podem ocorrer.
Esta fotografia mostra dobras de pele frouxa em uma criança com cútis flácida.
Ainda que os sintomas frequentemente se tornem perceptíveis pouco depois do nascimento, eles podem surgir repentinamente em crianças e nos adolescentes. Em algumas pessoas, os sintomas surgem gradualmente na idade adulta.
Diagnóstico de cútis laxa
Avaliação médica
Biópsia da pele
Exames para detectar complicações
Exames genéticos
Em geral, um médico pode diagnosticar a cútis flácida examinando a pele.
Os médicos coletam uma amostra de tecido cutâneo para examinar as fibras elásticas ao microscópio (biópsia).
Outros exames, tais como um ecocardiograma, uma tomografia computadorizada (TC) dos pulmões, um ultrassom abdominal ou radiografias da coluna vertebral, podem ser realizados.
A pessoa que nasceu com cútis flácida ou a desenvolveu quando era jovem ou que tenha parentes que têm a doença deve fazer exames genéticos. O resultado dos exames genéticos pode ajudar o médico a prever se essa pessoa tem o risco de transmitir a doença aos filhos e se algum outro órgão além da pele será afetado.
Tratamento de cútis laxa
Às vezes, cirurgia plástica
Não existe tratamento específico para cútis flácida. As pessoas devem cuidar da pele ao aplicar protetor solar e hidratantes e não devem usar tabaco.
A cirurgia plástica pode melhorar o aspecto da pele em pessoas que têm cútis flácida hereditária, mas a cirurgia não é tão bem-sucedida em pessoas que desenvolvem cútis flácida após uma doença ou uma reação medicamentosa.
Doenças associadas que não afetam a pele, por exemplo, doenças cardíacas e pulmonares, são tratados adequadamente com medicamentos ou cirurgia.
Às vezes, a fisioterapia pode ajudar a melhorar o tônus cutâneo.
Prognóstico de cútis flácida
A cútis flácida grave pode causar comprometimentos no coração, pulmões, artérias e intestino que podem ser fatais.
Mais informações
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