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Cútis flácida

Por

Frank Pessler

, MD, PhD, Braunschweig, Germany

Última revisão/alteração completa mai 2019| Última modificação do conteúdo jun 2019
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A cútis flácida é uma doença rara do tecido conjuntivo que faz com que a pele se estique com facilidade e forme pregas frouxas.

Na cútis flácida, as fibras elásticas (as fibras que permitem que o tecido se alongue e depois volte à posição inicial) contidas no tecido conjuntivo (o tecido resistente e normalmente fibroso que une as estruturas do corpo e fornece sustentação e elasticidade) ficam flácidas. Às vezes, somente a pele é afetada, mas tecidos conjuntivos de todo o corpo também podem ser afetados.

A cútis flácida é geralmente hereditária. Em alguns tipos de cútis flácida, os genes anômalos causam problemas não relacionados ao tecido conjuntivo. Por exemplo, os genes podem causar doenças do coração, pulmões ou do trato digestivo ou deficiência intelectual. Em casos raros, os bebês podem desenvolver cútis flácida depois de uma doença que causa febre ou depois de terem uma reação alérgica à penicilina. No caso de crianças ou adolescentes, a cútis flácida costuma surgir após uma doença grave envolvendo febre, inflamação de órgãos, como o revestimento dos pulmões ou do coração ou eritema multiforme (manchas de pele salientes e avermelhadas). No caso de adultos, ela pode surgir juntamente com outras doenças, sobretudo distúrbios dos plasmócitos.

Sintomas

Os sintomas de cútis flácida podem ser leves e afetar somente a aparência da pessoa, ou graves e afetar os órgãos internos. A pele pode se apresentar frouxa ao nascimento ou pode se tornar frouxa mais tarde. A frouxidão da pele costuma ser mais perceptível na face, o que resulta em um aspecto de envelhecimento precoce e um nariz aquilino. Os pulmões, o coração, os intestinos e as artérias podem ser afetados com gravidade de diversas formas.

Ainda que os sintomas frequentemente se tornem perceptíveis pouco depois do nascimento, eles podem surgir repentinamente em crianças e nos adolescentes. Em algumas pessoas, os sintomas surgem gradualmente na idade adulta.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

  • Às vezes, biópsia da pele

Em geral, um médico pode diagnosticar a cútis flácida examinando a pele.

Às vezes é necessário remover uma amostra de tecido da pele para exame sob o microscópio (biópsia).

Outros exames, por exemplo, um ecocardiograma ou uma radiografia do tórax, podem ser feitos para tentar detectar distúrbios associados do coração e dos pulmões. A pessoa que apresentou cútis flácida quando era jovem ou que tiver parentes que têm o distúrbio deve fazer exames genéticos. O resultado dos exames genéticos pode prever se essa pessoa tem o risco de transmitir o distúrbio à prole e se algum outro órgão além da pele será afetado.

Prognóstico

As lesões graves do coração, dos pulmões, das artérias e dos intestinos podem ser fatais.

Tratamento

  • Algumas vezes cirurgia plástica

Não existe tratamento específico para cútis flácida.

Cirurgia plástica costuma conseguir melhorar o aspecto da pele, porém, a melhora possivelmente será apenas temporária. Distúrbios associados que não afetam a pele, por exemplo, distúrbios do coração e dos pulmões, são tratados adequadamente.

Às vezes, a fisioterapia pode ajudar a melhorar o tônus cutâneo.

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