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Feocromocitoma

Por

Ashley B. Grossman

, MD, University of Oxford; Fellow, Green-Templeton College

Última revisão/alteração completa ago 2019| Última modificação do conteúdo ago 2019
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Um feocromocitoma é um tumor que normalmente se origina das células de cromafina das glândulas adrenais, o que provoca a superprodução de catecolaminas, hormônios potentes que causam hipertensão e outros sintomas.

  • A hipertensão arterial é o sintoma mais importante, mas frequência cardíaca elevada com pulso forte, sudorese excessiva, tontura ao ficar em pé, respiração acelerada, dores de cabeça intensas e muitos outros sintomas também podem ocorrer.

  • O médico mede a concentração sanguínea das catecolaminas ou dos subprodutos da metabolização das catecolaminas e usa exames de imagem para tentar encontrar o tumor.

  • Normalmente, o melhor tratamento é remover o feocromocitoma.

A maioria dos feocromocitomas cresce dentro do córtex das glândulas adrenais. Cerca de 10% crescem nas células cromafins fora das glândulas adrenais. Menos de 10% dos feocromocitomas que crescem dentro das glândulas adrenais são cancerosos, mas esse percentual é maior nos tumores externos às glândulas adrenais. Os feocromocitomas podem ocorrer em homens ou mulheres em qualquer idade, mas são mais comuns em pessoas entre 20 e 40 anos de idade.

Algumas pessoas que apresentam feocromocitomas têm uma doença hereditária rara denominada neoplasia endócrina múltipla, que a torna propensa a ter tumores nas glândulas tireoide, paratireoide e adrenais. Os feocromocitomas também podem surgir em pessoas que apresentam síndrome de von Hippel-Lindau e naquelas que apresentam neurofibromatose (doença de von Recklinghausen) ou várias outras doenças genéticas. É provável que quase 50% das pessoas com feocromocitomas tenham uma dessas doenças genéticas ou familiares.

A Close Look at the Adrenal Glands

A Close Look at the Adrenal Glands

Sintomas

Os feocromocitomas podem ser muito pequenos. Entretanto, mesmo um feocromocitoma pequeno pode produzir grandes quantidades de catecolaminas potentes. As catecolaminas são hormônios, como a epinefrina ( adrenalina), a noradrenalina e a dopamina, que tendem a aumentar muito a pressão arterial, a frequência cardíaca e causar outros sintomas normalmente associados com situações com risco à vida.

O sinal mais notável de um feocromocitoma é a hipertensão arterial, que pode ser muito grave. Entretanto, apenas uma em cada mil pessoas com hipertensão arterial tem um feocromocitoma. Os sintomas incluem

  • Batimentos cardíacos rápidos e latejantes

  • Sudorese excessiva

  • Tontura ao se levantar

  • Respiração rápida

  • Pele fria e úmida

  • Dores de cabeça intensas

  • Dores no peito e no abdômen

  • Náusea e vômito

  • Distúrbios da visão

  • Formigamento nos dedos das mãos

  • Constipação

  • Uma sensação estranha de que algo ruim vai acontecer

Quando esses sintomas aparecem de maneira repentina e acentuada, eles podem parecer um ataque de pânico.

Em 50% das pessoas afetadas, os sintomas aparecem e desaparecem, às vezes desencadeados pela pressão sobre o tumor, massagem, medicamentos (especialmente anestésicos e betabloqueadores), traumas emocionais e, em raras ocasiões, o simples ato de urinar. Contudo, é possível que muitas pessoas apresentem esses sintomas como manifestações de um estado de ansiedade e não de um distúrbio glandular.

Diagnóstico

  • Exames de sangue e urina

  • Tomografia computadorizada ou imagem por ressonância magnética

É possível que o médico não suspeite que a pessoa tem um feocromocitoma, porque quase 50% das pessoas não apresenta sintomas, exceto uma hipertensão arterial persistente. Entretanto, é possível que o médico peça determinados exames laboratoriais quando a hipertensão arterial ocorre em uma pessoa jovem, aparece e desaparece ou acompanha outros sintomas de um feocromocitoma. Por exemplo, a concentração de algumas catecolaminas ou de subprodutos da decomposição dessas catecolaminas pode ser medida em amostras de sangue ou de urina. Devido à hipertensão arterial e outros sintomas, é possível que o médico receite um betabloqueador antes de saber que a causa é um feocromocitoma. Betabloqueadores podem fazer a hipertensão arterial piorar em pessoas com feocromocitoma. Essa reação paradoxal frequentemente torna claro o diagnóstico de feocromocitoma.

Caso a concentração de catecolaminas esteja elevada, um exame por tomografia computadorizada (TC) ou imagem por ressonância magnética (RM) ou outro exame de imagem pode ajudar a localizar o feocromocitoma. Um exame em que são injetados produtos químicos radioativos que tendem a se acumular nos feocromocitomas também pode ser útil. Um exame é feito para ver onde os produtos químicos radioativos estão.

Exames genéticos talvez sejam realizados, sobretudo se o médico suspeitar que a pessoa tem uma doença genética.

Tratamento

  • Cirurgia para remover o tumor

  • Medicamentos para controlar a pressão arterial

Normalmente, o melhor tratamento é remover o feocromocitoma. Entretanto, a cirurgia frequentemente é adiada até que o médico consiga controlar a secreção de catecolaminas pelo tumor com medicamentos, uma vez que ter níveis elevados de catecolaminas durante uma cirurgia pode ser perigoso. Normalmente, é administrada fenoxibenzamina ou um medicamento similar para interromper a ação do hormônio. Uma vez que essa etapa é cumprida, um betabloqueador pode ser utilizado com segurança para controlar os sintomas.

Se o feocromocitoma for canceroso e tiver se espalhado, a quimioterapia raramente cura o tumor. Medicamentos quimioterápicos mais recentes, como a temozolomida e o sunitinibe, ajudam a retardar o crescimento do tumor. Tratamento com radioisótopos, como a metaiodobenzilguanidina (MIBG) ou a octreotida radioativa, que tem por alvo o tecido tumoral, também pode ser muito eficaz. Os efeitos perigosos do excesso de catecolaminas secretadas pelo tumor podem quase sempre ser bloqueados pelo uso contínuo de fenoxibenzamina, ou medicamentos similares, e betabloqueadores.

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