honeypot link

Manual MSD

Please confirm that you are a health care professional

Massas ovarianas benignas

Por

Charlie C. Kilpatrick

, MD, MEd, Baylor College of Medicine

Última modificação do conteúdo mai 2019
Clique aqui para acessar Educação para o paciente

As massas ovarianas benignas são cistos funcionais e tumores; a maioria é assintomática. O tratamento varia de acordo com o status reprodutivo da paciente.

Cistos funcionais

Há 2 tipos de cistos funcionais:

  • Cistos foliculares: os cistos funcionais se desenvolvem dos folículos de Graaf.

  • Cistos do corpo lúteo: esses cistos se desenvolvem do corpo lúteo. Podem sangrar para o interior da cavidade cística, distendendo a cápsula ovariana ou se rompendo no peritônio.

A maioria dos cistos funcionais tem < 1,5 cm de diâmetro; poucos excedem 5 cm. Os cistos funcionais geralmente regridem espontaneamente após dias ou semanas. Os cistos funcionais são incomuns após a menopausa.

A síndrome do ovário policístico costuma ser definida como uma síndrome clínica, não pela presença de cistos ovarianos. Mas os ovários tipicamente contêm vários cistos foliculares de 2 a 6 mm e, às vezes, grandes cistos contendo células atrésicas.

Tumores benignos

Os tumores ovarianos benignos geralmente crescem de modo lento e raramente se transformam em malignos. Eles incluem:

  • Teratomas císticos benignos: também chamados de cistos dermoides porque, apesar de derivarem das 3 camadas de células germinativas, consistem principalmente em tecido ectodérmico.

  • Fibromas: esses tumores de crescimento lento geralmente têm < 7 cm de diâmetro.

  • Cistadenomas: esses tumores, na maioria das vezes, são serosos ou mucinosos.

Sinais e sintomas

A maioria dos cistos funcionais e dos tumores benignos é assintomática. Ocasionalmente, podem causar alterações menstruais. Os cistos de corpo lúteo hemorrágicos podem causar dor ou sinais de peritonite, especialmente à ruptura. Às vezes, dor abdominal intensa resulta de torção anexial de um cisto ou massa, geralmente > 4 cm.

Ascite e derrame pleural pode acompanhar fibromas.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia transvaginal

  • Raramente, testes para marcadores tumorais

Em geral, as massas são detectadas casualmente, mas pode haver suspeita clínica em decorrência de seus sinais e sintonas. Realiza-se teste de gestação para excluir gestação ectópica. A ultrassonografia transvaginal geralmente confirma o diagnóstico.

Massas com características radiográficas de câncer (p. ex., componentes císticos e sólidos, excrescência na superfície, aparência multilocular, forma irregular) exigem consulta com um especialista e excisão.

Fazem-se testes para marcadores tumorais se uma massa exige excisão ou se câncer ovariano estiver sendo considerado. Um dos produtos comercialmente disponível testa para 5 marcadores tumorais [beta-2 microglobulina, antígeno de câncer (CA) 125 II, apolipoproteína A-1, pré-albumina, transferrina] e pode ajudar a determinar a necessidade de cirurgia. Os marcadores tumorais são mais bem utilizados para monitorar a resposta ao tratamento, em vez de para triagem, para a qual eles não possuem sensibilidade, especificidade e valores preditivos adequados. Por exemplo, os valores dos marcadores tumorais podem ser falsamente elevados em mulheres com endometriose, miomas uterinos, peritonite, colecistite, pancreatite, doença inflamatória do intestino ou vários cânceres.

Tratamento

  • Observação dos cistos selecionados

  • Às vezes, cirurgia (cistectomia ou ooforectomia)

Muitos cistos funcionais < 5 cm desaparecem sem tratamento; faz-se ultrassonografia seriada para documentar seu desaparecimento. Se as mulheres assintomáticas em idade reprodutiva têm massas anexiais císticas simples na parede fina de 5 a 8 cm (em geral, foliculares) sem características de câncer, o tratamento expectante com ultrassonografia repetida é apropriado. Tumores benignos exigem tratamento.

Massas com características radiográficas de câncer são excisadas por laparoscopia ou laparotomia.

Se tecnicamente viável, os cirurgiões visam preservar os ovários (p. ex., por cistectomia).

A ooforectomia é realizada nos casos a seguir:

  • Fibromas que não podem ser removidos por cistectomia

  • Cistadenomas

  • Teratomas císticos > 10 cm

  • Cistos que não podem ser removidos separadamente dos ovários

  • A maioria dos cistos detectados na pós-menopausa e com > 5 cm

Pontos-chave

  • Cistos funcionais tendem a ser pequenos (geralmente < 1,5 cm de diâmetro), a ocorrer em mulheres na pré-menopausa e a desaparecer espontaneamente.

  • Cistos funcionais e tumores benignos costumam ser assintomáticos.

  • Excluir gestação ectópica fazendo um teste de gestação.

  • Excisar massas com características radiográficas de câncer (p. ex., componente sólidos e císticos, excrescências na superfície, aparência multilocular, forma irregular)

  • Excisar certos cistos e tumores benignos, incluindo cistos que não desaparecem espontaneamente.

Clique aqui para acessar Educação para o paciente
OBS.: Esta é a versão para profissionais. CONSUMIDORES: Clique aqui para a versão para a família

Também de interesse

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS