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Veias varicosas

Por

James D. Douketis

, MD, McMaster University

Última modificação do conteúdo mar 2018
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As veias varicosas são veias superficiais dilatadas, dos membros inferiores. Em geral, não há uma causa óbvia. As veias varicosas são tipicamente assintomáticas, mas podem desencadear sensação de plenitude, pressão e dor ou hiperestesia nas pernas. O diagnóstico é por exame físico. O tratamento envolve compressão, cuidados com a ferida, escleroterapia e cirurgia.

As veias varicosas podem ocorrer de maneira isolada ou com insuficiência venosa crônica.

Etiologia

A etiologia geralmente é desconhecida, mas as veias varicosas podem ser decorrentes de insuficiência valvar venosa primária com refluxo ou dilatação primária da parede da veia consequente à fraqueza estrutural. Em alguns indivíduos, as veias varicosas resultam de insuficiência venosa crônica e hipertensão venosa. A maioria das pessoas não tem fatores de risco óbvios. As veias varicosas são comuns dentro de famílias, sugerindo um componente genético. São mais comuns entre as mulheres, pois o estrógeno afeta a estrutura venosa, a gestação aumenta a pressão venosa de pelve e perna ou ambas. Raramente, as veias varicosas fazem parte da síndrome de Klippel-Trénaunay-Weber, que envolve fístulas arteriovenosas congênitas e angiomas capilares cutâneos difusos.

Sinais e sintomas

Inicialmente, as veias varicosas podem ser tensas e palpáveis, mas não são necessariamente visíveis. Mais tarde, elas podem se dilatar progressivamente, provocar protrusão e tornarem-se óbvias; elas podem causar uma sensação de plenitude, fadiga, pressão e dor superficial ou hiperestesia nas pernas. As veias varicosas são mais visíveis quando o paciente se encontra na posição ortostática.

Por motivos desconhecidos, dermatites de estase e úlceras de estase venosa são incomuns. Quando ocorrem alterações cutâneas (p. ex., induração, pigmentação e eczema), classicamente elas afetam a região maleolar medial. Pode haver desenvolvimento de úlceras após trauma mínimo de uma área afetada, sendo normalmente pequenas, superficiais e dolorosas.

Algumas vezes, as veias varicosas desenvolvem trombose, desencadeando dor. As veias varicosas superficiais podem provocar bolhas venosas delgadas na pele, as quais podem romper-se e sangrar após trauma mínimo. Muito raramente, esse sangramento, se não detectado durante o sono, é fatal.

Dicas e conselhos

  • Veias varicosas raramente levam a dermatite por estase ou úlceras por estase, mas a ulceração pode se desenvolver após lesões leves na área afetada.

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

  • Às vezes, ultrassonografia por Doppler

O diagnóstico geralmente é óbvio a partir do exame físico. O teste de Trendelenburg (comparação do enchimento venoso antes e após a liberação de torniquete da coxa) não é mais utilizado para identificar o fluxo sanguíneo retrógrado através de valvas safenas incompetentes.

Ultrassonografia duplex é um teste acurado, mas não está claro se é rotineiramente necessária.

Tratamento

  • Meias de compressão

  • Às vezes, terapia ou cirurgia minimamente invasiva (p. ex., escleroterapia)

O tratamento tem por objetivo o alívio dos sintomas, melhora do aspecto do membro inferior e, em alguns casos, prevenção das complicações. O tratamento compreende meias de compressão e cuidados locais da ferida de acordo com a necessidade.

Terapia (p. ex., escleroterapia) e cirurgia minimamente invasivas são indicadas para a prevenção da trombose varicosa recorrente e para alterações cutâneas; esses procedimentos também são geralmente usados por razões cosméticas.

A escleroterapia utiliza um irritante (p. ex., tetradecil sulfato de sódio) para indução de reação tromboflebítica, que fibrosa e oclui a veia, porém muitas veias varicosas recanalizam-se. A cirurgia envolve ligação ou extirpação da veia safena, geralmente extensa, porém, às vezes, curta. Esses procedimentos propiciam bom alívio dos sintomas a curto prazo, mas a eficácia a longo prazo é precária (os pacientes geralmente desenvolvem veias varicosas recorrentes).

Ablação térmica com a utilização de laser ou ablação por radiofrequência é outra ferramenta minimamente invasiva para o tratamento de veias varicosas.

Independentemente do tratamento, desenvolvem-se novas veias varicosas e, com frequência, o tratamento deve ser repetido indefinidamente.

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