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Puberdade atrasada

Por

Andrew Calabria

, MD, Perelman School of Medicine at The University of Pennsylvania

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
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Fatos rápidos
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A puberdade tardia é definida como a ausência do início da maturação sexual na época esperada.

  • Com mais frequência, as crianças simplesmente se desenvolvem depois de seus colegas, mas acabam por se desenvolver normalmente.

  • Algumas vezes, a puberdade tardia é causada por problemas médicos crônicos, distúrbios hormonais, radioterapia ou quimioterapia, distúrbios alimentares ou prática excessiva de exercícios, distúrbios genéticos, tumores e certas infecções.

  • Os sintomas característicos incluem ausência de aumento testicular nos meninos e ausência de seios e períodos menstruais nas meninas.

  • O diagnóstico se baseia nos resultados de um exame físico, vários exames de laboratório, uma radiografia da idade óssea e, se necessário, uma análise cromossômica e exames de ressonância magnética.

  • O tratamento depende da causa e pode incluir terapia de reposição hormonal.

O início da maturação sexual (puberdade) ocorre quando o hipotálamo começa a secretar um sinal químico chamado hormônio liberador de gonadotrofina. A hipófise responde a esse sinal liberando hormônios chamados gonadotrofinas, que estimulam o crescimento dos órgãos sexuais (os testículos nos meninos e os ovários nas meninas). Os órgãos sexuais em crescimento secretam os hormônios sexuais testosterona nos meninos e estrogênio nas meninas. Esses hormônios causam o desenvolvimento das características sexuais secundárias, incluindo pelos faciais e massa muscular nos meninos, seios nas meninas, e pelos púbicos, pelos nas axilas e desejo sexual (libido) em ambos os sexos.

Alguns adolescentes não começam seu desenvolvimento sexual na idade normal.

Em meninos, a puberdade tardia é mais comum e é definida como

  • Ausência do aumento dos testículos até os 14 anos de idade

  • Um período de tempo de mais de cinco anos entre o início e o fim do crescimento dos órgãos genitais

Em meninas, a puberdade tardia é definida como sendo

  • Ausência do desenvolvimento das mamas até os 13 anos de idade

  • Um período de tempo de mais de cinco anos entre o início do crescimento das mamas até o primeiro período menstrual

  • Não ter menstruado (amenorreia) até os 16 anos de idade

Causas

Na maioria dos casos, o atraso na puberdade representa uma variação normal que pode ser um problema de família (também chamada atraso constitucional da puberdade). Esses adolescentes têm uma taxa de crescimento normal e são, de resto, saudáveis. Ainda que a aceleração do crescimento e a puberdade sejam atrasadas, elas acabam se dando de maneira normal.

Vários distúrbios, como diabetes mellitus, doença inflamatória intestinal, doença renal, fibrose cística e anemia podem retardar ou impedir o desenvolvimento sexual. O desenvolvimento pode ser atrasado nos adolescentes que estão recebendo radioterapia ou quimioterapia para o câncer. Algumas vezes, a puberdade pode também ser atrasada por doenças autoimunes (como a tireoidite de Hashimoto, a doença de Addison [insuficiência adrenocortical primária] e alguns distúrbios que afetam diretamente os ovários). Um tumor que danifique a hipófise ou o hipotálamo pode reduzir os níveis de gonadotrofinas ou interromper a produção dos hormônios como um todo.

Distúrbios testiculares em meninos, como lesões resultando, por exemplo, da torção anterior de um testículo (torção testicular) ou de uma infecção (como caxumba) podem atrasar a puberdade. Adolescentes, especialmente meninas, que ficam muito magros devido a exercício ou dietas em excesso com frequência experimentam puberdade tardia, incluindo ausência de menstruação (amenorreia).

Anomalias cromossômicas, como síndrome de Turner nas meninas e a síndrome de Klinefelter nos meninos e outros distúrbios genéticos podem afetar a produção de hormônios sexuais. Um desses distúrbios genéticos, a síndrome de Kallmann, afeta apenas a produção da gonadotrofina (sem afetar a produção de outros hormônios).

Sintomas

Adolescentes com retardo da puberdade podem ser visivelmente mais baixos do que seus colegas, podem sofrer bullying e, muitas vezes, precisam de ajuda para lidar com questões sociais. Ainda que os adolescentes normalmente se sintam mal quando são diferentes dos seus colegas, os meninos especialmente são propensos a passar por estresse psicológico e constrangimento com a puberdade tardia.

Diagnóstico

  • Um exame físico

  • Radiografia da idade óssea

  • Exames de sangue

  • Algumas vezes, ressonância magnética

A avaliação inicial da puberdade tardia deve incluir um histórico completo e um exame físico para avaliar o desenvolvimento púbere, o estado nutricional e o crescimento.

Os médicos frequentemente tiram radiografias de um ou mais ossos para ver o nível de maturidade óssea (chamada de radiografia da idade óssea).

Os médicos podem fazer exames de laboratório básicos para procurar por sinais de doença crônica, exames de concentrações hormonais e possivelmente uma análise cromossômica.

Os médicos normalmente avaliam os meninos que não apresentam nenhum sinal de puberdade até 14 anos de idade e as meninas que não apresentam nenhum sinal de puberdade até 13 anos de idade ou que não menstruaram até 16 anos de idade. Se essas crianças de outro modo parecerem saudáveis, é mais provável que elas tenham um atraso constitucional. O médico pode optar por uma reavaliação desses adolescentes em intervalos de seis meses para garantir que a puberdade se iniciou e está progredindo normalmente.

Meninas com atraso significativo da puberdade devem ser avaliadas em busca de sinais de amenorreia primária.

Exames de ressonância magnética (RM) podem ser feitos para garantir que não existe um tumor cerebral ou uma anomalia estrutural na hipófise.

Tratamento

  • Tratamento da causa

  • Terapia hormonal

O tratamento da puberdade tardia depende da sua causa. Quando um distúrbio subjacente é a causa da puberdade tardia, a puberdade em geral se inicia após o tratamento do distúrbio.

Um adolescente com atraso natural de desenvolvimento não precisa de tratamento, mas caso o adolescente esteja sob estresse considerável pela ausência ou atraso do desenvolvimento, alguns médicos podem administrar hormônios sexuais suplementares para iniciar o processo mais cedo. O tratamento é muito mais comum em meninos.

Caso os meninos não apresentem nenhum sinal de puberdade até 14 anos de idade, eles podem receber um tratamento de quatro a seis meses de injeções com testosterona uma vez por mês. Em doses baixas, a testosterona dá início à puberdade, provoca o desenvolvimento de algumas características masculinas (virilização) e não impede que os adolescentes alcancem seu potencial de altura adulta.

Em meninas, doses baixas de estrogênio podem ser iniciadas na forma de comprimidos ou adesivos cutâneos.

Distúrbios genéticos não podem ser curados, mas a terapia hormonal pode ajudar a fazer com que as características sexuais se desenvolvam.

Pode ser necessária cirurgia para remover tumores e estas crianças correm o risco de apresentar hipopituitarismo.

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