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Transplante de coração

Por

Martin Hertl

, MD, PhD, Rush University Medical Center

Última revisão/alteração completa dez 2018| Última modificação do conteúdo dez 2018
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O transplante de coração é a remoção de um coração saudável de uma pessoa recentemente falecida e sua transferência para o corpo de uma pessoa com doença cardíaca grave que já não pode ser tratada eficazmente com medicamentos ou outros tipos de cirurgia.

O transplante cardíaco é reservado para pessoas que têm uma das seguintes doenças, caso ela não possa ser tratada eficazmente com medicamentos ou outros tipos de cirurgia:

O transplante cardíaco isolado não pode ser feito se a pessoa tiver hipertensão pulmonar grave (pressão elevada nas artérias dos pulmões) que não responda ao tratamento farmacológico. Essas pessoas seriam candidatas prováveis para o transplante pulmonar-cardíaco combinado.

Em alguns centros médicos, os corações mecânicos conseguem manter com vida os pacientes durante semanas ou meses, até se encontrar um coração compatível. Além disso, corações artificiais implantáveis, recentemente desenvolvidos (chamados dispositivos de assistência ventricular) estão sendo usados para manter as pessoas vivas até que um coração esteja disponível. Como estes dispositivos foram muito melhorados, eles são cada vez mais usados como uma substituição de longo prazo. Como resultado, a necessidade de transplante cardíaco tem diminuído.

Cerca de 95% dos indivíduos que tiveram um transplante de coração têm sua capacidade substancialmente melhorada para realizar exercícios físicos e atividades diárias em comparação ao período anterior ao transplante. Mais de 70% retornam ao seu emprego a tempo integral. Cerca de 85% a 90% dos receptores de transplantes de coração sobrevivem por pelo menos um ano.

Doadores

Todos os corações doados vêm de alguém que morreu recentemente. Os doadores precisam ter menos de 70 anos e não ter uma doença arterial coronariana ou outras doenças cardíacas. Além disso, o tipo de sangue e o tamanho do coração do doador e do receptor têm que ser iguais.

Os corações doados devem ser transplantados dentro de 4 a 6 horas.

Procedimento

Através de uma incisão no tórax, é extraída a maior parte do coração danificado, mas a parede posterior de uma das cavidades superiores (átrio) não é extraída. O coração doado é então ligado à parte que resta do coração do receptor.

Um transplante cardíaco leva de 3 a 5 horas. A internação no hospital, depois da cirurgia, costuma ser de 7 a 14 dias.

Medicamentos para inibir o sistema imunológico (imunossupressores), incluindo corticosteroides, são iniciados no dia do transplante. Estes medicamentos podem ajudar a reduzir o risco de o receptor rejeitar o coração transplantado.

Complicações

O transplante pode causar várias complicações.

A maioria das mortes que ocorre após um transplante de coração acontece logo após a cirurgia ou devido a infecções.

Rejeição

Devem administrar-se imunossupressores para evitar a rejeição de um coração transplantado.

Quando há rejeição, verifica-se, geralmente, fraqueza e um ritmo cardíaco rápido ou anormal. Quando há rejeição, o coração transplantado pode não funcionar bem, causando pressão arterial baixa e o acúmulo de fluídos nas pernas e às vezes no abdômen, resultando em inchaço, uma doença denominada por edema. O fluido pode se acumular também nos pulmões, causando uma dificuldade respiratória. A rejeição, no entanto, é normalmente leve. Quando a rejeição é leve, é possível que nenhum sintoma se manifeste; no entanto, o eletrocardiograma (ECG) pode detectar alterações na atividade elétrica do coração.

Quando o médico suspeita de rejeição, ele normalmente realiza uma biópsia. É introduzido um cateter em uma veia, através de uma incisão no pescoço, e conduzido até o coração. É usado um dispositivo localizado na extremidade do cateter para recolher uma pequena amostra de tecido do coração, que é analisada sob o microscópio. Considerando que os efeitos da rejeição podem ser sérios, o médico também faz uma biópsia rotineira uma vez por ano, em busca de rejeição que ainda não tenha causado sintomas.

Aterosclerose relacionada a transplante

Aproximadamente um quarto dos indivíduos que fizeram um transplante de coração desenvolve aterosclerose nas artérias coronárias.

O tratamento inclui medicamentos para baixar os níveis de lipídios (gordura) no sangue e diltiazem (um medicamento capaz de prevenir o estreitamento dos vasos sanguíneos).

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