Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

honeypot link

Candidíase mucocutânea crônica

Por

James Fernandez

, MD, PhD, Cleveland Clinic Lerner College of Medicine at Case Western Reserve University

Última revisão/alteração completa dez 2019| Última modificação do conteúdo dez 2019
Clique aqui para a versão para profissionais
Recursos do assunto

A candidíase mucocutânea crônica, uma doença de imunodeficiência hereditária, é uma infecção persistente ou recorrente com Cândida (um fungo) devido ao mau funcionamento das células T (linfócitos).

  • A candidíase mucocutânea crônica frequentemente causa infecções fúngicas crônicas na boca, couro cabeludo, pele e unhas.

  • Para diagnosticar a doença, os médicos examinam uma amostra da área infectada sob o microscópio e fazem exames de sangue para verificar a presença de mutações responsáveis pela imunodeficiência.

  • Em geral, antifúngicos controlam a infecção, mas precisam ser usados por longos períodos de tempo.

Visto que as células T não funcionam corretamente, o organismo tem uma capacidade menor para combater as infecções fúngicas, incluindo infecções por Cândida (candidíase), uma levedura. No caso de outras partes do sistema imunológico (como os anticorpos) estarem funcionando, o corpo ainda pode ser capaz de lutar contra outras infecções. Contudo, em algumas pessoas com esta doença, os anticorpos também apresentam um funcionamento ruim, tornando estas pessoas susceptíveis a outras infecções.

A candidíase mucocutânea crônica é devido a uma mutação em genes específicos. Dependendo do gene que tiver a mutação, uma ou duas mutações (uma de cada progenitor) podem ser necessárias para causar a doença.

Sintomas

No caso de pessoas com candidíase mucocutânea crônica, as infecções por cândida se desenvolvem e reaparecem ou persistem, sendo inicialmente desencadeadas durante a infância, mas também no princípio da idade adulta.

O fungo pode provocar infecções orais (aftas) e infecções no couro cabeludo, pele e unhas. A mucosa oral, esôfago, trato digestivo, pálpebras e vagina (infecção pela levedura vaginal) podem também ser infectados.

Nos bebês, os primeiros sintomas são normalmente aftas difíceis de serem tratadas, assaduras provocadas pelas fraldas, ou ambas. O nível de gravidade é variável.

A candidíase mucocutânea crônica pode fazer com que uma ou mais unhas fiquem espessadas, rachem ou percam a coloração. Uma erupção cutânea desfigurante pode cobrir o rosto e o couro cabeludo. A erupção tem uma crosta grossa e pode exsudar. No couro cabeludo, a erupção pode causar a queda de cabelo.

Infecções por cândida

Em geral, esta doença é crônica, mas não afeta a expectativa de vida.

Muitas pessoas também têm o seguinte:

Diagnóstico

  • Exame microscópico de uma amostra da área infectada

  • Às vezes, testagem genética

Os médicos suspeitam de infecção por Cândida quando as pessoas apresentam alterações características da pele na boca, couro cabeludo, pele e unhas. O diagnóstico de que a causa da infecção é Cândida pode ser confirmado pelo exame da amostra da área infectada sob o microscópio e pela identificação da levedura.

Como pessoas sem uma imunodeficiência desenvolvem infecção por Cândida ocasionalmente, os médicos procuram por fatores de risco comuns para infecção por Cândida, como diabetes ou uso recente de antibióticos. Se pessoas com infecções frequentes por Cândida não apresentarem qualquer fator de risco para Cândida, o diagnóstico será, provavelmente, candidíase mucocutânea crônica.

Exames de sangue para verificar a presença de uma mutação genética específica podem confirmar o diagnóstico.

Tratamento

  • Medicamentos antifúngicos

  • Algumas vezes imunoglobulinas

Geralmente, as infecções por candidíase mucocutânea crônica podem ser controladas com um fármaco antifúngico aplicado na pele. Se as infecções persistirem, elas podem ser tratadas com eficácia com fluconazol ou outro fármaco antimicótico similar tomado oralmente. Os fármacos talvez tenham que ser tomados por um bom tempo.

Por vezes se administram imunoglobulinas (anticorpos obtidos do sangue de pessoas com um sistema imunológico normal). Elas podem ser injetadas na veia (via intravenosa) uma vez por mês ou sob a pele (via subcutânea) uma vez por semana ou uma vez por mês.

Doenças endócrinas e autoimunes são tratadas conforme necessário. O transplante de células-tronco tem sido usado em algumas pessoas com mutações genéticas específicas; no entanto, o transplante não é comumente usado em pessoas com candidíase mucocutânea crônica.

Mais informações

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Obtenha o

Também de interesse

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS