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Hemocromatose

(Hemocromatose hereditária; hemocromatose primária)

Por

James Peter Adam Hamilton

, MD, Johns Hopkins University School of Medicine

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
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A hemocromatose é um distúrbio hereditário que faz o corpo absorver ferro demais e produzir acúmulos de ferro no corpo que danificam os órgãos.

Nos Estados Unidos, mais de um milhão de pessoas tem hemocromatose. Homens são afetados mais frequentemente do que mulheres. Esse distúrbio é potencialmente fatal, mas costuma ser tratável. (Consulte também Considerações gerais sobre a sobrecarga de ferro).

As pessoas absorvem o ferro da comida que comem. A maior parte do ferro está contida nos glóbulos vermelhos.

  • O ferro pode se acumular em e danificar qualquer parte do corpo.

  • As pessoas podem desenvolver distúrbios hepáticos ou diabetes ou simplesmente se sentir cansadas.

  • Exames de sangue identificam as pessoas que precisam de teste genético, que pode confirmar o distúrbio.

  • A remoção de sangue (flebotomia), realizada periodicamente, pode prevenir danos adicionais.

Causas

A hemocromatose é hereditária. Ela pode ser causada por diversas mutações genéticas diferentes.

A mutação mais comum causa:

  • Hemocromatose tipo 1

A hemocromatose tipo 1 envolve a mutação do gene HFE. Ela ocorre em pessoas de origem norte-europeia. A pessoa precisa herdar um gene mutante de ambos os pais para ser afetada. O gene HFE compõe uma proteína que identifica a quantidade de ferro no corpo. Uma mutação nesse gene permite que seja absorvido ferro demais da dieta.

Outras mutações causam distúrbios semelhantes

  • Hemocromatose tipo 2 (às vezes chamada hemocromatose juvenil)

  • Hemocromatose tipo 3 (também chamada hemocromatose por mutação do receptor 2 da transferrina [TFR2])

  • Hemocromatose tipo 4 (também chamada doença da ferroportina)

  • Hipotransferrinemia

  • Aceruloplasminemia

Mutações do TFR2 prejudicam a capacidade do organismo de controlar a absorção do ferro em certas células. Ainda que os tipos de hemocromatose variem em termos da idade na qual surgem, os sintomas e as complicações da sobrecarga de ferro são os mesmos em todos eles.

Sintomas

Em geral, os sintomas se desenvolvem gradualmente e o distúrbio pode não ser notado até o acúmulo de ferro ser excessivo. Com frequência não aparece nenhum sintoma até a meia-idade ou mais tarde. Às vezes, os primeiros sintomas são vagos, tais como fadiga ou fraqueza, e podem não ser notados ou ser atribuídos a algum outro distúrbio. Nas mulheres, os sintomas geralmente começam após a menopausa por causa da perda de ferro durante o sangramento menstrual e da maior necessidade de ferro durante a gravidez.

Os sintomas variam porque o acúmulo de ferro pode danificar qualquer parte do organismo, incluindo o cérebro, o fígado, o pâncreas, os pulmões e o coração. Os primeiros sintomas, especialmente nos homens, podem ser os de cirrose (devido aos danos ao fígado) ou os de diabetes (devido aos danos ao pâncreas). Ou os primeiros sintomas, especialmente nas mulheres, podem ser vagos e afetar todo o corpo. A fadiga é um exemplo. Doenças hepáticas são o problema mais comum. Os seguintes problemas também podem ocorrer:

Em muitos homens, os hormônios masculinos diminuem. Pode ocorrer disfunção erétil. A hemocromatose pode piorar os distúrbios neurológicos já presentes.

Diagnóstico

  • Exames de sangue

  • Exames genéticos

  • Às vezes, biópsia hepática

Identificar a hemocromatose com base nos sintomas pode ser difícil. Entretanto, os exames de sangue podem identificar pessoas que devem realizar mais avaliações. Esses exames medem os níveis sanguíneos de:

  • Ferro

  • Ferritina, uma proteína que armazena ferro

  • Transferrina, a proteína que transporta o ferro no sangue quando o ferro não se encontra dentro dos glóbulos vermelhos

Caso os níveis de ferritina e o percentual de ferro na transferrina (saturação da transferrina) estejam elevados, normalmente realizam-se testes genéticos para confirmar o diagnóstico. Pode ser necessário realizar uma biópsia do fígado e/ou ressonância magnética (RM) para determinar se o fígado foi afetado.

Testes genéticos são recomendados em pessoas com hemocromatose e todos os seus parentes de primeiro grau (irmãos, pais e filhos) devem ser testados quanto à hemocromatose por medição dos seus níveis de ferro.

Tratamento

  • Remoção de sangue (flebotomia)

A remoção de sangue (flebotomia) costuma ser o melhor tratamento. Ela previne lesões adicionais aos órgãos, mas não reverte o dano já causado. A flebotomia é inicialmente realizada uma ou ocasionalmente duas vezes por semana. A cada vez, cerca de 500 mililitros (uma unidade) de sangue são removidos até os níveis de ferro e o percentual de ferro nas transferrinas ficarem normais. A flebotomia é então realizada periodicamente para manter os depósitos de ferro em níveis normais.

As pessoas devem ser tratadas se tiverem diabetes, insuficiência cardíaca, disfunção erétil ou outras complicações. Pessoas com cirrose devem realizar um ultrassom do fígado a cada seis meses para detecção de câncer hepático.

As pessoas podem ingerir uma dieta normal e saudável, incluindo alimentos contendo ferro. Os médicos podem orientar as pessoas a limitar o consumo de álcool porque o álcool pode aumentar a absorção de ferro e também elevar o risco de cirrose.

Com o diagnóstico e tratamento precoces da hemocromatose, a expectativa é de uma vida longa e saudável.

Mais informações

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