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Cromo

Por

Laura Shane-McWhorter

, PharmD, University of Utah College of Pharmacy

Última modificação do conteúdo out 2018
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Cromo, um oligoelemento, potencializa a ação da insulina. As fontes alimentares que contêm quantidades suficientes incluem cenouras, batatas, brócolis, grãos integrais e melado. Acredita-se que o picolinato, um subproduto do triptofano que é associado ao cromo em suplementos, favorece a absorção mais eficiente do cromo pelo corpo. O dinicocisteinato de cromo é um novo complexo de suplementos de cromo trivalente com L-cisteína e niacina.

Alegações

Alega-se que o picolinato de cromo promove perda ponderal, aumenta a massa muscular, reduz a gordura corporal, reduz o colesterol e os triglicerídeos e estimula a função da insulina. Apesar da deficiência de cromo prejudicar a função da insulina, há poucas evidências de que a sua suplementação ajude os pacientes com diabetes nem evidências que traga benefício a composição corporal ou concentrações lipídicas.

Evidências

O papel da complementação com cromo é controverso, e os dados clínicos são conflitantes. Uma metanálise de 2002 avaliou 20 ensaios clínicos randomizados e concluiu que os dados não indicaram nenhum efeito do cromo sobre os níveis de glicose ou insulina em pacientes não diabéticos; os resultados não foram conclusivos nos pacientes diabéticos (1). No entanto, uma metanálise dos dados de outro grupo de 20 ensaios clínicos randomizados de 2013 indicou que a suplementação em pessoas com sobrepeso ou obesas resultou em reduções estatisticamente significativas do peso corporal (2). Os autores especulam que o efeito seja pequeno e não têm certeza de sua relevância clínica, sugerindo que novos estudos em longo prazo são necessários. Nos pacientes diabéticos, uma revisão sistemática com metanálise feita em 2014 descobriu que a suplementação de cromo no diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 diminuiu significativamente a hemoglobina glicada hemoglobina A1c em 0,58% e a glicemia de jejum em 20 mg/dL (3).

É preciso fazer ensaios clínicos randomizados controlados para determinar se o cromo pode influenciar o diabetes, o metabolismo lipídico ou a perda ponderal. Esses estudos devem controlar ou ajustar os valores iniciais de cromo e do tipo de cromo usado e devem ser feitos com populações de risco em locais bem definidos, para as quais a ingestão de alimentos é monitorada.

Efeitos adversos

Vários estudos demonstraram que doses diárias de até 1.000 mcg de cromo são seguras. Algumas evidências in vitro sugerem que o picolinato de cromo lesiona os cromossomos e pode causar câncer. Mas nenhum ensaio clínico demonstrou uma associação. Algumas formas de cromo podem contribuir para irritação gastrintestinal e úlceras. Foram descritos casos isolados de insuficiência renal e hepática; assim, as pessoas com doenças renais ou hepáticas pré-existentes devem evitar a suplementação. Os suplementos de cromo interferem com absorção de ferro.

Interações medicamentosas

Nenhuma está bem documentada.

Referências sobre cromo

  • Althuis MD, Jordan NE, Ludington EA, et al: Glucose and insulin responses to dietary chromium supplements: a meta-analysis. Am J Clin Nutr 76(1):148-155, 2002.

  • Onakpoya I, Posadzki P, Ernst E: Chromium supplementation in overweight and obesity: a systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. Obes Rev 14(6):496-507, 2013. doi: 10.1111/obr.12026.

  • Suksomboon N, Poolsup N, Yuwanakorn A: Systematic review and meta-analysis of the efficacy and safety of chromium supplementation in diabetes. J Clin Pharm Ther 39(3):292-306, 2014. doi: 10.1111/jcpt.12147.

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