Transtornos de ansiedade social em crianças e adolescentes

(Fobia social)

PorJosephine Elia, MD, Sidney Kimmel Medical College of Thomas Jefferson University
Reviewed ByAlicia R. Pekarsky, MD, State University of New York Upstate Medical University, Upstate Golisano Children's Hospital
Revisado/Corrigido: modificado out. 2025
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Visão Educação para o paciente

O transtorno de ansiedade social é o medo persistente de dificuldades, ridículo ou humilhação em ambientes sociais. As crianças afetadas evitam situações que possam provocar exposição social (como a escola). O diagnóstico é baseado em critérios clínicos. O tratamento é com terapia comportamental; nos casos graves, utilizam-se inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs).

O transtorno de ansiedade social em crianças e adolescentes é definido como um medo intenso e persistente de situações sociais que podem levar ao constrangimento ou avaliação negativa. Esse transtorno causa sofrimento significativo e prejuízo no funcionamento, pois os indivíduos evitam situações como falar em público, frequentar a escola ou interagir com os pares. A ansiedade deve persistir por 6 meses para que o diagnóstico seja estabelecido.

(Veja também Fobia Social.)

Sinais e sintomas do transtorno de ansiedade social

Os primeiros sintomas do transtorno de ansiedade social em adolescentes podem incluir preocupação excessiva antes de participar de um evento social ou preparação excessiva para uma apresentação em sala de aula ou outra atividade semelhante. Os primeiros sintomas em crianças podem ser acessos de raiva, choro, congelamento, apego ou afastamento de situações sociais. Comportamentos de esquiva (p. ex., recusar a ir à escola, não ir a festas, não comer na frente dos outros) podem ocorrer em seguida. Os sintomas são geralmente somatizados (p. ex., "Meu estômago dói", "Eu tenho cefaleia"). Esta somatização leva estas crianças a muitas consultas e avaliações médicas.

Crianças afetadas podem sentir um medo intenso de se envergonhar diante dos colegas — seja ao dar uma resposta errada, dizer algo inadequado, corar de vergonha ou manifestar sintomas somáticos, como vômitos. Em alguns casos, o transtorno de ansiedade social surge após um incidente precipitante embaraçoso e desagradável. Nos casos graves, as crianças se recusam a falar ao telefone ou até a sair de casa.

Diagnóstico do transtorno de ansiedade social

  • Avaliação psiquiátrica

  • Critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição, Texto Revisado (DSM-5-TR)

Para diagnosticar o transtorno de ansiedade social, a ansiedade deve persistir por 6 meses e estar consistentemente presente em ambientes similares (p. ex., as crianças ficam ansiosas em todas as apresentações em sala de aula, em vez de apenas naquelas especiais ou para uma aula específica) (1). A ansiedade deve ocorrer em ambientes com colegas, e não apenas durante as interações com os adultos.

Referência sobre diagnóstico

  1. 1. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision (DSM-5-TR), Washington: American Psychiatric Association, 2022.

Tratamento do transtorno de ansiedade social

  • Terapia comportamental

  • Ansiolíticos ocasionalmente

Terapia comportamental é a base do tratamento do transtorno de ansiedade social. Incentivar a frequência escolar consistente é crucial, pois ajuda a promover uma rotina positiva e facilita o retorno à sala de aula.

Se as crianças e os adolescentes não estão suficientemente motivados para participar da terapia comportamental, ou não respondem adequadamente à ela, um ansiolítico como um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) pode ajudar. O tratamento com os ISRS pode reduzir a ansiedade o suficiente para facilitar a participação das crianças na terapia comportamental.

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