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Exames imunológicos para doenças infecciosas

Por

Kevin C. Hazen

, PhD, Duke University Health System

Última modificação do conteúdo jun 2018
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Os ensaios imunológicos usam:

  • Antígeno para detectar anticorpos contra algum patógeno na amostra do paciente

  • Anticorpos para detectar antígenos de algum patógeno na amostra do paciente.

A forma de manipular as amostras varia, mas se o ensaio precisar ser adiado, a amostra deve ser, tipicamente, refrigerada ou congelada a fim de prevenir o crescimento excessivo de contaminantes bacterianos.

Exames de aglutinação

Nos testes de aglutinação (p. ex., aglutinação do látex; coagregação), partículas muito pequenas (gotas de látex, partículas de gelatina ou bactérias) são acrescentadas a um antígeno ou anticorpo reagente. O complexo resultante é misturado ao espécime (p. ex., LCR, soro); se o anticorpo ou antígeno-alvo estiver presente no espécime, liga-se às partículas, produzindo aglutinação mensurável.

Se os resultados forem positivos, o líquido corporal é diluído seriadamente e testado. Aglutinação com soluções mais diluídas indica maiores concentrações de antígeno ou anticorpo-alvo. O título é corretamente relatado como a recíproca da solução mais diluída que produz aglutinação; p. ex., 32 indica que a aglutinação ocorreu em uma solução diluída a 1/32 da concentração inicial.

Os testes de aglutinação na maioria das vezes são rápidos, contudo, menos sensíveis do que outros métodos. Podem determinar também sorotipos de algumas bactérias.

Fixação de complemento

A fixação do complemento mede o consumo de complemento pelo anticorpo (fixação do complemento) no soro ou no líquor. O teste é usado para diagnosticar algumas infecções virais e fúngicas, em particular coccidioidomicose.

O espécime é incubado com quantidades conhecidas de complemento e com o antígeno que é o alvo do anticorpo que está sendo medido. O grau de fixação de complemento indica a quantidade desse anticorpo no espécime.

O teste pode medir títulos de anticorpos imunoglobulina (Ig) M e IgG ou pode ser modificado para detectar certos antígenos. Possui alta acurácia, mas tem aplicações limitadas; é muito trabalhoso e requer numerosos controles.

Ensaios imunoenzimáticos

Os ensaios imunoenzimáticos utilizam anticorpos ligados às enzimas para detectar antígenos e para detectar e quantificar os anticorpos. Exemplos são

  • Ensaios imunoenzimáticos (EIA)

  • Ensaios de imunoabsorção enzimática (ELISA)

Como a sensibilidade da maioria dos imunoensaios enzimáticos é alta, geralmente estes testes são usadas para triagem. Títulos podem ser determinados por diluições seriadas do espécime, como nos testes de aglutinação.

A sensibilidade dos testes, embora geralmente alta, pode variar, algumas vezes, de acordo com a idade do paciente, o sorotipo microbiano, o tipo da amostra, ou o estágio da doença clínica.

Exames de precipitação

Os testes de precipitação dosam um antígeno ou anticorpo em secreções corporais pelo grau de precipitação visível dos complexosde antígeno-anticorpos no gel (agarose) ou em uma solução. Existem muitos tipos de testes de precipitação (p. ex., difusão dupla de Ouchterlony, contra imunoeletroforese), mas suas aplicações são limitadas.

Em geral, a amostra sanguínea é misturada com o antígeno testado para detectar anticorpos do paciente, mais frequentemente quando há suspeita de infecção fúngica ou meningite piogênica. A sensibilidade é baixa, pois resultados positivos requerem grande quantidade de anticorpo ou antígeno.

Teste Western blot

O Western blot detecta anticorpos virais ou de outros tipos na amostra do paciente (p. ex., soro ou outro líquido fisiológico) por meio de sua reação com determinados antígenos (p. ex., componentes virais) que são transferidos por uma membrana.

O teste de Western blot apresenta boa sensibilidade, embora inferior à de testes de triagem como ELISA, mas em geral é altamente específico. Desse modo, é usado para confirmar um resultado positivo obtido por um teste de triagem.

Modificações da técnica do Western blot

  • Imunoensaio de linha (LIA)

  • Ensaio de imunoblot recombinante (RIBA), que utiliza antígenos sintéticos ou recombinantes

  • Ensaios imunocromatográficos, que podem analisar rapidamente as amostras para antígenos microbianos específicos ou anticorpos dos pacientes

Dos três, o ensaio imunocromatográfico é mais fácil de fazer e o mais comumente usado—p. ex., para detectar os microrganismos produtores de toxina Shiga, o antígeno capsular do Cryptococcus neoformans e o vírus da influenza.

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