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Visão geral das infecções por cestódeos

Por

Richard D. Pearson

, MD, University of Virginia School of Medicine

Última modificação do conteúdo jul 2018
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O ciclo de vida de todos os cestódeos (vermes em fita) caracteriza-se por 3 etapas — ovos, larvas e fase adulta. Os adultos habitam os intestinos de hospedeiros definitivos, mamíferos carnívoros. Várias tênias adultas que infectam seres humanos são denominadas de acordo com seu hospedeiro intermediário:

Uma exceção é a tênia asiática (Taenia asiatica), que é semelhante a T. saginata em muitos aspectos, mas é adquirida pela ingestão de carne de porco na Ásia.

Os ovos colocados por tênias adultas que moram no intestino de hospedeiros definitivos são excretados com as fezes para o meio ambiente e ingeridos por um hospedeiro intermediário (tipicamente, outras espécies), no qual as larvas se desenvolvem, entram na circulação e se encistam na musculatura ou em outros órgãos. Quando o hospedeiro intermediário é ingerido, os parasitas são liberados dos cistos ingeridos nos intestinos e se transformam em tênias adultas no hospedeiro definitivo, reiniciando o ciclo. Com algumas espécies de cestódeos (p. ex., T. solium), o hospedeiro definitivo também pode servir como um hospedeiro intermediário; isto é se ovos em vez de cistos teciduais são ingeridos, os ovos se transformam em larvas, que entram na circulação e provocam cistos em vários tecidos.

Cestódeos adultos são tipicamente vermes longos e planos multissegmentados que não possuem trato digestório e absorvem nutrientes diretamente do intestino delgado do hospedeiro. No trato digestório do hospedeiro, os cestódeos adultos podem tornar-se grandes; o parasita mais longo no mundo é a tênia de baleia de 40 m, Polygonoporus sp.

As tênias possuem 3 porções reconhecíveis:

  • O escólex (cabeça) funciona como um órgão ancorado que se prende à mucosa intestinal.

  • O pescoço é uma região não segmentada de capacidade regenerativa alta. Se o tratamento for falho ao eliminar o pescoço e o escólex, o verme inteiro poderá se regenerar.

  • O resto do verme consiste em numeroso proglotes (segmentos). Proglotes mais próximos do pescoço não são diferenciados. Como os proglotes se movem pela cauda, cada um desenvolve órgãos sexuais hermafroditas. Proglotes distais ficam prenhes e contêm ovos no útero.

Estrutura representativa de uma tênia, com base na Taenia solium

O tamanho e a morfologia variam dependendo da espécie e do grau de maturidade.

Estrutura representativa de uma tênia, com base na  <i>Taenia solium</i>

Sinais e sintomas

Tênias adultas são tão bem adaptadas ao trato GI de seus hospedeiros que normalmente provocam sintomas mínimos. Há algumas exceções. Infecções intensas por Hymenolepis nana podem causar desconforto abdominal, diarreia e perda ponderal; Diphyllobothrium latum pode causar deficiência de vitamina B12 e anemia megaloblástica.

Em contraste com tênias adultas, as larvas podem causar doença grave e letal quando se desenvolvem em locais extraintestinais, principalmente no cérebro, mas também no fígado, nos pulmões, nos olhos, nos músculos e nos tecidos subcutâneos. Em seres humanos, T. solium causa cisticercose; Echinococcus granulosus e E. multilocularis provocam hidatidose. Larvas de Spirometra spp, Sparganum proliferum, T. multiceps e T. serialis também podem infectar os seres humanos.

Diagnóstico

  • Para infecções por tênia adulta, exame microscópico das fezes

  • Para doença larval, exames de imagem

Infecções por tênia adulta são diagnosticadas pela identificação de ovos ou segmentos de proglote prenhe nas fezes. Doença larval é mais bem identificada por meio de exames de imagem (p. ex., tomografia computadorizada TC] e/ou ressonância magnética RM] do cérebro). Testes sorológicos também podem ser úteis.

Tratamento

  • Fármacos anti-helmínticos

O fármaco anti-helmínticos praziquantel é eficaz para infecções intestinais por tênia. A niclosamida é uma alternativa que não está disponível nos EUA. A nitazoxanida pode ser utilizada para infecções por H. nana.

Algumas infecções extraintestinais respondem ao tratamento anti-helmíntico com albendazole e/ou praziquantel; outras requerem intervenção cirúrgica.

Prevenção

Prevenção e controle envolvem:

  • Cozimento completo da carne de porco, carne bovina, cordeiro, carne de caça e peixe (as temperaturas e os horários recomendados variam)

  • Congelamento prolongado da carne para algumas tênias (p. ex., tênia de peixe)

  • Devermifugação regular de cães e gatos

  • Prevenção de reciclagem através de hospedeiros (p. ex., cães que se alimentam de carne de caça ou gado)

  • Redução e evitação de hospedeiros intermediários, como roedores, pulgas e besouros-de-grão

  • Inspeção da carne

  • Tratamento sanitário de dejetos humanos

A defumação e a secagem da carne são ineficazes na prevenção da infecção.

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