A medida da pressão inspiratória máxima (PIM) e da pressão expiratória máxima (PEM) pode ajudar na avaliação da fraqueza dos músculos respiratórios (1).
A PIM é a pressão gerada durante o esforço inspiratório máximo contra o sistema fechado. Habitualmente, é avaliada no volume residual (VR), uma vez que a força muscular inspiratória é inversamente relacionada com o volume pulmonar (em modo curvilíneo).
A PEM é avaliada durante manobra semelhante na capacidade pulmonar total (CPT), uma vez que a força muscular expiratória é diretamente relacionada com o volume pulmonar (novamente em modo curvilíneo).
Entretanto, a informação obtida dessas manobras é inespecífica e não é capaz de distinguir entre esforço insuficiente, fraqueza muscular e doença neurológica.
A ventilação voluntária máxima (VVM) constitui outra avaliação combinada dos sistemas neuromuscular e respiratório. A VVM é o volume total de ar exalado durante 12 segundos de respiração profunda e rápida, que pode ser comparado com uma VVM prevista definida como o volume expiratório forçado em 1 segundo (VEF1) × 35 ou 40 (2). Uma diferença significativa entre a VVM prevista e a avaliada pode indicar reserva neuromuscular insuficiente, mecânica respiratória anormal, ou esforço inadequado. A redução progressiva de volumes correntes durante o teste é consistente com anormalidades neuromusculares, mas também ocorre em caso de aprisionamento de gás como resultado de distúrbios que causam limitação do fluxo de ar.
A fluoroscopia do diafragma (também chamada de teste da fungada [sniff test]) é às vezes utilizada nos casos suspeitos de paralisia ou paresia diafragmática. Durante exame fluoroscópico contínuo, o paciente realiza esforço inspiratório vigoroso, breve e rápido (“fungada”). Essa manobra minimiza a contribuição de outros músculos respiratórios (p. ex., intercostais). O hemidiafragma enfraquecido pode revelar diminuição do movimento em comparação com o diafragma contralateral ou pode se mover paradoxalmente para cima. Alterações posturais na capacidade vital, avaliadas pela comparação das medidas nas posições ortostática e supina, podem detectar fraqueza diafragmática, sendo que uma diminuição de > 25% sugere disfunção diafragmática significativa (3). Ocasionalmente, a avaliação eletromiográfica do diafragma e nervo frênico nunca é feita, mas executar e interpretar os resultados desse teste exige habilidade significativa, e a exatidão diagnóstica do teste é incerta.
Biopsias do músculo e do nervo podem ser úteis em casos selecionados.
Referências
1. Rochester CL. Respiratory Muscle Testing. Clin Chest Med. 2025;46(3):525-542. doi:10.1016/j.ccm.2025.04.013
2. Miller MR, Hankinson J, Brusasco V, et al. Standardisation of spirometry. Eur Respir J. 2005;26(2):319-338. doi:10.1183/09031936.05.00034805
3. Mamarabadi M, Mauney S, Li Y, Aboussouan LS. Evaluation and management of dyspnea as the dominant presenting feature in neuromuscular disorders. Muscle Nerve. 2024;70(5):916-928. doi:10.1002/mus.28243



