Doença de Peyronie

(Doença de Peyronie; Curvatura peniana)

PorPatrick J. Shenot, MD, Thomas Jefferson University Hospital
Reviewed ByLeonard G. Gomella, MD, Sidney Kimmel Medical College at Thomas Jefferson University
Revisado/Corrigido: modificado dez. 2025
v1058952_pt
Visão Educação para o paciente

A doença de Peyronie compreende a fibrose das bainhas cavernosas causando contratura da fáscia que reveste o corpo cavernoso, resultando em desvio e, algumas vezes, ereção dolorosa.

A doença de Peyronie ocorre em adultos. A causa é desconhecida, mas parece ser semelhante à contratura de Dupuytren e pode estar relacionada com trauma anterior, possivelmente durante a relação sexual (1). Em geral, a contratura resulta em desvio do pênis ereto para o lado envolvido, ocasionalmente causa ereções dolorosas e pode impedir a penetração. A fibrose pode se estender para dentro do corpo cavernoso, comprometendo distalmente a tumescência.

O diagnóstico baseia-se em história e exame físico. Ultrassom ou outro exame do pênis ereto pode ser utilizado para documentar a fibrose.

Pode haver regressão espontânea ao longo de vários meses. A doença de Peyronie leve que não causa disfunção sexual não necessita de tratamento.

Referência geral

  1. 1. Nehra A, Alterowitz R, Culkin DJ, et al: Peyronie's disease. American Urological Association clinical guideline. J Urol 194(3):745-753, 2015. doi: 10.1016/j.juro.2015.05.098

Tratamento da doença de Peyronie

  • Excisão cirúrgica da fibrose com enxertia de retalho (patch grafting)

  • Injeção local de verapamil, glicocorticoides de alta potência ou colagenase

  • Ultrassom, radioterapia

  • Uso repetido de dispositivos de tração externos (para endireitar o pênis)

Os resultados do tratamento são imprevisíveis, e terapias orais (p. ex., vitamina E ou para-aminobenzoato de potássio) não demonstraram eficácia (1).

Remoção cirúrgica da fibrose e reposição com enxerto podem ser bem-sucedidas ou podem causar cicatrizes futuras e exagerar o defeito. Podem-se criar placas de enxerto utilizando autoenxertos (derme, túnica vaginal ou mucosa bucal), aloenxertos (geralmente pericárdio cadavérico), xenoenxertos (pericárdio bovino ou submucosa intestinal) e enxertos sintéticos.

Uma série de injeções locais de verapamil ou glicocorticoides de alta potência na placa pode ser eficaz, mas glicocorticoides administrados por via oral são ineficazes. Para curvatura peniana > 30° acompanhada de placa palpável, 1 a 4 ciclos de injeções intraplaca de colagenase de Clostridium histolyticum têm se mostrado eficazes (2). Os ciclos são realizados aproximadamente a cada 6 semanas de intervalo; cada ciclo envolve 2 injeções, seguidas por exercícios de remodelagem peniana manual em casa (alongamento e endireitamento peniano).

O tratamento com ultrassom pode estimular o fluxo sanguíneo, que pode prevenir o surgimento de mais fibrose. A radioterapia pode diminuir a dor; entretanto, a radiação geralmente piora a lesão tecidual. Para auxiliar a penetração, pode-se implantar uma prótese peniana, mas esta pode necessitar de um retalho e enxerto para endireitar o pênis.

A tração externa do pênis para endireitar o pênis costuma ser feita em conjunto com terapias médicas.

A plicatura cirúrgica do pênis pode ser utilizada para tratar a doença de Peyronie utilizando suturas a fim de encurtar o lado oposto à placa. É geralmente bem-sucedida no endireitamento do pênis, mas geralmente resulta em um leve encurtamento do pênis.

Referências sobre tratamento

  1. 1. Yousif A, Natale C, Hellstrom WJG. Conservative Therapy for Peyronie's Disease: a Contemporary Review of the Literature. Curr Urol Rep. 2021;22(2):6. doi:10.1007/s11934-020-01024-8

  2. 2. Peak TC, Mitchell GC, Yafi FA, Hellstrom WJ. Role of collagenase clostridium histolyticum in Peyronie's disease. Biologics. 2015;9:107-116. doi:10.2147/BTT.S65619

quizzes_lightbulb_red
Test your KnowledgeTake a Quiz!
iOS ANDROID
iOS ANDROID
iOS ANDROID