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Corpos estranhos intestinais e gástricos

Por

Raghav Bansal

, MBBS, Ichan School of Medicine at Mount Sinai, NY;


Aaron E. Walfish

, MD,

  • Mount Sinai Medical Center

Última modificação do conteúdo ago 2018
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Recursos do assunto

Uma variedade de objetos engolidos pode se alojar no estômago ou nos intestinos. Alguns corpos estranhos causam obstrução ou perfuração. O diagnóstico é por exame de imagem ou endoscopia. Alguns corpos estranhos podem ser removidos por endoscopia.

Entre os corpos estranhos que alcançam o estômago, 80 a 90% passam espontaneamente pelo trato GI, 10 a 20% exigem intervenção não cirúrgica e 1% requerem cirurgia. Assim, o tratamento conservador é apropriado para a maioria dos objetos rombos em pacientes assintomáticos. Entretanto, objetos com dimensões com > 6 cm de largura ou objetos > 2,5 cm de diâmetro raramente conseguem atravessar o estômago (1).

Pacotes de fármacos ingeridos são muito (Ver Transporte de fármacos por ingestão ou inserção no corpo) preocupantes por causa do risco de vazamento e consequente overdose. Pacotes também podem causar obstrução mecânica.

Referência geral

1. ASGE Standards of Practice Committee, Ikenberry SO, Jue TL, Anderson MA, et al: Management of ingested foreign bodies and food impactions. Gastrointest Endosc 73:1085–1091, 2011. doi: 10.1016/j.gie.2010.11.010.

Sinais e sintomas

A maioria dos corpos estranhos que atravessam o esôfago é assintomática, a menos que ocorra obstrução ou perfuração. A perfuração do estômago ou dos intestinos se manifesta com sinais e sintomas de peritonite, como dor abdominal, reação de defesa e sensibilidade à descompressão. A obstrução do intestino causa dor abdominal, distensão e/ou vômito.

Diagnóstico

  • Exames de imagem

  • Endoscopia

Radiografias do abdome podem ser feitas para identificar o objeto estranho e são úteis para acompanhar a progressão do objeto ao longo do trato GI. Radiografias de abdome e tórax também são importantes para identificar sinais de perfuração (p. ex., ar livre no subdiafragma, mediastino ou no subcutâneo). Um detector de metal portátil pode ser útil para localizar corpos estranhos metálicos, sobretudo em crianças. Se as radiografias simples são negativas, TC pode ser útil.

Mulas e aqueles suspeitos de engolir drogas ilícitas para transportá-las geralmente são levados por agentes da lei a um centro de saúde. Radiografias podem frequentemente confirmar pacotes no trato gastrintestinal (GI). Se as radiografias simples são negativas, TC pode ser útil.

Exames de imagem para corpo estranho

A endoscopia permite a identificação detalhada de um corpo estranho gástrico.

Tratamento

  • Observação

  • Às vezes remoção endoscópica

  • Raramente, cirurgia

O tratamento depende de vários fatores:

  • Localização do objeto

  • Natureza do objeto

  • Sinais e sintomas

Corpos estranhos gástricos

Objetos pontiagudos devem ser removidos do estômago por causa do risco de perfuração. Objetos redondos pequenos (p. ex., moedas) podem simplesmente ser observados durante um período de tempo que varia de acordo com a natureza do objeto. Os pacientes devem observar nas fezes a eliminação espontânea do objeto. Se o objeto não aparecer nas fezes, deve-se fazer radiografias em intervalos de 48 a 72 horas e então semanalmente. Os objetos a seguir devem ser removidos por endoscopia (1):

  • Pillhas que causam sinais ou sintomas de lesão do trato GI

  • Pilhas cilíndricas e em forma de botão que permanecem no estômago por > 48 h sem causar sinais de lesão GI

  • Objetos pontiagudos no estômago

  • Objetos > 2,5 cm de diâmetro no estômago

  • Quaisquer objetos que permanecem no estômago após 3 a 4 semanas

  • Quaisquer ímãs dentro do alcance endoscópico

Corpos estranhos intestinais

A maioria dos objetos estranhos que passa pelo intestino delgado normalmente atravessa o trato GI sem nenhum problema, mesmo que isso leve semanas. Eles tendem a ser retidos em torno da curvatura da primeira porção do duodeno (varredura duodenal) e na área de estreitamento fisiológico antes da válvula ileocecal. Alguns objetos, como palitos de dente ou espinhas de peixe, permanecem no trato GI por muitos anos, só sendo descobertos depois da formação de granulomas ou abscessos.

Pode-se utilizar enteroscopia por push ou enteroscopia assistida por balão para acessar o intestino delgado e pode desempenhar um papel no tratamento de alguns pacientes com corpo estranho ingerido alojado no intestino delgado.

Deve-se considerar a remoção cirúrgica em caso de objetos curtos e rombos que estejam localizados no intestino delgado distalmente ao duodeno, e cuja localização não se alterou há mais de 1 semana e que não podem ser tratados por via endoscópica.

Pacotes de drogas

Pacientes que ingeriram pacotes de drogas e que manifestam sinais e sintomas de toxicidade a fármacos devem receber tratamento médico imediato. Deve-se realizar uma avaliação cirúrgica imediata em caso de suspeita de toxicidade simpatomimética, obstrução intestinal, perfuração ou vazamento da droga. Pacientes assintomáticos devem ser internados e monitorados atentamente em um ambiente de cuidados intensivos.

A remoção endoscópica não é recomendada para pacotes de drogas ingeridos por causa do alto risco de perfuração do pacote. Alguns médicos defendem o uso de irrigação de todo o corpo com uma solução de polietilenoglicol oral como um catártico para estimular a passagem do material deglutido; outros sugerem a remoção cirúrgica. Outros sugerem a remoção cirúrgica.

Referência sobre o tratamento

1. ASGE Standards of Practice Committee, Ikenberry SO, Jue TL, Anderson MA, et al: Management of ingested foreign bodies and food impactions. Gastrointest Endosc 73:1085–1091, 2011. doi: 10.1016/j.gie.2010.11.010.

Pontos-chave

  • Corpos estranhos que atravessam o esôfago são assintomáticos, a menos que ocorra obstrução ou perfuração.

  • Exames de imagem podem identificar o objeto estranho e são úteis para acompanhar a progressão ao longo do trato GI.

  • O tratamento depende da natureza do objeto, mas deve-se remover objetos pontiagudos do trato GI.

  • Pacotes de drogas impactados podem causar toxicidade grave ou fatal; mesmo pacientes assintomáticos exigem monitoramento atento.

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