Síndrome da Pele Escaldada por Estafilococos

Análise completa: mai. 2026 PorPatrick James Passarelli, MD, Dartmouth Health | Colega revisado porBrenda L. Tesini, MD, University of Rochester School of Medicine and Dentistry
Última atualização: mai. 2026
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A síndrome da pele escaldada por estafilococos é uma complicação de uma infecção cutânea por estafilococos, na qual a pele forma uma bolha e descasca, como se tivesse sido queimada.

  • Além da pele que se solta, a pessoa sente febre, calafrios e fraqueza.

  • O diagnóstico está baseado no aspecto da pele, mas às vezes uma biópsia é feita.

  • O tratamento envolve antibióticos administrados por via intravenosa e cuidados com a pele.

  • Com um tratamento oportuno, a maioria das crianças se recupera.

(Consulte também Considerações gerais sobre infecções bacterianas da pele).

Certos tipos de estafilococos secretam substâncias tóxicas que fazem com que a camada superior da pele (epiderme) se separe das demais. Visto que a toxina se espalha por todo o organismo, a infecção estafilocócica de uma pequena zona da pele pode levar ao descolamento de pele por todo o corpo. No entanto, a maioria das áreas de descamação da pele não estão realmente infectadas com a bactéria.

A síndrome da pele escaldada por estafilococos ocorre quase exclusivamente em lactentes e crianças com menos de 6 anos. A síndrome raramente ocorre em adultos mais velhos, exceto naqueles com insuficiência renal ou sistema imunológico enfraquecido.

Sintomas da síndrome da pele escaldada por estafilococos

Os sintomas da síndrome da pele escaldada por estafilococos começam logo após o desenvolvimento de uma infecção estafilocócica, como impetigo. No entanto, os sintomas de impetigo nem sempre são identificados antes do desenvolvimento da síndrome escaldada por estafilococos.

Nos recém-nascidos, a infecção costuma surgir na região da fralda ou ao redor do toco do cordão umbilical durante os primeiros dias de vida.

Em crianças mais velhas, a infecção costuma aparecer no rosto.

Nos adultos, a infecção pode começar em qualquer parte.

Em todas as pessoas com essa infecção, uma ferida crostosa se desenvolve na pele. No prazo de um dia, a pele ao redor da ferida fica vermelha e dolorosa. Esses sintomas se espalham rapidamente para outras áreas. A pele pode ficar extremamente macia e enrugada, com consistência parecida à do papel.

Em seguida, outras grandes áreas de pele que não estão próximas à ferida inicial, ficam avermelhadas e desenvolvem bolhas grandes e finas que se rompem facilmente e começam a descamar. Frequentemente ocorre o desenvolvimento de bolhas em áreas de fricção, como pregas cutâneas e nas nádegas, mãos e pés.

Síndrome da pele escaldada por estafilococos (bebê)
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Nesta foto, a pele do bebê está se soltando em grandes camadas após uma infecção estafilocócica.

Fotografia cedida por cortesia do Dr. Thomas Habif.
Síndrome da pele escaldada por estafilococos (adulto)
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Esta imagem mostra a síndrome da pele escaldada por estafilococos com formação de bolhas cutâneas superficiais causadas por uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus. Esta síndrome é rara em adultos, mas pode ocorrer em pessoas com um sistema imunológico enfraquecido ou que tenham insuficiência renal ou outra doença crônica.

DermPics/SCIENCE PHOTO LIBRARY

A camada superior da pele começa, então, a soltar-se, muitas vezes em grandes tiras, mesmo quando se toca ligeiramente ou se pressiona suavemente. As áreas com pele removida parecem escaldadas. Depois de 2 ou 3 dias, grandes áreas da pele podem ser afetadas e a pessoa pode adoecer, manifestando febre, calafrios e debilidade. Com a perda da barreira de proteção da pele, outras bactérias e organismos infecciosos podem penetrar com facilidade no corpo, provocando infecções nessas e em outras áreas, podendo se espalhar pela corrente sanguínea (sepse). Além disso, nesse processo, a pessoa pode perder quantidades significativas de líquido, devido à supuração e evaporação, resultando em desidratação.

Diagnóstico da síndrome da pele escaldada por estafilococos

  • Avaliação médica

  • Às vezes, uma biópsia de tecido e culturas

O diagnóstico da síndrome da pele escaldada por estafilococos é baseado na constatação do descolamento da pele, depois de uma aparente infecção estafilocócica.

Se não se encontrar qualquer sinal de infecção estafilocócica, os médicos podem realizar uma biópsia, na qual se recolhe uma pequena amostra da pele, que é enviada ao laboratório para ser testada.

Os médicos coletam material com swab do nariz, da membrana mucosa fina que cobre os olhos (conjuntiva), da garganta, das passagens nasais e da parte superior da garganta (nasofaringe), além de amostras de sangue e urina e amostras da região que acreditam ser onde a infecção começou (como o cordão umbilical ou pele) e enviam esse material para um laboratório para cultura para identificar a bactéria. Os médicos fazem outros exames de sangue para procurar toxinas da bactéria.

Tratamento da síndrome da pele escaldada por estafilococos

  • Antibióticos

  • Tratamento como para queimaduras

Pessoas com síndrome da pele escaldada por estafilococos são hospitalizadas. Os médicos administram antibióticos na veia (via intravenosa) e, depois, pela boca (por via oral). Eles também administram grandes quantidades de líquidos intravenosos para prevenir a desidratação.

Os médicos prescrevem às pessoas com uma infecção avançada e feridas com supuração o mesmo tratamento que prescrevem para as pessoas com queimaduras (consulte Queimaduras graves), como tratamento, curativos e bandagens especiais para as feridas. Se possível, as pessoas são tratadas em uma unidade de queimados.

Hidratantes para a pele (emolientes, como vaselina) podem ser usados para ajudar a manter a hidratação da pele.

Prognóstico da síndrome da pele escaldada por estafilococos

Com o pronto diagnóstico e tratamento, a camada mais superficial da pele se renova rapidamente, e a cicatrização ocorre em 5 a 7 dias após o início do tratamento.

A síndrome da pele escaldada por estafilococos é fatal em menos de 10% das crianças tratadas. No entanto, ela é fatal em até cerca de 60% dos adultos, mesmo naqueles que receberam tratamento, porque eles frequentemente têm outras duas ou mais outras doenças ou quadros clínicos ao mesmo tempo.

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