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Deficiência seletiva de anticorpos com imunoglobulinas normais

Por

James Fernandez

, MD, PhD, Cleveland Clinic Lerner College of Medicine at Case Western Reserve University

Última revisão/alteração completa dez 2019| Última modificação do conteúdo dez 2019
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A deficiência seletiva de anticorpos com imunoglobulinas normais é caracterizada pela resposta inadequada a certos tipos de antígenos (substâncias estranhas no corpo), mas não outros, mesmo as pessoas tendo níveis normais ou quase normais de anticorpos (imunoglobulinas).

  • As pessoas com deficiência seletiva de anticorpos e imunoglobulinas normais apresentam infecções pulmonares e dos seios nasais frequentes.

  • Os médicos diagnosticam a doença medindo os níveis de imunoglobulina no sangue e avaliando como as pessoas respondem às vacinas.

  • O tratamento inclui vacinação com vacinas de pneumococos conjugados, antibióticos para tratar e prevenir infecções e, às vezes, imunoglobulinas.

A deficiência seletiva de anticorpos com imunoglobulinas normais é uma imunodeficiência primária. É uma das imunodeficiências mais comuns responsáveis causar infecções pulmonares e dos seios nasais frequentes. As pessoas com este distúrbio apresentam uma resposta imunológica inadequada a certas vacinas (denominadas vacinas de polissacarídeos), como uma forma da vacina pneumocócica.

As vacinas contêm antígenos de bactérias ou vírus contra os quais elas devem proteger. Normalmente, o sistema imunológico do corpo responde a uma vacina produzindo substâncias (como anticorpos) e mobilizando os leucócitos que reconhecem e/ou atacam as bactérias ou vírus específicos contidos na vacina. Assim, sempre que pessoas vacinadas são expostas à bactéria ou vírus específico, automaticamente o sistema imunológico produz esses anticorpos e toma outras medidas para prevenir ou atenuar a doença. As pessoas com deficiência seletiva de anticorpos não produzem anticorpos em resposta a vacinas de polissacarídeos.

As pessoas afetadas apresentam muitas infeções dos seios nasais e pulmões e, algumas vezes, sintomas de alergias, como coriza e obstrução nasal crônica (rinite), eritema e asma. A gravidade do distúrbio varia.

Algumas crianças apresentam uma forma do distúrbio que se resolve espontaneamente com o tempo.

Diagnóstico

  • Exames de sangue para medir níveis de imunoglobulina e a resposta a vacinas

Crianças não são testadas para este distúrbio antes dos dois anos de idade, porque crianças pequenas saudáveis podem ter infecções pulmonares e dos seios nasais frequentes e uma resposta fraca a determinadas vacinas.

Os testes consistem de exames de sangue para medir os níveis de imunoglobulinas e avaliar a capacidade do corpo em produzir imunoglobulinas em resposta às vacinas. Níveis normais de anticorpos e uma resposta inadequada a certas vacinas confirmam o diagnóstico.

Tratamento

  • Vacinação com vacina pneumocócica conjugada

  • Antibióticos para tratar infecções

  • Algumas vezes imunoglobulinas

Como parte da rotina de vacinação infantil, crianças são vacinadas com a vacina pneumocócica conjugada para prevenir contra infecções pneumocócicas. Crianças com deficiência seletiva de anticorpos e imunoglobulinas normais respondem a esta vacina, que difere da vacina pneumocócica de polissacarídeos.

É feito o tratamento das infecções dos seios nasais e dos pulmões bem como dos sintomas alérgicos. Ocasionalmente, quando as infecções continuam a recorrer após o tratamento, pessoas recebem antibióticos (como amoxicilina e trimetoprima/sulfametoxazol) para prevenir a recorrência de infecções.

Em raros casos, quando as infecções recorrem frequentemente a despeito do uso desses antibióticos, as pessoas recebem injeções de imunoglobulina (anticorpos obtidos do sangue de pessoas com sistema imunológico normal). A imunoglobulina pode ser injetada em uma veia (via intravenosa) ou sob a pele (via subcutânea).

Mais informações

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