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Manual MSD

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Síndrome Metabólica

(Syndrome X; Insulin Resistance Syndrome)

Por

Adrienne Youdim

, MD, David Geffen School of Medicine at UCLA

Última revisão/alteração completa jun 2020| Última modificação do conteúdo jun 2020
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Fatos rápidos

A síndrome metabólica é caracterizada por uma grande circunferência abdominal (devido à gordura abdominal excessiva), hipertensão arterial, resistência aos efeitos da insulina (resistência à insulina) ou diabetes e por níveis alterados de colesterol e outras gorduras no sangue (dislipidemia).

  • O excesso de gordura abdominal aumenta o risco de apresentar hipertensão arterial, doença arterial coronariana e diabetes tipo 2.

  • Para diagnosticar a síndrome metabólica, os médicos medem a circunferência abdominal, a pressão arterial e os níveis de açúcar (glucose) e gordura (lipídios) no sangue em jejum.

  • A prática de exercícios, mudanças nos hábitos alimentares, técnicas comportamentais e medicamentos devem ser usados para ajudar as pessoas a perder peso.

  • O diabetes, a hipertensão arterial e os níveis alterados de colesterol e gordura no sangue são tratados.

Nos países desenvolvidos, a síndrome metabólica é um problema grave. Nos Estados Unidos, mais de 40% das pessoas acima de 50 anos de idade podem ter a síndrome metabólica. Até crianças e adolescentes podem ter a síndrome metabólica, mas o número exato de pessoas afetadas é desconhecido.

A probabilidade de desenvolver a síndrome metabólica é maior quando as pessoas armazenam excesso de gordura abdominal (formato de maçã), e não nos quadris (formato de pera). As pessoas abaixo tendem a armazenar excesso de gordura abdominal:

  • A maioria dos homens

  • Mulheres após a menopausa

O armazenamento de excesso de gordura abdominal aumenta o risco dos seguintes problemas:

A síndrome metabólica por si só não apresenta sintomas

(consulte também Obesidade).

Diagnóstico

  • circunferência abdominal

  • Medição de pressão arterial

  • Exames para medir as concentrações de açúcar (glicose) e gordura (lipídeos) no sangue

A circunferência abdominal deve ser medida em todas as pessoas porque mesmo aquelas sem sobrepeso ou que parecem magras podem armazenar excesso de gordura abdominal. Quanto maior a circunferência abdominal, maior o risco de síndrome metabólica e suas complicações. O risco é substancialmente maior se a circunferência abdominal for maior que:

  • 79 centímetros (31 polegadas) em mulheres brancas

  • 72 centímetros (28 polegadas) em mulheres indianas

  • 93 centímetros (37 polegadas) em homens brancos

  • 78 centímetros (30,7 polegadas) em homens indianos

Se a circunferência abdominal for alta, os médicos devem medir a pressão arterial e os níveis de açúcar e gordura no sangue em jejum. Os níveis de açúcar e gordura no sangue geralmente estão alterados.

A pessoa é diagnosticada com síndrome metabólica quando sua circunferência abdominal for igual a 102 centímetros ou mais nos homens ou igual a 88 centímetros ou mais nas mulheres (o que indica um excesso de gordura abdominal) e quando a pessoa recebeu ou estiver recebendo tratamento para dois ou mais dos problemas abaixo:

  • Nível de açúcar no sangue em jejum igual a 100 mg/dl (miligramas por decilitro) ou maior

  • Pressão arterial igual a 130/85 mm Hg (milímetros de mercúrio) ou maior

  • Nível de triglicérides (uma gordura) no sangue em jejum igual a 150 mg/dl ou maior

  • Nível de lipoproteína de alta densidade (HDL – colesterol bom) de 40 mg/dl ou menos nos homens ou 50 mg/dl ou menos nas mulheres

Tratamento

  • Praticar atividade física e alterar os hábitos alimentares

  • Tratamento de níveis elevados de açúcar (glicose) no sangue, hipertensão arterial e níveis alterados de gordura

  • Às vezes, metformina

O tratamento inicial envolve a prática de exercícios e mudanças nos hábitos alimentares. Cada parte da síndrome metabólica também deve ser tratada com medicamentos, se necessário.

Se a pessoa tiver diabetes ou níveis elevados de açúcar no sangue, os medicamentos que aumentam a sensibilidade do organismo à insulina, como, por exemplo, a metformina ou um medicamento da classe da tiazolidinediona (por exemplo, rosiglitazona ou pioglitazona), podem ajudar. Além disso, a prática de exercícios é importante para as pessoas com diabetes, porque permite que o corpo use o açúcar no sangue de forma mais eficiente e pode muitas vezes ajudar a abaixar o nível de açúcar no sangue.

A hipertensão arterial e níveis anormais de gordura no sangue também são tratados. Medicamentos para abaixar a pressão arterial (anti-hipertensivos) ou para abaixar os níveis de lipídios são usados, se necessário.

Outros fatores de risco para doença arterial coronariana, se existirem, devem ser controlados. Por exemplo, os fumantes são aconselhados a parar de fumar.

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