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Doença de Wilson

(Wilson's Disease; Inherited Copper Toxicity)

Por

Larry E. Johnson

, MD, PhD, University of Arkansas for Medical Sciences

Última revisão/alteração completa jun 2020| Última modificação do conteúdo jun 2020
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Recursos do assunto

Na doença de Wilson, uma rara doença hereditária, o fígado não excreta o excesso de cobre na bile, como faz normalmente, resultando em um acúmulo de cobre no fígado, causando-lhe danos.

  • O cobre se acumula no fígado, no cérebro, nos olhos e em outros órgãos.

  • Pessoas com a doença de Wilson podem apresentar tremores, dificuldade para falar e engolir, problemas com a coordenação, mudanças de personalidade ou hepatite.

  • Exames de sangue e nos olhos ajudam a confirmar o diagnóstico.

  • As pessoas devem tomar medicamentos para remover o cobre e devem evitar alimentos ricos em cobre para o resto da vida.

A maior parte do cobre do organismo está localizada no fígado, nos ossos e nos músculos, mas existem vestígios de cobre em todos os tecidos. O fígado excreta o excesso de cobre na bile para ser eliminado do organismo. Uma vez que o fígado das pessoas com a doença de Wilson não excreta o excesso de cobre, ele se acumula no fígado e lhe causa danos, dando origem à cirrose. O fígado lesionado libera o cobre diretamente na corrente sanguínea, levando-o para outros órgãos, como o cérebro, rins e os olhos, onde também se acumula.

Sintomas

Os sintomas geralmente surgem entre os 5 e os 35 anos, mas podem surgir a qualquer momento, dos 2 aos 72 anos.

Em quase metade das pessoas afetadas, os primeiros sintomas resultam de danos cerebrais. Dentre estes, incluem-se tremores, dificuldade em falar e engolir, salivação, descoordenação, movimentos involuntários (coreia), alterações na personalidade e até mesmo psicose (como a esquizofrenia ou a doença maníaco-depressiva).

Na maioria dos demais pacientes, os primeiros sintomas são o resultado de lesões hepáticas, que causam hepatite e, por consequência, cirrose.

Anéis dourados ou esverdeados (anéis de Kayser-Fleischer) podem aparecer ao redor da íris (a parte colorida do olho). Esses anéis se desenvolvem quando o cobre se acumula. Em algumas pessoas, esses anéis são o primeiro sinal da doença de Wilson.

As pessoas podem apresentar anemia devido à ruptura dos glóbulos vermelhos (causando anemia hemolítica). As mulheres podem não apresentar períodos menstruais ou ter abortos espontâneos repetidos.

Did You Know...

  • Anéis dourados esverdeados ao redor da íris dos olhos são um sinal de doença de Wilson.

Diagnóstico

  • Exame oftalmológico com lâmpada de fenda

  • Exames de sangue e urina

  • Às vezes, biópsia hepática

O médico suspeita da presença da doença de Wilson tomando por base os sintomas como, por exemplo, hepatite, tremores e alterações de personalidade que não possuem outra causa óbvia. Os seguintes exames ajudam a confirmar o diagnóstico:

Se a criança tiver histórico familiar da doença, os exames são feitos após 1 ano de idade. É provável que exames feitos mais cedo não detectem a doença.

Tratamento

  • Alterações nutricionais

  • Medicamentos e suplementos de zinco

  • Possivelmente, transplante de fígado

Pessoas com a doença de Wilson precisam seguir uma dieta pobre em cobre. Os alimentos que devem ser evitados incluem fígado bovino, caju, feijão fradinho, sucos de vegetais, crustáceos, cogumelos e cacau. Pessoas com essa doença não devem tomar suplementos vitamínicos ou minerais que contêm cobre.

Medicamentos que se ligam ao cobre, tais como penicilamina ou trientina, ingeridos por via oral, são usados para remover o cobre acumulado. Suplementos de zinco podem evitar que o organismo absorva cobre e são usados se a penicilamina ou a trientina forem ineficazes ou apresentarem muitos efeitos colaterais. O zinco não deve ser ingerido dentro de 2 horas da ingestão de penicilamina ou de trientina, pois pode se ligar a esses medicamentos e torná-los ineficazes. Pelo resto das suas vidas, as pessoas com doença de Wilson devem tomar penicilamina, trientina, zinco ou uma combinação.

Se não for tratada de maneira vitalícia, a doença de Wilson é fatal, e geralmente ocorre até os 30 anos de idade. Com o tratamento, as pessoas normalmente ficam bem, a menos que a doença esteja avançada quando foi diagnosticada.

As pessoas que não tomam os medicamentos da forma indicada, sobretudo os jovens, podem desenvolver insuficiência hepática.

Os médicos recomendam que as pessoas portadoras dessa doença visitem um especialista em doenças hepáticas regularmente.

Um transplante de fígado pode curar a doença e pode salvar a vida de pessoas portadoras da doença de Wilson e de insuficiência hepática grave ou problemas hepáticos graves que não respondem ao tratamento medicamentoso.

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