Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (PDIC)

(Polineuropatia desmielinizante adquirida crônica; polineuropatia recidivante crônica)

Análise completa: mai. 2026 PorAndrew M Feldman, MD, MEd, Weill Cornell Medicine | Colega revisado porMichael C. Levin, MD, College of Medicine, University of Saskatchewan
Última atualização: mai. 2026
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A polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica é uma forma de polineuropatia que, tal como a síndrome de Guillain-Barré, causa aumento da fraqueza muscular, mas a fraqueza se desenvolve por mais de oito semanas.

  • Acredita-se que a polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica seja causada por uma reação autoimune que danifica a bainha de mielina ao redor dos nervos.

  • A fraqueza piora continuamente ao longo de um período de mais de oito semanas.

  • Eletromiografia, estudos de condução nervosa e análise do líquido cefalorraquidiano podem ajudar a confirmar o diagnóstico.

  • O tratamento pode incluir esteroides (às vezes chamados de corticosteroides ou glicocorticoides), medicamentos que inibem o sistema imunológico e, às vezes, imunoglobulina e plasmaférese.

A polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica se desenvolve em 2% a 5% das pessoas com a síndrome de Guillain-Barré. Da mesma forma que a síndrome de Guillain-Barré, ela é uma polineuropatia. Ou seja, afeta muitos nervos periféricos por todo o corpo

Assim como na síndrome de Guillain-Barré, acredita-se que haja envolvimento de uma reação autoimune. O sistema imunológico do corpo ataca a bainha de mielina que envolve o nervo e permite que os impulsos do nervo se desloquem rapidamente.

Isolamento de uma fibra nervosa

A maior parte das fibras nervosas situadas dentro e fora do cérebro está envolvida por várias camadas de tecido composto por uma gordura (lipoproteína) denominada mielina. Essas camadas formam a bainha de mielina. De forma semelhante ao isolamento de um cabo elétrico, a bainha de mielina permite a condução dos sinais nervosos (impulsos elétricos) ao longo da fibra nervosa com velocidade e precisão. Quando a bainha de mielina está danificada (denominado desmielinização), os nervos não conduzem os impulsos elétricos normalmente.

Sintomas de PDIC

Os sintomas da polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica assemelham-se aos da síndrome de Guillain-Barré. A fraqueza é mais pronunciada do que as sensações anormais (dormência e formigamento). Entretanto, esses sintomas pioram por mais de oito semanas. (Na síndrome de Guillain-Barré, a fraqueza geralmente piora ao longo de três ou quatro semanas, então permanece a mesma ou retorna ao normal.)

Os sintomas podem piorar lentamente ou podem flutuar.

Geralmente, há ausência de reflexos.

Comparado aos sintomas de pessoas com a síndrome de Guillain-Barré, a pressão arterial flutua menos, as arritmias cardíacas são menos frequentes e outras funções internas são menos afetadas na maioria das pessoas com PDIC. A fraqueza também pode ser mais irregular, afetando os dois lados do corpo de modo diferente e pode progredir mais lentamente na PDIC.

Diagnóstico de PDIC

  • Eletromiografia, estudos de condução nervosa e uma punção lombar

Os médicos suspeitam da polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica com base nos sintomas. Ela pode ser diferenciada da síndrome de Guillain-Barré porque se desenvolvem por mais de 8 semanas.

São realizados eletromiografia, estudos de condução nervosa e uma punção lombar (punção na coluna vertebral) para obter o líquido cefalorraquidiano (que circunda o cérebro e a medula espinhal) para confirmar o diagnóstico.

Raramente, é necessário realizar uma biópsia do nervo para detectar desmielinização.

Tratamento de PDIC

  • Imunoglobulina

  • Esteroides (às vezes chamados corticosteroides ou glicocorticoides) e/ou medicamentos que inibem o sistema imunológico

  • Troca de plasma

A imunoglobulina (uma solução que contém diferentes anticorpos coletados de um grupo de doadores) pode ser administrada na veia (via intravenosa) ou sob a pele (via subcutânea) para aliviar os sintomas. A imunoglobulina tem menos efeitos colaterais do que os esteroides e é mais fácil de usar do que a plasmaférese. No entanto, após a interrupção do tratamento, os efeitos benéficos da imunoglobulina podem não durar tanto quanto com os esteroides.

Esteroides, como dexametasona (administrada por via oral ou venosa) ou metilprednisolona (administrada na por via venosa) podem aliviar os sintomas em algumas pessoas com polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica.

Medicamentos que inibem o sistema imunológico (imunossupressores), como azatioprina ou anticorpos monoclonais, também podem ser usados. Anticorpos monoclonais são anticorpos fabricados que visam e suprimem partes específicas do sistema imunológico.

Se a polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica for grave ou progredir rapidamente ou se a imunoglobulina for ineficaz, pode ser usada plasmaférese (filtragem de substâncias tóxicas, incluindo anticorpos contra a bainha de mielina, do sangue).

As pessoas podem precisar de tratamento por meses ou anos.

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