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Agorafobia

Por

John W. Barnhill

, MD, Weill Cornell Medical College and New York Presbyterian Hospital

Última modificação do conteúdo jul 2018
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A agorafobia é o medo e a ansiedade de ficar em situações ou locais sem uma maneira de escapar facilmente ou em que a ajuda pode não estar disponível no caso de a ansiedade intensa se desenvolver.

As situações são evitadas, ou podem ser enfrentadas, mas com ansiedade substancial. Cerca de 30% a 50% das pessoas com agorafobia também têm transtorno de pânico.

A agorafobia sem transtorno de pânico afeta cerca de 2% das mulheres e 1% dos homens durante qualquer período de 12 meses. O pico da idade de início é no começo da terceira década de vida; o surgimento após os 40 anos é raro.

Sinais e sintomas

Exemplos comuns de situações ou lugares que geram medo e ansiedade incluem ficar em uma fila no banco ou em um supermercado, sentar no meio de uma longa fila no teatro ou na sala de aula e usar transporte público, como ônibus ou aviões. Algumas pessoas desenvolvem agorafobia após ataque de pânico em situação agorafóbica típica. Outros simplesmente se sentem desconfortáveis em tais situações e podem nunca, ou apenas mais tarde, ter ataques de pânico nelas. A agorafobia muitas vezes interfere no funcionamento e, se for grave o suficiente, pode fazer com que a pessoa fique fechada em casa.

Diagnóstico

  • Critérios clínicos

O diagnóstico é clínico e baseia-se nos critérios do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition (DSM-5).

Para atender os critérios do DSM-5 para o diagnóstico, os pacientes devem ter medo acentuado persistente (≥ 6 meses) ou ansiedade sobre ≥ 2 das seguintes situações:

  • Uso de transporte público

  • Estar em espaços abertos (p. ex., estacionamento, mercado)

  • Estar em um local fechado (p. ex., lojas, teatros)

  • Ficar na fila ou no meio de multidão

  • Estar sozinho fora de casa

O medo deve envolver pensamentos em que o escape da situação pode ser difícil ou em que os pacientes não receberiam ajuda caso fiquem incapacitados pelo medo ou ataque de pânico. Além disso, todos os seguintes devem estar presentes:

  • As mesmas situações quase sempre provocam medo ou ansiedade.

  • Pacientes evitam ativamente a situação e/ou exigem a presença de um acompanhante.

  • O medo ou a ansiedade é desproporcional à ameaça real (levando em conta as normas socioculturais).

  • O medo, a ansiedade e/ou esquiva causam sofrimento significativo ou prejudicam muito o funcionamento social ou ocupacional.

Além disso, o medo e a ansiedade não podem ser caracterizados mais corretamente como um transtorno mental diferente (p. ex., transtorno de ansiedade social, transtorno dismórfico corporal).

Tratamento

  • Terapia cognitivo-comportamental

  • Às vezes, um ISRS

Se não for tratada, a agorafobia geralmente flutua em gravidade. Pode desaparecer sem tratamento formal, possivelmente porque algumas pessoas afetadas conduzem sua própria forma de terapia de exposição. Todavia, se a agorafobia interfere no funcionamento, o tratamento é necessário.

A terapia comportamental cognitiva é eficaz para agorafobia. A terapia cognitivo-comportamental ensina os pacientes a reconhecer e controlar seus pensamentos distorcidos e suas crenças falsas, bem como os instrui a fazer terapia de exposição.

Muitos pacientes com agorafobia também se beneficiam do tratamento medicamentoso com ISRS.

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