Blefaroespasmo

PorRichard C. Allen, MD, PhD, University of Texas at Austin Dell Medical School
Reviewed BySunir J. Garg, MD, FACS, Thomas Jefferson University
Revisado/Corrigido: modificado jan. 2026
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Visão Educação para o paciente

O blefaroespasmo é uma distonia focal caracterizada por espasmo dos músculos ao redor dos olhos, levando a piscamento involuntário e fechamento sustentado das pálpebras. O diagnóstico é clínico. O tratamento é sintomático com injeções de toxina botulínica. As terapias adjuvantes incluem óculos escuros e manobras de alívio, como tocar o rosto ou cobrir os olhos.

A causa do blefarospasmo costuma ser desconhecida (1). Acomete mais mulheres do que homens e tende a ocorrer entre pessoas da mesma família (2). É um distúrbio neurológico crônico do movimento classificado como distonia focal. Raramente, o blefarospasmo pode ser secundário a distúrbios oculares, incluindo aqueles que causam irritação ocular (p. ex., triquíase, cílio que cresce para dentro), corpo estranho na córnea, ceratoconjuntivite seca (olho seco), e doenças neurológicas sistêmicas que causam distonias (p. ex., doença de Parkinson).

Os sintomas incluem piscamento involuntário que pode progredir para espasmos sustentados e dificuldade para abrir os olhos; em casos graves, os pacientes não conseguem abrir os olhos. Os espasmos podem piorar por causa de cansaço, luz intensa e ansiedade.

O diagnóstico é clínico, baseado em espasmos bilaterais característicos, involuntários e repetitivos dos músculos orbiculares dos olhos, frequentemente acompanhados por aumento da frequência de piscamento e dificuldade em manter os olhos abertos.

O tratamento do blefarospasmo consiste em injetar toxina botulínica tipo A nos músculos perioculares (orbicular do olho); o tratamento deve ser repetido na maioria dos casos (3). Ansiolíticos podem ajudar. Cirurgia para ressecar os músculos periorbitais também é eficaz, mas reservada apenas para os casos em que o uso da toxina falhar. Óculos escuros, particularmente com lentes com filtro FL-41, ajudam a diminuir a fotossensibilidade que pode causar ou acompanhar o blefaroespasmo (4). Também pode-se obter alívio temporário por meio de manobras relaxantes como tocar a face, cobrir os olhos, cantar ou bocejar (5).

Referências gerais

  1. 1. Zhu L, Meng H, Zhang W, et al. The pathogenesis of blepharospasm. Front Neurol. 2024;14:1336348. Published 2024 Jan 11. doi:10.3389/fneur.2023.1336348

  2. 2. Peckham EL, Lopez G, Shamim EA, et al. Clinical features of patients with blepharospasm: a report of 240 patients. Eur J Neurol. 2011;18(3):382-386. doi:10.1111/j.1468-1331.2010.03161.x

  3. 3. Simpson DM, Hallett M, Ashman EJ, et al. Practice guideline update summary: Botulinum neurotoxin for the treatment of blepharospasm, cervical dystonia, adult spasticity, and headache [RETIRED]: Report of the Guideline Development Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology. 2016;86(19):1818-1826.

  4. 4. Blackburn MK, Lamb RD, Digre KB, et al. FL-41 tint improves blink frequency, light sensitivity, and functional limitations in patients with benign essential blepharospasm. Ophthalmology. 2009;116(5):997-1001. doi:10.1016/j.ophtha.2008.12.031

  5. 5. Kilduff CLS, Casswell EJ, Salam T, et al: Use of alleviating maneuvers for periocular facial dystonias. JAMA Ophthalmol 134:1247-1252, 2016. doi: 10.1001/jamaophthalmol.2016.3277

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