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Tumores na parede torácica

Por

Robert L. Keith

, MD, Division of Pulmonary Sciences and Critial Care Medicine, Department of Medicine, Eastern Colorado VA Healthcare System, University of Colorado

Última modificação do conteúdo mar 2018
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Os tumores da parede torácica são tumores benignos ou malignos que podem interferir na função pulmonar.

Os tumores primários da parede torácica compreendem 5% de todos os tumores torácicos e 1 a 2% de todos os tumores primários. Quase metade dos casos é benigna.

Os tumores benignos da parede torácica mais comuns são

  • Osteocondroma

  • Condroma

  • Displasia fibrosa

Existe uma grande variedade de tumores malignos da parede torácica. Mais da metade é metástase de órgãos distantes ou invasão direta de estruturas adjacentes (mama, pulmão, pleura, mediastino).

Os tumores primários malignos mais comuns que se originam na parede torácica são

  • Sarcomas: cerca de 45% se originam dos tecidos moles e 55% se originam do tecido cartilaginoso ou ossos.

Os condrossarcomas constituem os sarcomas primários mais comuns da parede torácica, surgindo do trato anterior dos arcos costais e, menos comumente, no esterno, na escápula ou na clavícula. Tumores ósseos incluem osteossarcoma e tumores malignos de células pequenas (p. ex., sarcoma de Ewing e tumor de Askin).

Os tumores malignos primários de tecidos moles mais comuns são fibrossarcomas (desmoides e neurofibrossarcomas) e histiocitomas fibrosos malignos. Outros tumores primários envolvem condroblastomas, osteoblastomas, melanomas, linfomas, rabdomiossarcomas, linfangiossarcomas, mieloma múltiplo e plasmocitomas.

Sinais e sintomas

Os tumores da parede torácica de tecidos moles manifestam-se com frequência por massa localizada, sem outros sintomas. Vários tumores da parede torácica são encontrados incidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões clínicas. Alguns pacientes têm febre. Habitualmente, os pacientes só sentem dor depois que o tumor está mais avançado. Em contrapartida, os tumores primários cartilaginosos e ósseos são frequentemente dolorosos.

Diagnóstico

  • Exames de imagem

  • Biópsia

Pacientes com tumores da parede torácica devem ser submetidos a radiografia de tórax, TC, RM e, às vezes, PET-TC para determinar o local de origem, a extensão do tumor e se é tumor primário da parede torácica ou metastático. A biópsia e a avaliação histopatológica confirmam o diagnóstico.

Prognóstico

O prognóstico varia de acordo com o tipo de câncer, diferenciação celular e estágio; conclusões sólidas são limitadas pela baixa incidência de qualquer dado tumor. Os sarcomas foram os mais bem estudados e existem relatos de que os sarcomas primários da parede torácica permitem sobrevida em 5 anos de 17%. A sobrevida é maior para a doença em estágio inicial.

Tratamento

  • Cirurgia

  • Às vezes, uma combinação de quimioterapia, radioterapia e cirurgia

A maioria dos tumores da parede torácica é tratada com ressecção e reconstrução cirúrgica. Com frequência, a reconstrução utiliza a combinação de retalhos miocutâneos e materiais protéticos. A existência de derrame pleural maligno constitui contraindicação para a ressecção cirúrgica.

Nos casos de mieloma múltiplo ou plasmocitoma isolado, a quimioterapia e radioterapia devem constituir a terapêutica primária.

Os tumores malignos de células pequenas, como sarcoma de Ewing e tumor de Askin, devem ser tratados por abordagem com múltiplas modalidades, combinando quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

Em casos de metástase da parede torácica a partir de tumores distantes, só se recomenda uma ressecção paliativa da parede torácica se opções não cirúrgicas não aliviarem os sintomas.

Pontos-chave

  • Quase metade dos tumores da parede torácica é benigna.

  • Menos da metade dos tumores malignos da parede torácica são primários.

  • Considerar o diagnóstico se o paciente tem uma massa no tórax ou dor torácica inexplicada, com ou sem febre.

  • Diagnosticar os tumores da parede torácica com exames de imagem, seguido de biópsia.

  • Tratar a maioria dos casos com ressecção e reconstrução cirúrgicas (a menos que haja derrame pleural maligno) e, às vezes, quimioterapia e/ou radioterapia.

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