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Coreia, atetose e hemibalismo

Por

Hector A. Gonzalez-Usigli

, MD, HE UMAE Centro Médico Nacional de Occidente

Última modificação do conteúdo dez 2018
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Coreia consiste em movimento involuntário não rítmico, espasmódico, rápido e não suprimível, principalmente dos músculos distais e da face; os movimentos podem ser incorporados a atos semivoluntários que mascaram os movimentos involuntários. Atetose (coreia lenta) é o movimento não rítmico, lento, de contorção, predominantemente em músculos distais; em geral, alternado com posturas dos membros proximais. Hemibalismo é movimento unilateral rápido não rítmico, não suprimível descontroladamente arremessador do membro superior e/ou perna proximal; raramente, esse movimento ocorre bilateralmente (balismo). Hemibalismo pode ser considerado uma forma grave da coreia.

Coreia e atetose são definidos por manifestações clínicas; muitos especialistas acreditam que quando eles ocorrem em conjunto (como coreoatetose), a atetose é uma distonia sobreposta na coreia. Coreia e atetose resultam da inibição prejudicada dos neurônios talamocorticais pelos gânglios basais. O excesso de atividade dopaminérgica pode ser o mecanismo.

Os médicos devem procurar e tratar a causa da coreia sempre que possível.

A doença de Huntington é o distúrbio degenerativo mais comum que causa coreia. Na doença de Huntington, fármacos que suprimem a atividade dopaminérgica, como os antipsicóticos (p. ex., risperidona, olanzapina), e fármacos de depleção de dopamina (p. ex., reserpina, tetrabenazina) podem ser utilizadas para tratar a coreia. Antipsicóticos também podem ajudar diminuindo os sintomas neuropsiquiátricos comumente associados à doença de Huntington (p. ex., impulsividade, ansiedade, comportamento psicótico). Entretanto, a melhora pode ser limitada e transitória. Todos esses fármacos podem ser criteriosamente usados para tratar coreias sem uma causa definível.

Outras causas da coreia são

Coreia de Sydenham pode ocorrer na febre reumática e pode ser o primeiro sintoma da coreia. Um tumor ou infarto no estriado (caudado ou putâmen) pode causar coreia unilateral aguda (hemicoreia). A coreia de Sydenham e coreia decorrente de infarto do núcleo caudado geralmente diminuem com o tempo sem tratamento.

Coreia devido a hipertireoidismo ou outra causa metabólica (p. ex., hiperglicemia) geralmente diminui quando a função da tireoide ou o nível de glicose no sangue é normalizado.

Deve-se avaliar meticulosamente a coreia em pacientes > 60 para identificar a causa (p. ex., tóxica, metabólica, autoimune ou paraneoplásica).

A coreia da gestação surge durante a gestação; geralmente em pacientes que tiveram febre reumática. Costuma iniciar-se no 1º trimestre e tem resolução espontânea na ocasião no parto ou logo após. Se o tratamento antes do parto é necessário porque a corria é grave, barbitúricos são indicados porque têm menos riscos fetais que outros fármacos usados para tratar a coreia. Raramente, uma doença semelhante ocorre em mulheres que utilizam anticoncepcionais orais.

O hemibalismo é causado por lesão, geralmente um infarto, no ou ao redor do núcleo subtalâmico contralateral. Apesar de incapacitante, o hemibalismo costuma ser autolimitado, com duração de 6 a 8 semanas. Se for grave, pode ser tratado com um antipsicótico por 1 a 2 meses.

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