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Mielite transversa aguda

Por

Michael Rubin

, MDCM, Weill Cornell Medical College

Última modificação do conteúdo set 2018
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A mielite transversa aguda é a inflamação aguda das substâncias cinzenta e branca, em um ou mais segmentos adjacentes da coluna vertebral, em geral torácicos. As causas incluem EM, neuromielite óptica, inflamação autoimune ou pós-infecciosa, vasculite e certos fármacos. Os sintomas são déficits motores bilaterais, sensoriais e esfincterianos, abaixo do nível da lesão. O diagnóstico geralmente é feito por RM, análise de LCR e exames de sangue. A utilização de corticoides e a plasmaférese precocemente podem ser úteis. Caso contrário, o tratamento é com medidas de suporte e correção de quaisquer causas.

A mielite transversa aguda é mais comumente decorrente de esclerose múltipla mas pode ocorrer com vasculite, LES, síndrome antifosfolipídica, outras doenças autoimunes, SLE, síndrome antifosfolipídica, outras doenças autoimunes, infecções por micoplasma, doença de Lyme, sífilis, tuberculose ou meningoencefalite viral ou em pacientes que usam anfetaminas, heroína IV, ou antiparasitários ou antifúngicos. A mielite transversa ocorre com neurite óptica na neuromielite óptica (doença de Devic), outrora considerada uma variante da esclerose múltipla, mas agora uma doença distinta.

O mecanismo da mielite transversa em geral é desconhecido, mas alguns casos ocorrem após infecção viral ou vacinação, sugerindo uma reação autoimune. A inflamação tende a envolver a coluna vertebral difusamente em um ou mais níveis, afetando todas as funções da medula.

Sinais e sintomas

Pode ocorrer dor cervical, nas costas e na cabeça. Um aperto em faixa no tórax ou no abdome, fraqueza, formigamento, dormência nos pés e nas pernas, bem como dificuldade na micção se desenvolvem em horas ou em alguns dias. Os déficits podem evoluir durante mais vários dias até a mielopatia sensorimotora transversa completa, causando paraplegia, perda de sensação abaixo da lesão, retenção urinária e incontinência fecal. Ocasionalmente, as sensações proprioceptiva e vibratória são preservadas, pelo menos no início.

A síndrome costuma reincidir em pacientes com esclerose múltipla, LES ou síndrome antifosfolipídica.

Diagnóstico

  • RM ou análise do LCR

  • Outros exames para identificar causas tratáveis

O diagnóstico da mielite transversa aguda é sugerido por mielopatia sensorimotora transversa com déficits segmentares. Pode-se diferenciar a Síndrome de Guillain-Barré (SGB)síndrome de Guillain-Barré porque não se localiza em nenhum segmento espinhal específico.

O diagnóstico requer RM e análise de LCR. A RM tipicamente mostra edema da medula espinhal se a mielite transversa está presente e pode ajudar a excluir as outras causas tratáveis de disfunção da coluna vertebral (p. ex., compressão da medula espinhal). O LCR em geral contém monócitos, discreta elevação do conteúdo de proteínas e elevação do índice IgG (normal: 0,85).

Teste para um marcador de IgG na neuromielite óptica (NMO-IgG) — um autoanticorpo que tem por alvo a proteína aquaporina-4 do canal de água dos astrócitos — é altamente específico e ajuda a distinguir neuromielite óptica de esclerose múltipla.

Os exames para verificar as causas tratáveis devem conter radiografia de tórax; PPD; sorologia para micoplasma, doença de Lyme e HIV; velocidade de hemossedimentação; AAN e VDRL no sangue e no líquor. A história pode sugerir um fármaco como agente causal.

O diagnóstico diferencial da mielite transversa aguda abrange outras mielopatias transversas decorrentes de deficiências nutricionais (p. ex., deficiência de vitamina B12, ácido fólico, zinco ou cobre), insuficiência vascular e tumores intraespinhais.

Realiza-se RM do cérebro: a EM ocorre em 50% dos pacientes com lesões brilhantes (hiperintensas) periventriculares múltiplas em T2 e em 5% dos pacientes nos quais essas lesões estão ausentes.

Prognóstico

Em geral, quanto mais aguda a progressão, pior o prognóstico. A dor sugere inflamação mais intensa. Cerca de um terço dos pacientes se recupera, um terço mantém alguma fraqueza e urgência urinária e um terço permanece confinado ao leito e incontinente.

A EM se desenvolve em 10 a 20% dos pacientes cuja causa inicial era desconhecida.

Tratamento

  • Tratamento da causa

  • Algumas vezes, corticoides

O tratamento da mielite transversa aguda é direcionado para a causa ou a doença associada, mas em outros aspectos é apenas de suporte.

Em casos idiopáticos, pela possibilidade de causa autoimune, administram-se altas doses de corticoides, às vezes seguidas de plasmaférese. A eficácia desse tratamento é incerta.

Pontos-chave

  • Doenças autoimunes e desmielinizantes, infecções e fármacos pode inflamar os tecidos nos segmentos da coluna, causando mielite transversa, que pode progredir para mielopatia sensorimotora transversal.

  • Fazer RM da coluna espinhal, a análise do líquor, teste para IgG para neuromielite óptica e outros testes para causas tratáveis (p. ex., infecções).

  • Tratar a causa se identificada e, se nenhuma causa for evidente, considerar corticoides e plasmaférese.

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