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Gastrite atrófica metaplásica autoimune

Por

Nimish Vakil

, MD, University of Wisconsin School of Medicine and Public Health

Última modificação do conteúdo jan 2020
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Gastrite atrófica autoimune metaplástica consiste em doença hereditária autoimune que ataca as células parietais, causando hipocloridria e diminuição da produção de fator intrínseco. São suas consequências a gastrite atrófica, a má absorção de vitamina B12 e, com frequência, a anemia perniciosa. O risco de carcinoma gástrico está aumentado 3 vezes. O diagnóstico é por endoscopia. O tratamento consiste em uso parenteral de vitamina B12.

Pacientes com gastrite atrófica autoimune metaplástica (GAAM) têm anticorpos contra as células parietais e seus componentes (os quais incluem o fator intrínseco e a bomba de prótons H+, K+-ATPase). A GAAM é adquirida por herança autossômica dominante. Alguns pacientes também desenvolvem tireoidite de Hashimoto e 50% têm anticorpos contra tireoide; por outro lado, anticorpos contra a célula parietal são encontrados em 30% dos pacientes com tireoidite.

A falta do fator intrínseco leva à deficiência de vitamina B12, que pode resultar em anemia megaloblástica (anemia perniciosa) ou sintomas neurológicos (degeneração combinada subaguda).

A hipocloridria causa hiperplasia de células G e aumento dos níveis séricos da gastrina (em geral > 1.000 pg/mL). Níveis aumentados de gastrinemia causam hiperplasia de células semelhantes a enterocromafins, as quais ocasionalmente podem originar tumor carcinoide.

Em alguns pacientes, a GAAM pode estar associada à infecção crônica por Helicobacter pylori, embora essa relação não esteja clara. Gastrectomia e supressão crônica da acidez gástrica com IBP causam deficiências similares da secreção do fator intrínseco.

As áreas de atrofia gástrica no corpo e antro podem se manifestar como metaplasia. Os pacientes com GAAM têm chance 3 vezes maior de desenvolverem adenocarcinoma gástrico.

Pacientes com atrofia da glândula e/ou metaplasia intestinal com distribuição multifocal, como na curvatura menor do corpo e no fundo gástrico, têm um fenótipo denominado gastrite atrófica multifocal. O comprometimento multifocal é considerado "extenso", em contraste com "acentuado", que se refere à gravidade em um local específico. O risco de adenocarcinoma gástrico é maior entre os pacientes com gastrite atrófica multifocal.

Diagnóstico

  • Biópsia endoscópica

O diagnóstico da gastrite atrófica autoimune metaplásica é feito por biópsia endoscópica. Os níveis de vitamina B12 devem ser obtidos. Anticorpos contra as células parietais podem ser detectados, mas raramente são solicitados na rotina.

A questão da endoscopia de vigilância para o rastreamento do câncer não foi definida. As diretrizes para o tratamento de quadros pré-cancerosos e lesões no estômago de um grupo multidisciplinar europeu recomendaram que os pacientes com atrofia gástrica extensa e/ou metaplasia intestinal (gastrite atrófica multifocal) devem fazer vigilância endoscópica a cada três anos, mas que os pacientes com atrofia leve a moderada ou metaplasia intestinal restrita ao antro não precisam de vigilância. A relação de custo-efetividade dessa estratégia não foi estabelecida.

Tratamento

  • Vitamina B12 parenteral

Não há necessidade de outro tratamento além da reposição parenteral de vitamina B12.

Informações adicionais

  • Diretrizes para o tratamento de quadros pré-cancerosos e lesões no estômago (MAPS) da European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE), European Helicobacter Study Group (EHSG), European Society of Pathology (ESP) e a Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED) )

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