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Sífilis

Por

Sheldon R. Morris

, MD, MPH, University of California San Diego

Última revisão/alteração completa mar 2018| Última modificação do conteúdo mar 2018
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A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum.

  • A sífilis pode ocorrer nos três estágios de sintomas, separados por períodos de aparente boa saúde.

  • Ela começa com uma ulceração indolor no local da infecção e, no segundo estágio, causa erupção cutânea, febre, cansaço, dor de cabeça e perda de apetite.

  • Se não for tratada, a sífilis em seu terceiro estágio pode danificar a aorta, cérebro, medula espinhal e outros órgãos.

  • Os médicos geralmente fazem dois tipos de exames de sangue para confirmar que a pessoa tem sífilis.

  • A penicilina pode eliminar a infecção, mas as pessoas podem ser reinfectadas.

Nos Estados Unidos, foram notificados cerca de 6.000 casos de sífilis em 2000. Este foi o menor número desde que as notificações começaram em 1941. Contudo, em 2016, o número havia aumentado para mais de 88.000.

A maioria das pessoas com sífilis são homens, frequentemente homens que fazem sexo com homens, particularmente aqueles que estão infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e homens que vivem em cidades.

Certas condições e atividades (fatores de risco) aumentam o risco de contrair sífilis. Elas incluem as seguintes:

  • Estar infectado pelo HIV

  • Não praticar sexo seguro — por exemplo, ter vários parceiros sexuais ou não usar preservativos correta e regularmente

  • Ser um homem que faz sexo com homens

As pessoas com sífilis muitas vezes têm outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

A sífilis causa sintomas em três estágios (primário, secundário e terciário), separados por períodos quando não ocorrem sintomas (estágios latentes).

Transmissão da sífilis

A sífilis é altamente contagiosa durante os estágios primário e secundário. Ela pode ser contagiosa nos períodos inicial e latente.

A infecção é geralmente transmitida pelo contato sexual. Um único encontro sexual com uma pessoa que tem sífilis em fase inicial causa uma infecção em cerca de um terço dos casos. A bactéria penetra no organismo através das membranas mucosas, como as da boca ou da vagina, ou também através da pele. Dentro de horas, a bactéria chega aos linfonodos e em seguida se propaga por todo o organismo através da corrente sanguínea.

A sífilis pode ser transmitida de outras maneiras. Ela pode infectar um feto durante a gravidez ( Sífilis em recém-nascidos) e causar deficiências congênitas e outras complicações.

A sífilis também pode ser transmitida pelo contato com a pele. Porém, a bactéria não pode sobreviver muito tempo fora do corpo humano.

Sintomas

Cada estágio de sintomas (primário, secundário e terciário) é progressivamente pior.

Se não for tratada, a sífilis pode persistir sem sintomas durante muitos anos e pode causar danos à aorta (a maior artéria do corpo) ou cérebro, possivelmente levando à morte. Neurossífilis (que afeta o cérebro e a medula espinhal) pode se desenvolver em qualquer estágio da sífilis.

Se for detectada e tratada cedo, a sífilis pode ser curada e não há dano permanente.

Estágio primário

Surge uma ulceração indolor (chamada cancro) no local da infecção, geralmente no pênis, na vulva ou na vagina. Também pode surgir um cancro no ânus, no reto, nos lábios, na língua, na garganta, no colo do útero, nos dedos ou em outras partes do corpo. Costuma surgir apenas um cancro, mas, por vezes, surgem vários. Os sintomas costumam iniciar entre 3 a 4 semanas depois da infecção, mas podem iniciar 1 a 13 semanas depois.

O cancro começa como uma pequena área vermelha saliente, que rapidamente se converte em uma ulceração aberta, relativamente indolor, elevada e firme. O cancro não sangra e é rígido ao toque. Os linfonodos próximos geralmente incham e são também indolores. Cerca de metade das mulheres infectadas e de um terço dos homens infectados não sabem que sofrem de cancro, pois causa poucos sintomas. Os cancros no reto ou na boca, que geralmente ocorrem em homens, muitas vezes passam despercebidos.

O cancro geralmente se cura entre 3 e 12 semanas. Depois, as pessoas parecem ficar completamente saudáveis.

Estágio secundário

A bactéria se espalha na corrente sanguínea, causando uma erupção cutânea disseminada, aumento dos linfonodos e, menos comumente, sintomas em outros órgãos. A erupção cutânea costuma surgir entre 6 e 12 semanas depois da infecção. Cerca de um quarto das pessoas infectadas ainda tem um cancro nesse momento. Geralmente, a erupção cutânea não causa coceira nem dor. Ela varia no aspecto.

Ao contrário das erupções da maioria das outras doenças, essa erupção cutânea geralmente aparece na palma das mãos ou na planta dos pés. Ela pode durar pouco tempo ou prolongar-se durante meses. Mesmo sem tratamento, a erupção cutânea acaba sarando, mas pode reaparecer semanas ou meses depois. Se a erupção cutânea se desenvolver no couro cabeludo, o cabelo pode cair aos tufos, dando um aspecto de “roído por traças”.

Você sabia que...

  • Um único encontro sexual com uma pessoa que tem sífilis em fase inicial causa uma infecção em cerca de um terço dos casos.

  • Cerca de metade das mulheres e um terço dos homens que tiveram a ulceração inicial de sífilis (cancro) não a notam.

Podem surgir pápulas achatadas, de superfície lisa, chamadas condilomas planos, nas áreas úmidas da pele, como boca, axilas, área genital e ânus. Essas pápulas indolores contêm muitas bactérias e são muito infecciosas. Elas podem se desintegrar e gotejar. À medida que saram, elas se achatam e adotam uma cor rosa escura ou cinzenta. Surgem ulcerações na boca em mais de 20 a 30% das pessoas.

A fase secundária da sífilis pode causar febre, cansaço, perda de apetite e perda de peso.

Cerca de 50% das pessoas com sífilis em estágio secundário apresentam linfonodos aumentados em todo o corpo. Em cerca de 10% das pessoas, outros órgãos são afetados. Os olhos podem ficar inflamados. Os ossos e as articulações podem doer. Em algumas pessoas, a infecção do fígado (hepatite) causa dor abdominal e icterícia (a pele e a parte branca dos olhos ficam amarelados) e a urina se torna escura. Algumas têm dores de cabeça ou problemas de audição, equilíbrio ou visão, porque o cérebro, os ouvidos internos ou os olhos são infectados.

Imagens de sífilis secundária

Estágio latente

Após o estágio secundário, as pessoas podem não apresentar sintomas por anos a décadas. Durante esse tempo, a infecção é inativa (latente). Porém, a bactéria ainda está presente e os testes para sífilis são positivos.

A sífilis pode permanecer latente permanentemente e, em geral, não é contagiosa durante esse estágio. Mas, ocasionalmente, podem surgir ulcerações na pele ou nas membranas mucosas no início do estágio latente. O contato com essas feridas pode transmitir a infecção.

O estágio latente é classificado como prematuro (se a infecção inicial ocorreu dentro dos 12 meses anteriores) ou tardio (se a infecção inicial ocorreu mais de 12 meses antes).

Estágio terciário (terceiro ou tardio)

A sífilis terciária se desenvolve em cerca de um terço das pessoas não tratadas anos a décadas depois da infecção inicial. Os sintomas variam entre leves e devastadores.

A sífilis terciária tem três formas principais:

  • Sífilis terciária benigna

  • Sífilis cardiovascular

  • Neurossífilis

A sífilis terciária benigna geralmente se desenvolve entre 3 e 10 anos depois da infecção inicial. Ela é rara hoje. Surgem protuberâncias macias e flexíveis na pele, chamadas granulomas, mais comumente no couro cabeludo, no rosto, na parte superior do tronco e nas pernas. Elas se desenvolvem no fígado ou ossos, mas podem se desenvolver em virtualmente qualquer órgão. Elas podem se desintegrar, formando uma ulceração aberta. Se não forem tratados, os granulomas destroem o tecido ao redor deles. Nos ossos, eles geralmente causam dor profunda, penetrante, que geralmente piora à noite. Os granulomas crescem lentamente, curam-se aos poucos e deixam cicatrizes.

A sífilis cardiovascular aparece geralmente entre 10 e 25 anos depois da infecção inicial. As bactérias infectam os vasos sanguíneos conectados ao coração, incluindo a aorta. Pode resultar no seguinte:

  • As paredes da aorta podem se enfraquecer, formando uma protuberância (aneurisma). O aneurisma pode pressionar a traqueia ou outras estruturas do peito, causando dificuldade em respirar, tosse e rouquidão.

  • A válvula que vai do coração à aorta (válvula aórtica) pode vazar.

  • As artérias que fornecem sangue para o coração (artérias coronárias) podem se estreitar.

Esses problemas podem causar dor no peito, insuficiência cardíaca e morte.

A neurossífilis (que afeta o cérebro e a medula espinhal) ocorre em cerca de 5% de todas as pessoas com sífilis não tratada. Ela ocorre nas seguintes formas:

  • Assintomática: Esta forma é uma infecção leve que cobre o cérebro e medula espinhal (meninges) causando meningite leve. Se não tratadas, 5% das pessoas afetadas desenvolvem sintomas, como dor de cabeça, rigidez no pescoço e dificuldade para se concentrar.

  • Meningovascular: as artérias do cérebro ou da medula espinhal ficam inflamadas, causando uma forma crônica de meningite. A princípio, as pessoas podem ter dor de cabeça e rigidez no pescoço. Elas podem ficar tontas, ter dificuldade para se concentrar e recordar os acontecimentos recentes e ter insônia. A visão pode ficar turva. Os músculos dos braços, ombros e as pernas ficam fracos ou até mesmo paralisados. As pessoas podem ter dificuldade para controlar a micção e os movimentos intestinais (incontinência). Essa forma pode causar derrames.

  • Parética (parenquimatosa): essa forma geralmente começa quando as pessoas estão nos seus 40 ou 50 anos. Os primeiros sintomas são alterações graduais do comportamento. Os sintomas podem parecer com aqueles de um transtorno mental ou demência. Por exemplo, as pessoas podem se tornar menos cuidadosas com a higiene pessoal e seu humor pode se alterar frequentemente. Elas podem ficar irritáveis e confusas. Elas podem sentir dificuldade para se concentrar e lembrar das coisas. Elas podem ter ilusões de grandeza (ou seja, acreditam que são pessoa famosas ou Deus ou que têm poderes mágicos). Os tremores podem ocorrer na boca, língua, mãos estendidas ou corpo inteiro.

  • Tabética (tabes dorsalis): a medula espinhal se deteriora progressivamente. Ela normalmente se desenvolve vinte a trinta anos após a infecção inicial. Os sintomas começam aos poucos, geralmente com uma dor forte e penetrante nas costas e pernas que aparece e desaparece com irregularidade. Às vezes, as pessoas têm ataques semelhantes de dor no estômago, na bexiga, no reto ou na garganta. O caminhar fica instável. A sensibilidade nos pés diminui ou parece anormal. As pessoas geralmente perdem peso e parecem tristes. Podem surgir problemas com a visão. Disfunção erétil é comum. Por fim, as pessoas têm dificuldade em controlar a micção (incontinência) e podem ficar paralisadas.

Outros sintomas

Sífilis pode afetar os olhos ou ouvidos em qualquer estágio da doença.

Sintomas oculares incluem lacrimejamento, visão embaçada, dor ocular, sensibilidade à luz e perda da visão. Se a sífilis infectar os olhos, o risco de desenvolver neurossífilis estará aumentado.

Se os ouvidos forem afetados, as pessoas podem apresentar zumbido nos ouvidos (acúfenos) ou perder a audição, ou podem ter vertigens e nistagmo (um movimento espasmódico dos olhos em uma direção, alternando com um retorno mais lento para a posição original).

As articulações podem se degenerar. Articulações não ficam dolorosas mas ficam inchadas e o movimento é limitado. Esse quadro é chamado artropatia neurogênica (articulações de Charcot).

Diagnóstico

  • Testes em uma amostra de sangue, líquido de uma ulceração ou líquido cefalorraquidiano

Os profissionais de saúde suspeitam de sífilis primária se as pessoas tiverem um cancro típico. Eles suspeitam de sífilis secundária se as pessoas tiverem uma erupção cutânea típica na palma das mãos e na planta dos pés. Como a sífilis pode causar uma ampla gama de sintomas durante seus diversos estágios, os médicos pode solicitar exame para sífilis ao avaliar pessoas com qualquer um dos possíveis sintomas, incluindo problemas com a visão.

Os exames de laboratório são necessários para confirmar o diagnóstico. Usam-se dois tipos de exames do sangue:

  • Um teste de triagem, como os exames laboratoriais para doenças venéreas, ou o teste de reagina plasmática rápida (RPR), é geralmente feito primeiro. Esses testes são chamados não treponemais porque não detectam diretamente as bactérias que causam sífilis (treponema) ou os anticorpos produzidos em resposta a essas bactérias. Os testes de triagem são baratos e fáceis de fazer, mas os resultados podem ser negativos três a seis semanas depois da infecção inicial, muito embora a sífilis esteja presente. Tais resultados são chamados falso negativos. Se os resultados de um teste de triagem forem negativos mas os médicos considerarem que é provável tratar-se de sífilis primária, o teste poderá ser repetido depois de seis semanas. Os resultados dos testes de triagem são, por vezes, positivos quando a sífilis não está presente (falso-positivo), porque outro distúrbio fez com que o teste se mostrasse positivo.

  • Um teste confirmatório deve geralmente ser feito para confirmar um teste de triagem positivo. Esses exames de sangue medem anticorpos produzidos especificamente em resposta às bactérias que causam sífilis (às vezes chamadas testes treponemais). Os resultados dos testes confirmatórios podem também ser falso-negativos nas primeiras semanas após as infecções iniciais e, assim, precisam ser repetidos.

Tradicionalmente, em primeiro lugar são feitos testes de triagem e os resultados positivos são confirmados por teste confirmatório (de treponema). Às vezes os médicos fazem primeiramente o teste de treponema. Se os resultados forem positivos, o teste de reagina plasmática rápida (um teste de triagem) é então feito.

Se os resultados do teste forem positivos, os médicos podem perguntar à pessoa sobre antigos parceiros sexuais, resultados de testes laboratoriais anteriores e tratamentos prévios para ajudar a determinar se a pessoa tem sífilis atualmente ou se teve no passado.

Os resultados dos testes de triagem podem se tornar lentamente negativos (ao longo de meses a vários anos) depois de um tratamento bem-sucedido, mas os resultados do teste confirmatório geralmente permanecem positivos indefinidamente.

Nos estágios primário ou secundário, a sífilis pode também ser diagnosticada usando-se microscopia de campo escuro. Uma amostra de líquido é obtida de uma ulceração da pele ou linfonodo e examinada usando-se um microscópio óptico especialmente equipado. A bactéria parece clara contra o fundo escuro, tornando-a mais fácil de identificar.

No estágio latente, os mesmos exames de sangue (treponemal e não treponemal) são usados para diagnosticar sífilis. Os médicos também tentam determinar se o estágio é de sífilis latente prematura ou sífilis latente tardia com base nos resultados da avaliação, incluindo um exame físico completo e a análise de resultados de testes anteriores.

No estágio terciário, o diagnóstico é baseado nos sintomas e nos resultados do teste de anticorpos. Dependendo de quais sintomas estão presentes, outros testes são feitos. Por exemplo, uma radiografia do tórax pode ser realizada ou outro exame de diagnóstico por imagem para verificar a presença de um aneurisma na aorta.

Se houver suspeita de neurossífilis, independentemente do estágio da sífilis, é necessário realizar uma punção lombar para coletar líquido cefalorraquidiano, que é testado para anticorpos contra a bactéria.

Pessoas com sífilis devem também ser testadas para outras DSTs, incluindo infecção pelo HIV.

Prevenção

As seguintes medidas gerais podem ajudar na prevenção da sífilis (e outras DSTs):

  • Uso correto e regular de preservativos ( Como usar um preservativo)

  • Evitar práticas sexuais inseguras, tais como trocar de parceiros sexuais com frequência ou ter relações sexuais com prostitutas ou parceiros que possuem outros parceiros sexuais

  • Diagnóstico e tratamento imediatos da infecção (para impedir a transmissão para outras pessoas)

  • Identificação dos contatos sexuais de pessoas infectadas, seguida de aconselhamento ou tratamento desses contatos

Não praticar sexo (anal, vaginal ou oral) é a maneira mais confiável de prevenir DSTs, mas normalmente fora da realidade.

Tratamento

  • Penicilina aplicada por injeção

  • Outro antibiótico para pessoas alérgicas à penicilina

  • Tratamento simultâneo de parceiros sexuais

A penicilina administrada por injeção no músculo é o melhor antibiótico para a sífilis primária, secundária e prematura latente.

  • Para os estágios primário, secundário e latente prematuro da sífilis, uma dose de penicilina de longa duração é tudo de que se precisa.

  • Para o estágio latente tardio e algumas formas do estágio terciário, são administradas três doses, separadas por uma semana.

Se a sífilis afetar os olhos, ouvidos internos ou cérebro, a penicilina pode ser dada por via intravenosa a cada 4 horas durante 10 a 14 dias. Então, outra apresentação de penicilina é administrada por injeção em um músculo uma vez por semana por até três semanas.

As pessoas alérgicas à penicilina podem receber outros antibióticos, como a doxiciclina (tomada por via oral durante 14 dias ou às vezes durante 28 dias). Pessoas que não puderem tomar doxiciclina podem receber azitromicina (como uma dose única por via oral). No entanto, em algumas partes do mundo, a sífilis está se tornando cada vez mais resistente à azitromicina. Mulheres grávidas que forem alérgicas à penicilina são hospitalizadas e dessensibilizadas à penicilina ( Imunoterapia com alérgenos (dessensibilização)) para que possam tomá-la.

Tratamento de parceiros sexuais

Uma vez que as pessoas com sífilis primária, secundária e até mesmo sífilis latente prematura podem transmitir a infecção a outras, elas devem evitar o contato sexual até que elas ou seus parceiros sexuais tenham terminado o tratamento.

Se uma pessoa for diagnosticada com sífilis, todos os parceiros sexuais da pessoa são testados para sífilis. Os parceiros são tratados nas seguintes circunstâncias:

  • Tiveram contato sexual com a pessoa infectada até 90 dias antes do diagnóstico, mesmo que seus testes sejam negativos.

  • Tiveram contato sexual com a pessoa infectada mais do que 90 dias antes de o diagnóstico ter sido feito, mas apenas se os resultados dos seus testes não forem imediatamente disponíveis e se seu retorno para acompanhamento for incerto. Seus resultados sendo negativos, nenhum tratamento é necessário. Se os resultados dos testes forem positivos, eles são tratados.

Reação de Jarisch-Herxheimer

Muitas pessoas com sífilis no estágio inicial, sobretudo com sífilis em estágio secundário, desenvolvem uma reação entre seis e doze horas após o primeiro tratamento. Esta reação, chamada reação de Jarisch-Herxheimer, causa febre, dor de cabeça, sudorese, calafrios com tremores e uma piora temporária das ulcerações causadas pela sífilis. Os médicos, por vezes, confundem essa reação com uma reação alérgica à penicilina.

Os sintomas dessa reação geralmente diminuem dentro de 24 horas e raramente causam dano permanente. Contudo, raramente, pessoas com neurossífilis apresentam convulsões ou um AVC.

Após o tratamento

Após o tratamento, são realizados exames e testes de sangue periodicamente até que não seja detectada nenhuma infecção.

Se o tratamento da sífilis primária, secundária ou latente for bem-sucedido, a maioria das pessoas não manifesta mais sintomas. Mas o tratamento do estágio terciário da sífilis não é capaz de reverter danos a órgãos, como o cérebro ou a aorta. As pessoas com tais danos geralmente não melhoram após o tratamento.

As pessoas que foram curadas da sífilis não ficam imunes à doença e podem adquirir a infecção novamente.

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