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Incontinência urinária em adultos

Por

Patrick J. Shenot

, MD, Sidney Kimmel Medical College at Thomas Jefferson University

Última revisão/alteração completa set 2018| Última modificação do conteúdo set 2018
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A incontinência urinária é a perda involuntária de urina.

A incontinência pode ocorrer em homens e mulheres, em qualquer idade, mas é mais comum entre as mulheres e idosos, afetando cerca de 30% das idosas e 15% dos idosos. Embora a incontinência seja mais comum entre os idosos, não é uma parte normal do envelhecimento. A incontinência pode ser repentina e temporária, como quando uma pessoa está tomando medicamentos que têm efeito diurético ou pode ser duradoura (crônica). Mesmo a incontinência crônica pode, algumas vezes, ser aliviada.

(Consulte também Controle da micção.)

A incontinência urinária em crianças é discutida separadamente.

Tipos de incontinência

Há vários tipos de incontinência:

  • Incontinência de urgência é vazamento de urina não controlado (de volume moderado a grande) que ocorre imediatamente após uma necessidade de urinar irreprimível e urgente. Levantar para urinar durante a noite (noctúria) e incontinência noturna são comuns.

  • Incontinência de esforço é o vazamento de urina devido a aumentos abruptos na pressão intra-abdominal (por exemplo, aqueles que ocorrem com a tosse, espirro, risada, flexão ou ao levantar peso). O volume de vazamento é normalmente de baixo a moderado.

  • Incontinência por transbordamento é o gotejamento de urina da bexiga sobrecarregada. O volume é normalmente pequeno, mas pode ser constante, resultando em grandes perdas totais.

  • Incontinência funcional é perda de urina devido a um problema com comprometimento mental ou físico não relacionado ao controle de micção. Por exemplo, uma pessoa com demência devido a doença de Alzheimer pode não reconhecer a necessidade de urinar ou não saber onde fica o banheiro. As pessoas acamadas podem não ser capazes de andar até o banheiro ou alcançar um urinol.

Frequentemente, entretanto, uma pessoa tem mais de um tipo de incontinência. As pessoas são então descritas como tendo incontinência mista.

Causas

Vários mecanismos podem levar à incontinência urinária. Frequentemente, mais de um mecanismo está presente:

  • Fraqueza do esfíncter urinário ou músculos pélvicos (chamada incompetência da saída da bexiga)

  • Alguma coisa bloqueando o trajeto de saída da urina da bexiga (chamada obstrução da saída da bexiga)

  • Espasmo ou superatividade dos músculos da parede da bexiga (algumas vezes chamada de bexiga hiperativa)

  • Fraqueza ou hipoatividade dos músculos da parede da bexiga

  • Coordenação ruim dos músculos da parede da bexiga com o esfíncter urinário

  • Um aumento no volume de urina

  • Problemas funcionais

Fraqueza ou hipoatividade dos músculos da parede da bexiga, obstrução da saída da bexiga ou particularmente ambas podem levar a incapacidade de urinar (retenção urinária). A retenção urinária pode paradoxalmente levar a incontinência por transbordamento devido ao vazamento da bexiga excessivamente cheia.

Um aumento no volume da urina (por exemplo, causado por diabetes, uso de diuréticos ou ingestão excessiva de álcool ou bebidas com cafeína) pode aumentar a quantidade de urina perdida por incontinência, desencadear um episódio de incontinência ou até mesmo fazer com que incontinência temporária se desenvolva. Entretanto, não deve causar incontinência crônica. Os problemas funcionais comumente aumentam o volume da urina perdida entre as pessoas que sofrem de incontinência. Entretanto, os problemas funcionais são raramente a única causa de incontinência permanente.

Em geral, as causas mais comuns da incontinência são

Tabela
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Alguns mecanismos de incontinência

Mecanismo

Exemplos

Fraqueza do esfíncter urinário ou músculos pélvicos (chamada de incompetência de saída da bexiga)

Uretrite atrófica, vaginite ou ambos

Medicamentos

Fraqueza do músculo pélvico (por exemplo, causada por haver tido vários partos normais ou cirurgia pélvica)

Cirurgia da próstata

Bloqueio (obstrução da saída da bexiga)

Próstata aumentada (hiperplasia prostática benigna) ou câncer

Medicamentos

Hiperatividade dos músculos da parede da bexiga (bexiga hiperativa)

Irritação da bexiga (por exemplo, causada por infecção, cálculos ou, raramente, câncer)

Distúrbios que podem afetar os centros do cérebro que controlam a micção (como acidente vascular cerebral, demência ou esclerose múltipla)

Espondilose cervical ou disfunção da medula espinhal (que coloca pressão sobre a medula espinhal e, assim, prejudica a função da bexiga)

Obstrução da saída da bexiga

Hipoatividade dos músculos da parede da bexiga

Lesão nos nervos (por exemplo, por hérnia de disco, outros distúrbios da medula espinhal, cirurgia, tumores, lesões, diabetes ou alcoolismo)

Medicamentos

Obstrução da saída da bexiga de longa duração

Nas mulheres, frequentemente a causa não é identificável

Coordenação ruim da parede da bexiga com o esfíncter urinário

Lesão na medula espinhal ou trajetos do nervo do cérebro para a bexiga

Problemas funcionais

Demência

Depressão

Os medicamentos psicoativos que podem diminuir a consciência da necessidade de urinar (por exemplo, medicamentos antipsicóticos, benzodiazepinas, medicamentos que causam sonolência, como sedativos e soníferos ou antidepressivos tricíclicos)

Mobilidade restrita (por exemplo, causada por lesão, fraqueza, restrições, acidente vascular cerebral, outros distúrbios neurológicos ou distúrbios musculoesqueléticos)

Limitações situacionais (como não ter um banheiro por perto ou estar viajando)

Aumento no volume de urina

Distúrbios, tais como diabetes mellitus ou diabetes insipidus

Uso de diuréticos (normalmente furosemida, bumetanida ou teofilina, mas não diuréticos tiazídicos)

A ingestão excessiva de bebidas cafeinadas (como café, chá, refrigerante tipo cola ou alguns outros refrigerantes) ou álcool

Tabela
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Alguns medicamentos que podem causar incontinência

Mecanismo

Exemplos

Fraqueza do esfíncter urinário ou músculos pélvicos (chamada de incompetência de saída da bexiga)

Bloqueadores alfa-adrenérgicos (como alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina ou terazosina), que relaxam o esfíncter urinário

Terapia hormonal (normalmente terapia de combinação de estrogênio/progestina tomados via oral), que pode contribuir para o afinamento dos músculos pélvicos e tecidos de apoio

Misoprostol, que relaxa o esfíncter urinário

Bloqueio (obstrução da saída da bexiga)

Estimulantes alfa-adrenérgicos (como pseudoefedrina), que podem causar a contração dos músculos na bexiga e próstata

Hipoatividade dos músculos da parede da bexiga

Medicamentos com efeitos anticolinérgicos (como anti-histamínicos, medicamentos antipsicóticos, benzitropina ou antidepressivos tricíclicos) que inibem as contrações do músculo da bexiga

Bloqueadores dos canais de cálcio (como diltiazem, nifedipina ou verapamil) que inibem as contrações do músculo da bexiga

Opioides, que parecem inibir a contratilidade da bexiga

Você sabia que...

  • As pessoas frequentemente vivem com incontinência porque elas acreditam, erroneamente, que é normal no envelhecimento.

Avaliação

A incontinência urinária normalmente não indica um distúrbio ameaçador à vida; entretanto, a incontinência pode causar vergonha ou levar as pessoas a restringir suas atividades desnecessariamente, contribuindo para um declínio em sua qualidade de vida. Raramente, também, a incontinência repentina pode ser um sintoma de um distúrbio da medula espinhal. As informações a seguir podem ajudar as pessoas a decidir quando a avaliação médica é necessária e a saber o que esperar durante a avaliação.

Sinais de alerta

Nas pessoas com incontinência urinária, certos sintomas e características são causas de preocupação. Incluem

  • Os sintomas da lesão na medula espinhal (por exemplo, fraqueza nas pernas ou perda de sensação nas pernas ou ao redor dos genitais ou ânus)

Quando consultar um médico

As pessoas com sinais alarmantes devem ir para o pronto-socorro imediatamente. As pessoas sem sinais de alerta devem consultar seus médicos. O médico decidirá quando elas precisam se consultar com base em seus outros sintomas e outros quadros clínicos conhecidos. Em geral, se a incontinência for o único sintoma, um retardo por volta de uma semana não é danoso.

A maioria das pessoas fica com vergonha de mencionar incontinência para seus médicos. Algumas pessoas acreditam que a incontinência é uma parte normal do envelhecimento. Entretanto a incontinência, mesmo a incontinência que está presente durante algum tempo ou que ocorre em pessoas idosas, pode ser ajudada por tratamento. Se os sintomas de incontinência primária são incômodos, interferem com atividades do dia a dia ou fazem as pessoas cortarem suas atividades sociais, elas devem consultar um médico.

O que o médico faz

Primeiro, o médico faz perguntas sobre os sintomas e o histórico médico. Em seguida, os médicos fazem um exame físico. O que eles encontram durante o histórico e o exame físico frequentemente sugere uma causa para a incontinência e os exames que podem ser necessários.

Os médicos fazem perguntas sobre as circunstâncias da perda de urina, incluindo quantidade, período do dia e quaisquer fatores precipitantes (como tosse, espirro ou esforço). Perguntam se as pessoas podem sentir a necessidade de urinar e, nesse caso, se a sensação é normal ou vem com urgência repentina. Os médicos também podem pedir às pessoas para estimarem a quantidade de vazamento de urina. Os médicos também perguntarão se a pessoa tem quaisquer problemas adicionais como dor ou queimação durante a micção, uma necessidade frequente de urinar, dificuldade em iniciar a micção ou um fluxo de urina fraco.

Algumas vezes os médicos podem pedir que as pessoas mantenham um registo de seus hábitos urinários por um dia ou dois. Este registro é chamado de diário de micção. Cada vez que a pessoa urina, o volume e o tempo são registrados. Após um episódio de incontinência, a pessoa também registra quaisquer atividades relacionadas, especialmente comida, bebida, uso de medicamento ou sono.

Os médicos perguntam se a pessoa tem outros distúrbios que, sabidamente, causam incontinência, como demência, acidente vascular cerebral, cálculos no trato urinário, distúrbios na medula espinhal ou outros distúrbios neurológicos e distúrbios da próstata. Os médicos precisam saber quais medicamentos uma pessoa está tomando porque alguns deles causam ou contribuem com a incontinência. Pergunta-se às mulheres quantos partos tiveram e de que tipo foram, além de quaisquer complicações. Pergunta-se a todas as pessoas sobre cirurgia pélvica e abdominal anteriores, particularmente cirurgia da próstata em homens.

O exame físico pode ajudar os médicos a estreitar as causas possíveis. Os médicos testam a força, sensação e reflexos nas pernas e a sensação ao redor dos genitais e ânus para detectar problemas nos nervos e músculos que podem tornar difícil para a pessoa permanecer continente.

Em mulheres, os médicos fazem exame pélvico para detectar anormalidades que poderiam causar incontinência, como atrofia vaginal (alterações da menopausa em que a mucosa vaginal se torna mais fina, mais seca e menos elástica, podendo ser acompanhadas por alterações no trato urinário) ou fraqueza dos músculos pélvicos. Em homens e mulheres, os médicos fazem um exame retal para procurar sinais de constipação ou lesão nos nervos que suprem o reto. Nos homens, o exame retal permite que os médicos verifiquem a próstata porque uma próstata aumentada ou, ocasionalmente, câncer de próstata pode contribuir para a incontinência. Pode ser pedido que a pessoa tussa com a bexiga cheia para detectar se há incontinência de esforço. Pode ser pedido às mulheres que repitam esse procedimento durante um exame pélvico para verificar se ao apoiar algumas estruturas pélvicas (com os dedos do médico) elimina-se o vazamento de urina.

Exames

Frequentemente, as descobertas feitas durante o exame físico podem ajudar os médicos a determinar a causa ou identificar os fatores que contribuem para a incontinência. Entretanto, alguns exames são frequentemente necessários para que se possa fazer um diagnóstico firme. Os exames rotineiros incluem

O exame urodinâmico inclui cistometria, exame de taxa de fluxo urinário e cistometrografia, e é feito quando a avaliação clínica e os exames acima não revelam a causa da incontinência.

  • A cistometria é feita para confirmar a incontinência de urgência e para determinar se a causa é bexiga hiperativa. Um cateter de bexiga é colocado através da uretra. O médico mede o quanto de água pode ser injetado na bexiga até a pessoa desenvolver uma sensação de urgência ou contrações da bexiga.

  • O pico da taxa de fluxo urinário é medido nos homens para determinar se a incontinência é causada por obstrução da saída da bexiga (normalmente causada por doença da próstata). Os homens urinam em um dispositivo especial (urofluxômetro) que mede a velocidade do fluxo de urina e quanta urina é liberada.

  • A cistometrografia é feita se todas as outras avaliações não revelarem a causa da incontinência. A cistometrografia é um exame que mede as pressões da bexiga quando ela está cheia com vários volumes de água. A cistometrografia é frequentemente feita com a eletromiografia, um exame que pode avaliar a função do esfíncter. Em certos centros com equipamentos especializados, a força de contração da bexiga também pode ser medida ao mesmo tempo que o esfíncter e outras pressões da bexiga.

Apesar do exame urodinâmico, os resultados nem sempre predizem a resposta ao tratamento medicamentoso ou avaliam a importância relativa de causas múltiplas.

Tratamento

  • Tratamento de causas específicas

  • Algumas vezes, medicamentos para tratar certos de tipos de incontinência

  • Medidas gerais para reduzir a inconveniência da incontinência

A causa específica da incontinência frequentemente pode ser tratada. Também há medidas gerais que os médicos podem sugerir para todas as pessoas para reduzir a inconveniência da incontinência.

Quando um medicamento causa um problema, os médicos podem prescrever um medicamento diferente ou alterar a dosagem para fornecer alívio (por exemplo, a dose do diurético pode ser programada para que haja um banheiro por perto quando o medicamento fizer efeito). Entretanto, as pessoas devem conversar com o médico antes de parar de tomar o medicamento ou de alterar a quantidade ou dose.

Os medicamentos frequentemente são úteis para alguns tipos de incontinência, mas devem ser complementares e não substituir as medidas gerais. Os medicamentos incluem aqueles que relaxam o músculo da parede da bexiga e aqueles que aumentam o tônus do esfíncter. Os medicamentos que relaxam o esfíncter urinário podem ser usados para tratar a obstrução da saída em homens com incontinência de urgência ou por transbordamento.

Medidas gerais

Independentemente do tipo e causa da incontinência, algumas medidas gerais são normalmente úteis.

  • Modificação da ingestão de líquido

  • Treinamento da bexiga

  • Exercícios dos músculos pélvicos

A ingestão de líquidos pode ser limitada a certos horários (por exemplo, antes de sair ou três a quatro horas antes de se deitar). Os médicos podem sugerir que as pessoas evitem líquidos que irritem a bexiga (como líquidos contendo cafeína). Entretanto, as pessoas devem beber de 1.500 a 2.000 ml (de 48 a 64 onças) de líquido por dia porque a urina concentrada irrita a bexiga.

O treinamento da bexiga é uma técnica em que a pessoa segue uma programação fixa para urinar enquanto está acordada. O médico trabalha com a pessoa para estabelecer uma programação de micção a cada duas ou três horas e reduz a urgência de urinar em outros horários (por exemplo, relaxando e respirando profundamente). À medida que a pessoa se torna mais capaz de reduzir a urgência de urinar, o intervalo é gradualmente aumentado. Uma técnica similar, chamada de micção solicitada, pode ser usada por aqueles que cuidam de pessoas com demência ou outro problema cognitivo. Nela, pergunta-se à pessoa se ela precisa urinar e se fica úmida ou seca em intervalos específicos.

Exercícios dos músculos pélvicos (exercícios de Kegel) são frequentemente eficazes, especialmente para a incontinência de esforço. As pessoas devem estar certas de que exercitam os músculos corretos, os músculos ao redor da uretra e reto que param o fluxo da urina. Os músculos são fortemente apertados por um a dois segundos e, em seguida, relaxados por cerca de dez segundos. Os exercícios são repetidos cerca de dez vezes, três vezes por dia. As pessoas ficam gradualmente capazes de aumentar o tempo que os músculos ficam apertados até a contração ser mantida por cerca de dez segundos a cada vez. Como pode ser difícil aprender a controlar os músculos corretamente, os médicos podem precisar fornecer instruções ou recomendar o uso de biofeedback ou estímulo elétrico (uma versão eletrônica dos exercícios do assoalho pélvico em que uma corrente elétrica é usada para estimular os músculos corretamente).

Tabela
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Alguns medicamentos usados para tratar a incontinência urinária

Medicamento

Como funciona

Comentários

Para fraqueza do esfíncter urinário ou músculos pélvicos (incompetência de saída da bexiga) causando incontinência de esforço.

Duloxetina

Ajuda a fortalecer as contrações do esfíncter urinário

Não tão estudado como muitos dos outros medicamentos

Não aprovado para esse uso nos Estados Unidos

Imipramina (antidepressivo tricíclico)

Ajuda a fortalecer as contrações do esfíncter urinário e a relaxar a bexiga hiperativa (um efeito anticolinérgico*)

Também usados para a bexiga hiperativa e incontinência de urgência

 A FDA aprovou como terapia temporária para reduzir a incontinência noturna (enurese) em crianças a partir de 6 anos de idade

Pseudoefedrina (um estimulante alfa-adrenérgico)

Ajuda a fortalecer as contrações do esfíncter urinário

Pode causar ansiedade, insônia e, nos homens, incapacidade de urinar

Medicamentos de venda livre usados primariamente como descongestionantes

Para obstrução da saída da bexiga nos homens, causando incontinência de urgência ou de transbordamento

Bloqueadores alfa-adrenérgicos:

  • Alfuzosina

  • Doxazosina

  • Prazosina

  • Silodosina

  • Tansulosina

  • Terazosina

Ajuda a relaxar o esfíncter urinário

Tende a aumentar a velocidade do fluxo da urina e ajuda a bexiga a esvaziar-se completamente

Pode diminuir a pressão arterial ou causar fadiga

Inibidores da 5-alfa redutase:

  • Dutasterida

  • Finasterida

Ajuda a diminuir a próstata expandida

Pode levar semanas ou meses para ser eficaz

Algumas vezes diminui a libido ou contribui para a disfunção erétil

Inibidor da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5):

  • Tadalafila

Os médicos não estão certos de como este medicamento afeta uma próstata aumentada

Dose baixa tomada diariamente (também usada para tratar a disfunção erétil)

Para a bexiga hiperativa com incontinência de urgência ou de esforço

Darifenacina

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos do músculo da parede da bexiga (efeitos anticolinérgicos )

Diciclomina

Relaxa os músculos involuntários

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos musculares (efeitos anticolinérgicos*)

Não tão estudado como muitos dos outros medicamentos

Fesoterodina

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos do músculo da parede da bexiga (efeitos anticolinérgicos )

Não tão estudado como muitos dos outros medicamentos

Hiosciamina

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos musculares (efeitos anticolinérgicos*)

Não tão estudado como muitos dos outros medicamentos

Imipramina (antidepressivo tricíclico)

Ajuda a fortalecer as contrações do esfíncter urinário

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos musculares da parede da bexiga (um efeito anticolinérgico*)

Particularmente útil para incontinência durante a noite

Mirabegrona (um estimulante beta-adrenérgico)

Relaxa a parede da bexiga

Não tão estudado como muitos dos outros medicamentos

Pode aumentar a pressão arterial

Toxina onabotulínica A

(um tipo de toxina botulínica)

Bloqueia a atividade do nervo no músculo da bexiga que faz com que ela se contraia involuntariamente

Injetado na parede da bexiga através de um cistoscópio inserido na bexiga

Usado para tratar a incontinência em adultos com bexiga hiperativa causada por um distúrbio neurológico (como esclerose múltipla) quando outros medicamentos são ineficazes ou têm efeitos colaterais em excesso

Oxibutinina

Muitos efeitos, como relaxamento dos músculos involuntários e efeitos anticolinérgicos*, que incluem o aumento da capacidade de enchimento da bexiga e diminuição dos espasmos dos músculos da parede da bexiga

Pode ser o medicamento mais eficaz

Disponível como comprimido, adesivo para a pele e gel

Solifenacina

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos do músculo da parede da bexiga (efeitos anticolinérgicos )

Tolterodina

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos do músculo da parede da bexiga (efeitos anticolinérgicos )

Tróspio

Aumenta a capacidade de enchimento da bexiga e diminui os espasmos musculares (efeitos anticolinérgicos*)

Para músculos da parede da bexiga fracos com incontinência por transbordamento

Betanecol

Ajuda os músculos da parede da bexiga a contraírem-se

Normalmente ineficaz

Pode causar rubor, cólicas abdominais e frequência cardíaca aumentada

*Efeitos anticolinérgicos (como boca seca, constipação e, algumas vezes, visão turva ou confusão) podem ser desconfortáveis, particularmente em idosos.

Esses medicamentos têm efeitos anticolinérgicos que visam o sistema urinário, de modo que eles tendem a ter menos efeitos colaterais anticolinérgicos que outros medicamentos com os mesmos efeitos.

Incontinência de urgência

A meta é relaxar os músculos da parede da bexiga. O treinamento da bexiga, os exercícios de Kegel e as técnicas de relaxamento são tentadas em primeiro lugar. Biofeedback também pode ser tentado. Com a urgência para urinar, a pessoa pode tentar relaxar ficando em pé ou sentada ou apertando os músculos pélvicos. Os dois medicamentos mais comumente usados são oxibutinina e tolterodina. A oxibutinina está disponível como um adesivo para a pele ou gel para pele ou como pílula. Medicamentos mais novos incluem mirabegrona, fesoterodina, solifenacina, darifenacina e tróspio.

Se outros tratamentos são ineficazes para incontinência de urgência, tratamentos adicionais podem ser tentados, como estímulos elétricos suaves dos nervos sacrais por um dispositivo similar a um marca-passo, instilação dos produtos químicos na bexiga (quando a causa é um distúrbio da medula espinhal ou do cérebro) ou, raramente, cirurgia.

Incontinência ao esforço

O tratamento normalmente começa com treinamento da bexiga e exercícios de Kegel. Evitar esforços físicos que causam perda de urina (por exemplo, levantamento de peso) e perda de peso pode ajudar a controlar a incontinência. Pseudoefedrina pode ser útil em mulheres com incompetência da saída da bexiga. Imipramina pode ser usada para esforço misto e incontinência de urgência ou para cada um deles, separadamente. Duloxetina também é usada para a incontinência de esforço. Se a incontinência de esforço é causada por uretrite atrófica ou vaginite, creme de estrogênio é frequentemente eficaz. Para as pessoas com incontinência de esforço, costuma ser útil urinar frequentemente para evitar que a bexiga se encha.

Para incontinência de esforço que não é aliviada com medicamentos e medidas comportamentais, a cirurgia ou dispositivos como pessários podem ser úteis. O procedimento de tipoia vaginal cria uma rede de suporte para ajudar a evitar que a uretra se abra durante a tosse, espirro ou risada. Mais comumente, uma tipoia é criada a partir de malha sintética. Os implantes de malha são eficazes, mas poucas pessoas com implantes de malha têm complicações. Alternativamente, os médicos podem criar uma tipoia usando o tecido da parede abdominal ou perna. Nos homens com incontinência de esforço, uma tipoia de malha ou um implante de esfíncter urinário artificial pode ser colocado ao redor da uretra para evitar o vazamento de urina.

Incontinência por transbordamento

O tratamento depende da causa, se é obstrução da saída da bexiga, músculos da parede da bexiga fracos ou ambos. Para a incontinência por transbordamento causada por obstrução de saída da bexiga, tratamentos específicos podem ajudar a aliviar a obstrução (por exemplo, cirurgia ou medicamentos para a doença da próstata, cirurgia para cistocele e dilatação ou colocação de stent para estreitamento da uretra).

Para incontinência por transbordamento causada por músculos fracos da parede da bexiga, os tratamentos podem incluir a redução da quantidade de urina na bexiga por inserção intermitente de um cateter de bexiga ou, raramente, inserção de um cateter que permanece na bexiga. A meta é reduzir o tamanho da bexiga, permitindo que suas paredes recuperem um pouco da capacidade de evitar o transbordamento. Outras medidas podem ajudar a esvaziar a bexiga após a micção. Podem incluir tentar urinar novamente após a micção ter terminado (chamada esvaziamento duplo) pressão no final da micção e/ou pressão sobre o baixo-ventre ao final da micção. Ocasionalmente, o estímulo elétrico pode ser usado para ajudar a esvaziar a bexiga mais completamente.

Informações essenciais para idosos: Incontinência urinária

Embora a incontinência seja mais comum entre os idosos, não é uma parte normal do envelhecimento.

Com a idade, a capacidade da bexiga diminui, a capacidade de retardar a micção diminui, contrações da bexiga involuntárias ocorrem com mais frequência e as contrações da bexiga enfraquecem. Dessa forma, a micção se torna mais difícil de retardar e tende a ser incompleta. Os músculos, ligamentos e tecido conjuntivo da pélvis enfraquecem, contribuindo para a incontinência. Nas mulheres na pós-menopausa, os níveis de estrogênio levam à ureterite atrópica, à vaginite atrópica e à diminuição de força do esfíncter uretral. Nos homens, o tamanho da próstata aumenta, obstruindo parcialmente a uretra e levando ao esvaziamento incompleto da bexiga e distensão do músculo da bexiga. Essas alterações ocorrem em muitos idosos continentes e normais e podem facilitar a incontinência, mas não a causa.

A incontinência reduz enormemente a qualidade de vida, causando vergonha, isolamento e depressão. A incontinência é, frequentemente, uma razão pela qual as pessoas requerem cuidado em instalação de cuidados de longo prazo. A urina irrita a pele, contribuindo para a formação de úlceras de decúbito em pessoas que estão acamadas ou restritas a uma cadeira de rodas. Os idosos com incontinência de urgência estão em risco maior de sofrerem quedas e fraturas quando correm para o banheiro.

Os medicamentos mais eficazes para muitos tipos de incontinência têm efeitos anticolinérgicos ( Anticolinérgicos: O que isso significa?). Esses efeitos, como constipação, boca seca, visão turva e, algumas vezes, até mesmo confusão, pode ser particularmente complicado nos idosos.

Pontos-chave

  • A incontinência é comum e pode enormemente reduzir a qualidade de vida de uma pessoa, de forma que as pessoas devem ser avaliadas por um médico.

  • Embora a incontinência seja mais comum entre os idosos, não é uma consequência normal do envelhecimento.

  • Algumas causas são reversíveis, mesmo se duradouras.

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