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Deficiência de alfa 1-antitripsina

Por

Robert A. Wise

, MD, Johns Hopkins University School of Medicine

Última revisão/alteração completa mai 2020| Última modificação do conteúdo mai 2020
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Recursos do assunto

A deficiência de alfa 1-antitripsina é um distúrbio hereditário no qual a falta ou baixo nível da enzima alfa 1-antitripsina danifica os pulmões e o fígado.

  • A deficiência de alfa 1-antitripsina é causada por uma mutação genética hereditária.

  • Bebês podem desenvolver icterícia e lesão hepática.

  • Pode haver o desenvolvimento de cirrose durante a infância.

  • Adultos comumente desenvolvem enfisema com falta de ar, sibilos e tosse; alguns adultos desenvolvem cirrose.

  • Testes que medem a quantidade de enzima no sangue e que detectam as mutações genéticas são utilizados para o diagnóstico.

  • Pessoas com enfisema tomam medicamentos para melhorar a respiração e, às vezes, recebem infusões de alfa 1-antitripsina por via intravenosa.

  • Algumas pessoas precisam de transplantes de fígado ou pulmão.

A alfa 1-antitripsina é uma enzima produzida pelo fígado, que inibe a ação de outras enzimas chamadas proteases. As proteases quebram proteínas como parte da reparação do tecido normal. A alfa 1-antitripsina protege os pulmões dos efeitos prejudiciais das proteases.

A deficiência de alfa 1-antitripsina resulta de uma mutação herdada no gene que controla a produção e a libertação da enzima. Existem muitos subtipos de deficiência de alfa 1-antitripsina, mas, em todos, os níveis de enzima ativa no sangue são insuficientes ou a enzima é estruturalmente anormal (e, portanto, funciona mal), ou ambos. As pessoas brancas são afetadas com maior frequência do que as pessoas negras ou de ascendência asiática ou hispânica.

Os problemas mais comuns causados pela deficiência são

Se a enzima for estruturalmente anormal, ela pode se aglutinar no fígado, causando disfunção hepática. Em algumas pessoas, a disfunção hepática leva à cirrose e a um aumento do risco de câncer hepático.

Baixos níveis de alfa 1-antitripsina permitem que as proteases danifiquem os pulmões, resultando em enfisema. O enfisema é mais comum (e pior) em pessoas que fumam. O enfisema em não fumantes pode ser causado por deficiência de alfa 1-antitripsina.

Distúrbios de outros órgãos às vezes ocorrem. Esses distúrbios incluem a inflamação da gordura sob a pele (paniculite), hemorragia de risco à vida, aneurismas, colite ulcerativa, vasculite e doença renal.

Sintomas

Os sintomas podem aparecer durante a primeira infância ou na idade adulta. Cerca de 10 a 20% das pessoas afetadas têm sintomas durante a infância. Bebês afetados desenvolvem coloração amarelada da pele e do branco dos olhos (icterícia) e um aumento do fígado durante a primeira semana de vida. A icterícia desaparece em cerca de dois a quatro meses de idade. No entanto, cerca de 20% desses bebês desenvolvem cirrose mais tarde e alguns morrem antes de atingirem a idade adulta.

Adultos comumente desenvolvem enfisema, com falta de ar, dificuldade respiratória, tosse e sibilos aumentando progressivamente. O enfisema raramente se desenvolve antes dos 25 anos. Ele se desenvolve mais cedo e é mais grave em fumantes do que em não fumantes. A gravidade dos sintomas também varia dependendo da forma da deficiência, de outros distúrbios presentes, da exposição ambiental a substâncias irritantes do pulmão e de outros fatores. Se as pessoas nunca fumaram, os sintomas tendem a ser moderados e a maioria tem uma expectativa de vida normal.

Mesmo se não tiveram problemas de fígado durante a infância, cerca de 10% dos adultos desenvolvem cirrose, que pode, por fim, levar ao câncer hepático.

As pessoas com paniculite têm protuberâncias dolorosas e sensíveis ou manchas descoloridas na parte inferior do abdômen, nádegas e coxas. As protuberâncias podem ser duras ao toque.

Diagnóstico

Suspeita-se de deficiência de alfa 1-antitripsina nos seguintes casos:

  • Crianças que apresentam sintomas típicos

  • Fumantes que desenvolvem enfisema antes dos 45 anos

  • Não fumantes que desenvolvem enfisema em qualquer idade

  • Pessoas com uma doença hepática inexplicada

  • Pessoas que desenvolvem paniculite

  • Pessoas com histórico familiar de enfisema ou cirrose sem explicação

  • Pessoas com histórico familiar de deficiência de alfa 1-antitripsina

Como a deficiência é hereditária, os médicos costumam perguntar se algum membro da família teve enfisema ou cirrose sem causa conhecida.

A deficiência é frequentemente confirmada por teste genético, que também pode determinar a forma específica da deficiência. Os médicos também costumam fazer exames de sangue para medir o nível de alfa-1 antitripsina.

Tratamento

Enfisema

As pessoas que fumam são aconselhadas a parar. Os broncodilatadores, medicamentos que relaxam os músculos ao redor das pequenas vias aéreas e, portanto, alargam as vias aéreas, como albuterol, podem ajudar a facilitar a respiração e aliviar a tosse. As infecções pulmonares que se desenvolvem são tratadas prontamente.

A alfa 1-antitripsina pode ser administrada por via intravenosa para substituir a enzima deficiente. Ela é coletada a partir de um grupo de doadores e triada para identificação da presença de distúrbios transmitidos pelo sangue. Assim, ela é cara e é mais benéfica para as pessoas que têm apenas sintomas moderados de enfisema e não fumam. Acredita-se que esse tratamento evita danos adicionais, mas não reverte o dano já causado.

Se as pessoas têm menos de 60 anos de idade e têm sintomas graves, pode ser feito um transplante pulmonar. Alguns centros médicos às vezes fazem transplantes em pessoas altamente selecionadas na faixa dos 70 anos. Às vezes, alguns centros médicos também fazem cirurgia de redução do volume pulmonar.

Lesão hepática

Tomar alfa 1-antitripsina não trata nem previne lesão hepática, pois estas são causadas pela produção de uma enzima anormal, e não por deficiência enzimática. Se o fígado estiver gravemente lesionado, pode ser feito transplante de fígado. O fígado transplantado não se danifica porque a alfa 1-antitripsina que produz é normal e, assim, não se acumula no fígado.

Paniculite

Os médicos podem administrar corticosteroides, antimaláricos ou certos antibióticos (tetraciclinas) para aliviar a inflamação. Porém, a eficácia desses medicamentos não é clara.

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