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Câncer da tireoide

Por

Jerome M. Hershman

, MD, MS, David Geffen School of Medicine at UCLA

Última revisão/alteração completa ago 2019| Última modificação do conteúdo ago 2019
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A causa do câncer da tireoide é desconhecida, mas a tireoide é muito sensível à radiação, o que pode provocar alterações cancerosas. O câncer da tireoide é mais frequente em pessoas que foram tratadas com radiação na cabeça, pescoço ou peito, principalmente por quadros clínicos não cancerosos (benignos) quando eram crianças (embora a radioterapia de quadros clínicos não cancerosos não seja mais usada).

Nódulos tireoidianos

Em vez de fazer com que a tireoide toda aumente, o câncer normalmente provoca o crescimento de pequenas massas (nódulos) na tireoide. No entanto, a maioria dos nódulos tireoidianos não é cancerosa (malignos). Um nódulo tem mais probabilidade de ser canceroso se ​​

  • For sólido, em vez de cheio de líquido (cístico)

  • Não estiver produzindo hormônio tireoidiano

  • For firme

  • Estiver crescendo rapidamente

  • Ocorrer em um homem

O primeiro sinal de câncer da tireoide normalmente é uma saliência indolor no pescoço. Um câncer maior pode pressionar tecidos adjacentes no pescoço, causando rouquidão, tosse ou dificuldade para respirar.

Quando o médico encontra um nódulo na tireoide, ele pede vários exames. Os primeiros exames são geralmente os exames de função da tireoide, nos quais são medidos os níveis sanguíneos do hormônio estimulante da tireoide (TSH) e dos hormônios tireoidianos T4 (tiroxina ou tetraiodotironina) e T3 ( triiodotironina). Às vezes, são realizados exames para detectar anticorpos contra a tireoide.

Se estes exames mostrarem uma tireoide hiperativa (hipertireoidismo), um exame de imagem da tireoide é feito para determinar se o nódulo está produzindo hormônios tireoidianos. Os nódulos que estão produzindo hormônios (nódulos “quentes”) quase nunca são cancerosos. Se os exames não indicarem hipertireoidismo ou tireoidite de Hashimoto, ou se os nódulos não forem “quentes”, o médico normalmente faz uma biópsia com agulha fina.

Em uma biópsia com agulha fina, uma amostra do nódulo é removida por uma agulha fina e em seguida examinada em microscópio. Esse procedimento não é muito doloroso, é realizado no consultório médico e pode incluir o uso de anestesia local e ultrassonografia para guiar a colocação da agulha.

A ultrassonografia é realizada para determinar qual o tamanho do nódulo, se é sólido ou está cheio de líquido, e se outros nódulos estão presentes.

Tipos de câncer da tireoide

Existem quatro tipos gerais de câncer da tireoide:

  • Papilar

  • Folicular

  • Medular

  • Anaplásico

Câncer papilar da tireoide

O câncer papilar da tireoide é o tipo mais frequente e representa entre 80% e 90% de todos os casos de câncer da tireoide. O câncer papilar é aproximadamente três vezes mais frequente em mulheres do que em homens. O câncer papilar é mais comum entre 30 e 60 anos, mas cresce e se espalha mais rapidamente em idosos. A pessoa que recebeu radioterapia no pescoço, geralmente devido a um quadro clínico não canceroso na infância ou devido a outro câncer na idade adulta, corre um risco maior de ter câncer papilar.

O câncer papilar cresce na tireoide, mas às vezes se espalha (passa por metástase) até os gânglios linfáticos adjacentes. Caso não seja tratado, o câncer papilar pode se espalhar para locais mais distantes.

O câncer papilar é quase sempre curável. Uma grande parte ou toda a tireoide costuma ser removida no caso de nódulos maiores (sobretudo os que medem mais de 4 centímetros). O iodo radioativo é frequentemente administrado para eliminar qualquer tecido tireoidiano ou câncer remanescente. O hormônio tireoidiano também é administrado em grandes doses para suprimir o crescimento de qualquer tecido tireoidiano remanescente.

Os nódulos que medem menos de 4 centímetros são retirados juntamente com o tecido tireoidiano imediatamente circundante (lobectomia e istmusectomia), apesar de muitos especialistas recomendarem a retirada completa da tireoide (tireoidectomia). Os médicos vêm sugerindo com uma frequência cada vez maior a prática de vigilância ativa para pessoas com carcinomas papilares da tireoide muito pequenos (com menos de 1 cm) que não estão propensos a se espalhar até os tecidos próximos. Durante a vigilância ativa, a pessoa faz um ultrassom da tireoide a cada seis meses para detectar uma eventual disseminação do câncer.

Câncer folicular da tireoide

O câncer folicular da tireoide é responsável por aproximadamente 10% de todos os casos de câncer da tireoide e é mais frequente em idosos. O câncer folicular também é mais frequente em mulheres do que em homens.

Muito mais maligno do que o câncer papilar, o câncer folicular tende a se espalhar (passar por metástase) por meio da corrente sanguínea, espalhando células cancerosas para várias partes do corpo.

O tratamento do câncer folicular requer extração cirúrgica da maior parte da tireoide possível e a eliminação de qualquer tecido tireoidiano remanescente, inclusive metástases, se houver, com iodo radioativo. Normalmente, ele é curável, mas com menos frequência do que o câncer papilar.

Câncer medular da tireoide

Aproximadamente 4% dos casos de câncer da tireoide são de câncer medular da tireoide, que também começa na tireoide, mas em um tipo de célula diferente daquela que produz o hormônio tireoidiano. A origem desse câncer está na célula C, que normalmente é dispersada por toda a tireoide e secreta o hormônio calcitonina, que ajuda a controlar o nível de cálcio na corrente sanguínea. O câncer produz quantidades excessivas de calcitonina. Como o câncer medular da tireoide também produz outros hormônios, ele pode provocar sintomas não habituais.

Esse câncer tende a se espalhar (passar por metástase) por meio dos vasos linfáticos aos nódulos linfáticos e por meio do sangue ao fígado, pulmões e ossos. O câncer medular da tireoide pode surgir juntamente com outros tipos de câncer endócrino, constituindo a denominada síndrome neoplásica endócrina múltipla.

O tratamento requer remoção cirúrgica da tireoide. Talvez seja necessário realizar outras cirurgias para determinar se o câncer se espalhou até os gânglios linfáticos. O iodo radioativo não é utilizado no tratamento desse tipo de câncer. Mais de dois terços das pessoas com câncer medular da tireoide que faz parte da síndrome neoplásica endócrina múltipla serão curados.

Uma vez que o câncer medular da tireoide costuma ser um mal de família, as pessoas realizam exames genéticos para identificar a mutação no gene que causa o câncer. Caso uma mutação seja identificada, é possível que o médico recomende que os membros da família realizem mais exames, sendo que a tireoide de alguns deles pode até mesmo ser removida antes que um câncer da tireoide possa aparecer.

Câncer anaplásico da tireoide

O câncer anaplásico da tireoide é responsável por aproximadamente 2% dos casos de câncer da tireoide e é mais frequente em mulheres idosas. Esse câncer cresce muito rapidamente e normalmente causa o crescimento de uma massa grande e dolorosa no pescoço. Ele também tende a se espalhar por todo o corpo.

Aproximadamente 80% das pessoas com câncer anaplásico morrem no prazo de um ano, mesmo recebendo tratamento. O tratamento do câncer anaplásico pode incluir cirurgia para remover a glândula tireoide (e, às vezes, o tecido circundante), radioterapia, quimioterapia ou uma combinação. O tratamento com quimioterapia e radioterapia antes e depois da cirurgia tem curado algumas pessoas (por exemplo, pessoas com pequenos tumores que não se espalharam). O iodo radioativo não é útil no tratamento desse tipo de câncer.

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