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Considerações gerais sobre transfusões de sangue

Por

Ravindra Sarode

, MD, The University of Texas Southwestern Medical Center

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
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Uma transfusão de sangue é a transferência de sangue ou de um dos seus componentes de uma pessoa saudável (um doador) para uma pessoa doente (um receptor). As transfusões são administradas para aumentar a capacidade do sangue de transportar oxigênio, restaurar a quantidade de sangue no corpo (volume sanguíneo) e corrigir problemas de coagulação.

Nos Estados Unidos, são administradas cerca de 21 milhões de transfusões de sangue a cada ano. Os receptores habituais de transfusões incluem

  • Pessoas que sofreram lesões

  • Pessoas submetidas a cirurgia

  • Pessoas que estão recebendo tratamento contra câncer (por exemplo, leucemia)

  • Pessoas que estão recebendo tratamento contra outras doenças (como as doenças do sangue anemia falciforme e talassemia)

Nos Estados Unidos, a Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (Food and Drug Administration, FDA) regula de maneira rigorosa a coleta, o transporte e o armazenamento de sangue e dos seus componentes. Esses regulamentos foram desenvolvidos para proteger tanto o doador quanto o receptor. Muitas autoridades sanitárias estaduais e municipais, assim como organizações como a Cruz Vermelha norte-americana (consulte Exigências de elegibilidade) e a AABB (anteriormente conhecida como Associação Norte-Americana de Bancos de Sangue), mantêm padrões adicionais. Devido a esses regulamentos, doar e receber sangue é muito seguro.

Contudo, as transfusões ainda representam riscos para o receptor, como reações alérgicas, febre e calafrios, excesso de volume sanguíneo e infecções bacterianas e virais. Embora a possibilidade de contrair AIDS, hepatite ou outras infecções através de transfusões seja remota, os médicos estão muito cientes desses riscos e solicitam transfusões somente quando não há alternativa. Antes de solicitar uma transfusão (exceto numa emergência), os médicos explicam os riscos das transfusões às pessoas e pedem que elas assinem um documento no qual afirmam que entendem os riscos e dão seu consentimento para a transfusão (o chamado termo de consentimento livre e esclarecido).

Em casos raros, alguns doadores também podem desenvolver efeitos colaterais após a doação, incluindo vertigem, hipotensão arterial, náusea e formigamento/dormência no local da inserção da agulha para a coleta de sangue.

Tipagem sanguínea

As pessoas têm diferentes tipos sanguíneos. O que determina o tipo sanguíneo é a presença de certos antígenos (moléculas complexas de açúcar ou proteína que podem desencadear uma resposta imune) na superfície dos glóbulos vermelhos. Os antígenos de células sanguíneas incluem antígenos dos grupos sanguíneos A e B e fator Rh.

Os quatro tipos sanguíneos principais são A, B, AB e O (distribuição na população geral)

  • A: o antígeno A (mas não o B) está presente. (40%)

  • B: o antígeno B (mas não o A) está presente. (10%)

  • AB: os antígenos A e B estão presentes. (5%)

  • O: nem o antígeno A nem o B estão presentes. (45%)

Além disso, o sangue pode ser Rh positivo (o fator Rh está presente na superfície dos glóbulos vermelhos, 85% das pessoas) ou Rh negativo (o fator Rh está ausente, 15% das pessoas).

Normalmente, quando as pessoas não têm o antígeno A e/ou o antígeno B, elas possuem anticorpos de ocorrência natural contra o antígeno ou os antígenos que elas não possuem. Pessoas com sangue do tipo A, por exemplo, possuem o anticorpo anti-B de ocorrência natural e as pessoas com sangue do tipo O (que não têm nem o antígeno A nem o B) possuem os anticorpos de ocorrência natural anti-A e anti-B. Além dos antígenos A e B, há diversos outros antígenos de grupos sanguíneos presentes nos glóbulos vermelhos. Contudo, as pessoas não possuem anticorpos de ocorrência natural contra esses antígenos. Esses anticorpos se desenvolvem somente se as pessoas forem expostas a esses antígenos por transfusão.

Alguns tipos de sangue são muito mais comuns que outros. Nos Estados Unidos, os tipos sanguíneos mais comuns em brancos são O positivo (37%) e A positivo (33%), seguidos dos tipos B positivo (9%), O negativo (8%), A negativo (7%), AB positivo (3%), B negativo (2%) e AB negativo (1%).

Tipos sanguíneos compatíveis

Uma transfusão de sangue é mais segura quando o tipo sanguíneo do sangue transfundido combina com o tipo sanguíneo e com o fator Rh do receptor (em outras palavras, quando os tipos sanguíneos são compatíveis). Assim, antes de uma transfusão, os bancos de sangue fazem um teste chamado prova cruzada no sangue do doador e no do receptor. Esse teste minimiza a probabilidade de uma reação perigosa ou possivelmente fatal.

Além disso, é verificado se existem certos anticorpos a glóbulos vermelhos no sangue do receptor. Tais anticorpos podem causar uma reação ao sangue transfundido.

Contudo, em uma emergência, todas as pessoas podem receber glóbulos vermelhos do tipo O. Assim, pessoas com sangue do tipo O são conhecidas como doadores universais. As pessoas com sangue do tipo AB podem receber glóbulos vermelhos de doadores com qualquer tipo sanguíneo e são conhecidas como receptores universais.

Receptores cujo sangue é Rh negativo devem receber sangue de doadores Rh negativo (exceto em emergências com risco à vida), mas os receptores cujo sangue é Rh positivo poderão receber sangue Rh positivo ou Rh negativo.

Tipos sanguíneos compatíveis

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