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Insuficiência venosa crônica e síndrome pós-flebite

Por

James D. Douketis

, MD, McMaster University

Última revisão/alteração completa out 2019| Última modificação do conteúdo out 2019
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A

insuficiência venosa crônica se caracteriza por uma lesão nas veias da perna que não permite que o sangue flua normalmente. A síndrome pós-flebite é uma insuficiência venosa crônica decorrente de um coágulo de sangue nas veias.

  • A insuficiência venosa crônica pode provocar desconforto e inchaço nas pernas e erupção, descoloração e/ou úlceras na pele.

  • A síndrome pós-flebite é uma insuficiência venosa crônica decorrente de um coágulo de sangue nas veias (trombose venosa profunda).

  • Os médicos usam ultrassonografia duplex para estabelecer o diagnóstico.

  • Manter a perna elevada, usar meias de compressão e tratar cuidadosamente qualquer ferimento são medidas necessárias para o tratamento.

Cerca de 5% das pessoas nos Estados Unidos têm insuficiência venosa crônica. A síndrome pós-flebite pode manifestar-se em 20% a 50% das pessoas com trombose venosa profunda, geralmente no prazo de um a dois anos.

Causas

O sangue retorna das pernas por meio de veias superficiais e profundas. A contração dos músculos da perna empurra o sangue pelas veias profundas. As válvulas das veias mantêm o sangue fluindo para cima no sentido do coração. A insuficiência venosa crônica ocorre quando algo dilata as veias e/ou danifica suas válvulas. Essas alterações reduzem o fluxo sanguíneo nas veias e aumentam a pressão dentro delas. O aumento da pressão e o baixo fluxo de sangue causam retenção de líquido nas pernas e outros sintomas.

A causa mais comum de insuficiência venosa crônica é

Um coágulo de sangue pode causar insuficiência venosa crônica porque o tecido cicatricial do coágulo pode danificar as válvulas nas veias. Como a trombose venosa profunda às vezes também é chamada flebite, a insuficiência venosa crônica pode ser chamada de síndrome pós-flebite.

Outros fatores de risco para a insuficiência venosa crônica incluem

  • Lesão nas pernas

  • Envelhecimento

  • Ficar sentado ou em pé por longos períodos

  • Gravidez

Válvulas de sentido único nas veias

As válvulas de sentido único são compostas por dois folhetos (cúspides) cujas margens se unem. Elas ajudam as veias a transportar o sangue de volta ao coração. Quando o sangue se desloca para o coração, ele faz com que as cúspides se abram como portas giratórias de sentido único (representadas à esquerda). Se a gravidade puxar o sangue para trás momentaneamente ou se sangue começar a se acumular em uma veia, as cúspides são empurradas e se fecham imediatamente, impedindo o fluxo retrógrado (mostrado à direita).

Válvulas de sentido único nas veias

Síndrome pós-flebite

Nem toda pessoa que tem um coágulo de sangue na perna desenvolve síndrome pós-flebite. As pessoas que têm mais risco após um coágulo de sangue na perna incluem as que tiverem tido

  • Diversos episódios de coágulos de sangue na mesma perna

  • Um coágulo de sangue na parte superior da perna e/ou na região pélvica

Obesos também podem correr mais risco de síndrome pós-flebite.

Sintomas

As pessoas com insuficiência venosa crônica têm inchaço (edema) nas pernas que normalmente é pior no final do dia, pois o sangue precisa fluir para cima contra a gravidade quando a pessoa está em pé ou sentada. Durante a noite, o edema desaparece porque as veias se esvaziam bem quando as pernas estão em posição horizontal. O inchaço pode não originar outros sintomas, porém, algumas pessoas sentem as pernas pesadas, latejantes, cansadas, volumosas e com formigamento.

Veias varicosas podem estar presentes.

A pele da parte interna do tornozelo fica descamada e pruriginosa, podendo ganhar um tom vermelho escuro. Essa alteração da cor é causada pelos glóbulos vermelhos que escapam das veias inchadas (distendidas) para a pele. A pele despigmentada é vulnerável e mesmo uma pequena lesão, como um arranhão ou uma pancada, pode rompê-la, resultando em uma úlcera. Também podem surgir úlceras sem nenhuma lesão conhecida, normalmente na parte interior do tornozelo. No geral, elas são apenas levemente desconfortáveis. Caso sejam muito doloridas, existe a chance de elas estarem infectadas.

Exemplos de problemas cutâneos na insuficiência venosa crônica

Se o edema for grave e persistente, forma-se um tecido cicatricial que retém líquido nos tecidos. Por conseguinte, a panturrilha aumenta de tamanho de modo permanente e endurece. Nesses casos, há maior probabilidade de que se desenvolvam úlceras e de que estas cicatrizem menos facilmente.

Diagnóstico

  • Avaliação do médico

  • Algumas vezes, ultrassonografia

A insuficiência venosa crônica pode ser diagnosticada com base em sua aparência e seus sintomas.

Em alguns casos, os médicos fazem uma ultrassonografia das pernas para confirmar se o edema não é causado por trombose venosa profunda.

Prevenção

Perder peso, praticar exercícios regulares e reduzir a quantidade de sódio na dieta podem ajudar a manter a pressão arterial baixa nas veias das pernas.

Pessoas que tiverem tido trombose venosa profunda devem tomar anticoagulantes para prevenir a síndrome pós-flebite. As meias de compressão não previnem o desenvolvimento de insuficiência venosa crônica, mas são úteis para o tratamento.

Tratamento

O tratamento envolve

  • Elevação das pernas

  • Compressão com uso de faixas compressoras devidamente aplicadas, meias de compressão graduada e/ou dispositivos de compressão pneumática intermitente

  • Cuidado de ferimentos

A elevação das pernas acima da altura do coração diminui a pressão nas veias e deve ser feita por 30 minutos ou mais, ao menos três vezes ao dia.

A compressão é eficaz e é usada em todas as pessoas para ajudar a reduzir o inchaço e o desconforto. Inicialmente, são usadas faixas elásticas. Assim que o edema diminuir e as úlceras começarem a melhorar, é possível passar ao uso de meias de compressão graduada comerciais. Essas meias estão disponíveis com diferentes quantidades de pressão (maior pressão nos tornozelos e menores pressões na parte superior da perna). As de maior pressão são mais eficazes para problemas graves, embora sejam mais desconfortáveis. Elas devem ser colocadas ao acordar, antes que o edema piore com a atividade, e precisam ser usadas por todo o dia. Muitas pessoas têm dificuldade de usar as meias com regularidade. Elas podem achar as meias pouco atraentes. Pessoas mais jovens ou mais ativas consideram as meias irritantes ou restritivas. Idosos podem ter dificuldade para vesti-las.

A compressão pneumática intermitente (CPI) usa uma bomba que infla e desinfla meias plásticas pneumáticas repetidamente. A CPI comprime o sangue e o líquido para fora da parte inferior da perna, o que pode ser incômodo. A terapia por CPI é utilizada quando as meias de compressão não são eficazes ou quando a pessoa não consegue tolerá-las.

O cuidado de ferimentos é importante para curar úlceras das pernas. Existem diversos revestimentos que podem ser deixados abaixo das meias de compressão por vários dias ou até uma semana. A bota de Unna consiste em uma bandagem impregnada com pasta à base de óxido de zinco. Outros curativos possuem superfícies hidratantes que propiciam a cura da lesão e promovem o crescimento de novo tecido.

Medicamentos e cirurgia não melhoram a insuficiência venosa crônica, embora o enxerto de pele seja o último recurso para úlceras que não foram curadas por outros métodos. No entanto, a pele enxertada apresentará novas úlceras, a menos que a pessoa afetada mantenha a perna elevada e siga de forma consistente as instruções de compressão.

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