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Vasa previa

Por

Antonette T. Dulay

, MD, Main Line Health System

Última modificação do conteúdo jun 2019
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Vasa previa ocorre quando as membranas que contêm vasos sanguíneos fetais que ligam o cordão umbilical e a placenta se sobrepõem ou têm 2 cm do óstio cervical interno.

Vasa previa pode ocorrer isoladamente (ver figura Vasa previa) ou com anomalias placentárias, como a inserção de um cordão vilamentoso. Na inserção do cordão vilamentoso, os vasos do cordão umbilical atravessam a parte da membrana coriônica em vez de diretamente para a placenta. Assim, os vasos sanguíneos não são protegidos pela geleia de Wharton dentro do cordão, tornando a hemorragia fetal mais provável de ocorrer quando as membranas fetais se rompem.

A prevalência é cerca de 1/2500 a 5000 partos. A taxa de mortalidade fetal pode se aproximar de 60% se vasa previa não é diagnosticada antes do nascimento.

Vasa previa

Vasa previa

Sinais e sintomas

A manifestação clássica de vasa previa é sangramento indolor vaginal, ruptura das membranas e bradicardia fetal.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia transvaginal

Deve-se suspeitar do diagnóstico de vasa previa com base na apresentação ou nos resultados da ultrassonografia pré-natal de rotina. Na apresentação, o padrão da frequência cardíaca fetal, geralmente sinusoidal, geralmente não é tranquilizador. Em geral, o diagnóstico é confirmado por ultrassonografia transvaginal. Os vasos fetais pode ser vistos dentro das membranas passando diretamente ou perto do óstio cervical interno. Mapeamento para o fluxo com Doppler colorido pode ser usado como um adjuvante.

Vasa previa deve ser distinguida da apresentação cervical (prolapso com o cordão umbilical entre a parte de apresentação e óstio cervical interno), em que os vasos sanguíneos fetais envolvidos com a geleia de Wharton podem ser visto abrangendo a cérvice. Na apresentação funicular, ao contrário da vasa previa, o cordão umbilical se afasta da cérvice durante a avaliação ultrassonográfica; na vasa previa, o cordão permanece fixo no local.

Tratamento

  • Monitoramento pré-natal para detectar compressão no cordão

  • Cesariana

O tratamento pré-natal da vasa previa é controverso, em parte porque não há ensaios clínicos randomizados suficientes. Na maioria dos centros, a cardiotocografia é feita duas vezes por semana a partir das 28 a 30 semanas. O objetivo é detectar compressão do cordão umbilical. Internação para monitoramento contínuo ou para cardiotocografia a cada 6 a 8 horas em aproximadamente 30 a 32 semanas é muitas vezes oferecida.

Usam-se corticoides para acelerar a maturidade pulmonar fetal.

Em geral, indica-se cesariana se qualquer dos seguintes ocorrer:

  • Ruptura prematura das membranas

  • O sangramento vaginal continua

  • O estado fetal é preocupante

Se nenhum desses problemas está presente e o trabalho de parto não ocorreu, os médicos podem programar a cesariana. Sugeriu-se cesariana entre 34 e 37 semanas, mas o momento certo do parto é controverso; algumas evidências favorecem o parto em 34 e 35 semanas.

Pontos-chave

  • Vasa previa pode ser acompanhada por outras anormalidades placentárias, como a inserção velamentosa, que aumenta o risco de hemorragia fetal quando as membranas fetais se rompem.

  • Suspeitar de vasa previa com base nos sintomas (sangramento vaginal indolor, ruptura das membranas, bradicardia fetal) e/ou achados durante a ultrassonografia pré-natal de rotina.

  • Fazer ultrassonografia transvaginal para confirmar vasa previa e para distingui-la (cordão umbilical fixo) da apresentação funicular (cordão móvel).

  • Verificar a compressão do cordão usando cardiotocografia, possivelmente 2 vezes por semana a partir da 28ª a 30ª semanas.

  • Fazer cesariana programada de emergência ou, se ocorrer ruptura prematura das membranas, sangramento vaginal continuo, ou o estado fetal é preocupante, fazer cesariana de emergência.

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