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Penfigoide gestacional

(Herpes gestacional)

Por

Antonette T. Dulay

, MD, Main Line Health System

Última modificação do conteúdo jun 2019
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Penfigoide gestacional é uma erupção polimórfica vesiculobolhosa que ocorre durante a gestação ou pós-parto. O diagnóstico é clínico ou por biópsia de pele. O tratamento é feito com corticoterapia tópica ou sistêmica.

O penfigoide gestacional parece ser fenômeno autoimune, provavelmente causado por anticorpos do tipo IgG direcionados para antígeno de 180 kD na zona da membrana basal da epiderme. Embora anteriormente chamado herpes gestacional (porque o exantema lembra a aparência vesicobolhosa decorrente da infecção pelo vírus do herpes simples), essa doença não é causada por herpesvírus.

O penfigoide gestacional ocorre em 1/2.000 a 50.000 gestações; normalmente inicia durante o 2º ou 3º trimestre, mas pode começar durante o 1º trimestre, ou imediatamente após o parto. Em geral, recorre em gestações subsequentes e ocorre após o uso de contraceptivos orais em aproximadamente 25% das mulheres. Recidivas são comuns em 24 a 48 horas pós-parto e podem ocorrer durante as subsequentes menstruações ou ovulações.

A maioria dos fetos não é afetada; no entanto, lesões temporárias ocorrem em < 5% dos neonatos nascidos de mães com penfigoide gestacional. Os riscos, incluindo mortalidade do feto, são aumentados após o parto prematuro e em crianças que são pequenas para a idade gestacional.

Sinais e sintomas

O exantema é muito pruriginoso. As lesões, normalmente, começam em torno do umbigo e, em seguida, tornam-se generalizadas. Vesículas e bolhas são as lesões mais específicas; placas eritematosas podem se desenvolver. As palmas das mãos, plantas dos pés, tronco, região glútea e extremidades podem ser afetadas, mas, normalmente, a face e as mucosas permanecem ilesos.

O exantema eritematoso piora durante o trabalho de parto ou imediatamente após o parto em até 75% das mulheres, regredindo em poucas semanas ou meses.

Os neonatos podem ter placas ou vesículas eritematosas que se resolvem espontaneamente em poucas semanas.

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

  • Algumas vezes, biópsia com imunofluorescência direta

O penfigoide gestacional pode ser clinicamente confundido com outras erupções pruriginosas da gestação, em particular, pápulas e placas pruriginosas urticariformes da gestação. O penfigoide gestacional pode ser distinguido porque, normalmente, começa na área periumbilical; as pápulas e placas pruriginosas urticariformes, geralmente, começam nas estrias.

O exame por imunofluorescência direta da pele perilesional é diagnóstico. Detecta uma banda linear de C3 na zona da membrana basal.

Como os riscos fetais são maiores, testes anteparto (p. ex., cardiotocografia) são recomendados.

Tratamento

  • Corticoides tópicos ou, para sintomas graves, orais

Para os sintomas leves, os corticoides tópicos podem ser eficazes (p. ex., creme de triancinolona acetonida a 0,1% administrado 6 vezes ao dia). Prednisona (p. ex., 40 mg VO uma vez ao dia) alivia sintomas moderados e graves, e previne novas lesões; a dose é diminuída até que novas lesões apareçam, mas pode ser aumentada, caso os sintomas se acentuem (p. ex., durante o trabalho de parto). Corticoterapia por via oral, administrada no final da gestação, não parece ser prejudicial ao feto.

Anti-histamínicos orais não sedativos também podem ser usados para aliviar o prurido.

Pontos-chave

  • Penfigoide gestacional provavelmente tem uma etiologia autoimune, embora o exantema lembre o exantema vesicobolhoso devido à infecção por vírus do herpes simples.

  • A maioria dos fetos não é afetada.

  • Tentar diferenciar o exantema com base em critérios clínicos (p. ex., sua aparência inicial na área periumbilical).

  • Tratar as mulheres com corticoides tópicos ou, se os sintomas forem graves, corticoides orais.

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