Fibrose e calcificação pleurais são, geralmente, sequelas benignas de inflamação pleural ou exposição ao amianto.
Fibrose e calcificação pleurais podem ser:
Pós-inflamatórias
Suspeitam-se e diagnosticam-se esses distúrbios com base em exames de imagem. O tratamento da fibrose e da calcificação geralmente é desnecessário. Raramente, áreas muito grandes e sintomáticas de fibrose exigem remoção cirúrgica.
Pós-inflamatórias
A inflamação pleural comumente acarreta espessamento pleural agudo em decorrência da fibrose. Causas comuns de inflamação pleural incluem infecção não tratada, efeitos adversos de medicamentos (p. ex., metisergida), condições autoimunes (p. ex., pleurite reumatoide ou doença IgG4), e exposições incluindo amianto (doença pleural benigna por amianto). Em alguns casos, o espessamento e a fibrose irão se resolver amplamente, especialmente se a doença subjacente for tratada (p. ex., drenagem adequada e antibióticos na infecção pleural). Alguns pacientes permanecem com graus pequenos de espessamento pleural, que habitualmente não provoca sintomas ou comprometimento da função pulmonar. Em outros casos, pode haver fibrose pleural e espessamento de longo prazo, progressivo e cada vez mais sintomático. Ocasionalmente, o pulmão é envolto por uma espessa camada fibrosa na pleura, que limita sua expansão ("pulmão encarcerado"), traciona o mediastino para o lado da doença e compromete a função pulmonar.
A radiografia de tórax mostra assimetria dos pulmões com pleura espessada (pulmão aprisionado). A diferenciação entre espessamento localizado da pleura e líquido pleural loculado pode ser difícil na radiografia, mas essa diferenciação é facilmente feita com TC.
Imagem cedida por cortesia de David W. Cugell, MD.
A fibrose pleural após inflamação pode, ocasionalmente, se calcificar. A calcificação acarreta imagem densa na radiografia de tórax e quase sempre envolve a pleura visceral. As calcificações pós-inflamatórias são invariavelmente unilaterais.
Relacionada a amianto
A exposição ao amianto pode causar fibrose pleural focal, semelhante à placa, às vezes, com calcificação, ocorrendo ≥ 20 anos após a exposição inicial.
Imagem cedida por cortesia de Najib M. Rahman, BMBCh MA (oxon) DPhil.
Normalmente, o diagnóstico é realizado por radiografia de tórax. O diâmetro das placas pode variar de alguns milímetros a 10 cm. Qualquer superfície pleural ou pericárdica pode ser comprometida, mas as placas pleurais relacionadas com amianto encontram-se geralmente nos dois terços inferiores do tórax e são bilaterais. Na maioria das vezes, a calcificação afeta a pleura diafragmática e parietal e poupa os sulcos costofrênicos e os ápices. A calcificação pode ser a única evidência de exposição. A fibrose pleural densa em torno de todo o pulmão e > 1 cm de espessura também pode seguir a exposição ao amianto.



