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Hemofiltração contínua e hemodiálise

Por

L. Aimee Hechanova

, MD, Texas Tech University

Última modificação do conteúdo ago 2019
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Procedimentos de hemofiltração e hemodiálise contínuos filtram e dialisam o sangue sem interrupção. (Ver em Visão geral da terapia de substituição renal outras terapias de substituição renal.) A principal vantagem é a capacidade de remover grandes volumes de líquido evitando-se episódios de hipotensão causados por hemodiálise intermitente e sua remoção intermitente de grandes volumes de líquidos. Em consequência, esses procedimentos são indicados para tratar pacientes com lesão renal aguda que estão hemodinamicamente instáveis e/ou que necessitam receber grandes volumes de líquidos (p. ex., pacientes com insuficiência de múltiplos órgãos ou choque que necessitam de hiperalimentação e/ou vasopressores intravenosos).

Na hemofiltração contínua, água e solutos até 20.000 dáltons de peso molecular são filtrados do sangue por convecção através de uma membrana permeável; o filtrado é desprezado e o paciente necessita receber infusões de água e eletrólitos fisiologicamente equilibrados. O circuito de diálise pode ser acrescentado ao filtro para melhorar a depuração de solutos. Os procedimentos podem ser

  • Arteriovenosa

  • Venovenosa

Nos procedimentos arteriovenosos, a artéria femoral é canulada e a pressão arterial empurra o sangue através do filtro para a veia femoral. As velocidades de filtração são tipicamente baixas, em especial nos pacientes hipotensos. (Ver Fístula arteriovenosa.)

Nos procedimentos venovenosos contínuos, é necessária uma bomba para dirigir o sangue de uma grande veia (femoral, subclávia, ou jugular interna) através do circuito de diálise e de volta para a circulação venosa. Utiliza-se um cateter com duplo lúmen; o sangue é retirado e devolvido para a mesma veia.

A via arteriovenosa tem a vantagem de um sistema simples sem a necessidade de uma bomba, mas pode fornecer fluxos de sangue não confiáveis em pacientes hipotensos. As vantagens da via venovenosa incluem melhor controle da pressão arterial e da velocidade de filtração com remoção mais suave de líquidos. Além disso, a via venovenosa requer canulação de um único vaso. Nenhum procedimento é comprovadamente mais eficaz que o outro.

Os dois procedimentos requerem anticoagulação, mais comumente regional do que sistêmica. Com a anticoagulação regional com citrato, o sangue que sai do paciente é infundido com citrato, que se liga ao cálcio para prevenir a coagulação; o cálcio é então reinfundido à medida que o sangue retorna da máquina para o paciente. Esse método evita as complicações da heparinização sistêmica. Entretanto, nem todos os pacientes podem receber citrato (1).

Referência

  • Acute Kidney Injury Work Group: KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes) clinical practice guideline for acute kidney injury. Kidney Int Suppl 2(1):89-115, 2012.

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