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Tireoidite subaguda

(Tireoidite de Quervain; tireoidite de células gigantes; tireoidite granulomatosa)

Por

Jerome M. Hershman

, MD, MS,

  • Distinguished Professor of Medicine Emeritus
  • David Geffen School of Medicine at UCLA
  • Endocrinology Consultant
  • West Los Angeles VA Medical Center

Última modificação do conteúdo mai 2019
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A tireoidite subaguda é uma inflamação aguda da tireoide provavelmente causada por um vírus. Os sintomas incluem febre e dor na tireoide. É comum o hipertireoidismo inicial, às vezes seguido por um período transitório de hipotireoidismo. O diagnóstico é clínico e por exames de função tireoidiana. O tratamento se com altas doses de anti-inflamatórios não esteroides ou corticoides. Essa doença habitualmente sofre resolução espontânea em alguns meses.

História de infecção viral das vias respiratórias superiores é comum. Os estudos histológicos demonstram menos inflamação linfocitária da tireoide do que na tireoidite de Hashimoto ou na tireoidite linfocítica silenciosa, mas ocorre infiltração característica de células gigantes, linfócitos polimorfonucleares e ruptura folicular.

Sinais e sintomas

Sente-se dor na região anterior do pescoço e febre. A dor no pescoço caracteristicamente se desvia de um lado para outro e pode se estabelecer em uma área, muitas vezes irradiando-se para a mandíbula e as orelhas. Em geral, é confundida com dor de dente, faringite ou otite, agravando-se pela deglutição e ao virar a cabeça. Sintomas de hipertireoidismo são comuns no início da doença, em decorrência da liberação dos hormônios nos folículos rompidos. Ocorre mais lassidão e prostração que em outras doenças da tireoide. No exame físico, a tireoide está assimetricamente aumentada, firme e dolorosa.

Diagnóstico

  • Achados clínicos

  • T4 livre e TSH

  • Velocidade de hemossedimentação (VHS)

  • Captação de radioiodo

O diagnóstico é primariamente clínico, baseado no achado de aumento e dor na tireoide em pacientes com história clínica compatível. Em geral realizam-se exames da tireoide, com medida de TSH e, pelo menos, de T4 livre. Para confirmar o diagnóstico, deve-se medir a captação de radioiodo.

Os achados laboratoriais iniciais na doença incluem aumento de T4 e T3 livres, diminuição do TSH e da captação de radioiodo pela tireoide (em geral 0) e VHS elevado. Depois de várias semanas, a tireoide é depletada de seus depósitos de T4 e T3 e ocorre hipotireoidismo transitório acompanhado de diminuição de T4 e T3 livres, elevação do TSH e recuperação da captação de iodo pela tireoide. Pode haver anticorpos tireoidianos fracamente positivos. A medida de T4, T3 e TSH com intervalos de 2 a 4 semanas identifica os estágios da doença.

Quando o diagnóstico for incerto, a biópsia por punção da tireoide com agulha fina é útil. Ultrassonografia de tireoide com Doppler colorido mostra múltiplas áreas sonolucentes e redução do fluxo sanguíneo, em contraste com o aumento de fluxo na doença de Graves.

Prognóstico

A tireoidite subaguda é autolimitada, geralmente desaparecendo em alguns meses; às vezes, reincide e pode causar hipotireoidismo permanente, quando a destruição folicular é extensa.

Tratamento

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

  • Às vezes, corticoides, um betabloqueador ou ambos.

O desconforto é tratado com altas doses de ácido acetilsalicílico ou AINEs. Nos casos com sintomas moderados, os corticoides (p. ex., prednisona 15 a 30 mg VO uma vez ao dia, com redução gradual da dose em 3 a 4 semanas) erradicam todos os sintomas em 48 horas.

Sintomas incômodos do hipertireoidismo podem ser tratados com betabloqueador de curta duração. Se o hipotireoidismo for pronunciado ou persistir, reposição hormonal da tireoide pode ser necessária, raramente de forma permanente.

Pontos-chave

  • As manifestações da tireoidite subaguda costumam ser febre, faringite e aumento da tireoide com dor à palpação.

  • Os pacientes são inicialmente hipertireóidicos, com níveis baixos do hormônio estimulante da tiroide (TSH) e T4 livre elevado; então, às vezes, eles se tornam transitoriamente hipotireóidicos, com TSH elevado e T4 livre baixo.

  • O tratamento é com anti-inflamatórios não esteroides mais, algumas vezes, corticoides e/ou um betabloqueador.

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