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Líquen escleroso

Por

Shinjita Das

, MD, Harvard Medical School

Última modificação do conteúdo nov 2018
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É uma dermatose inflamatória de causa desconhecida, possivelmente autoimune, que geralmente afeta a região anogenital.

Os sinais iniciais são: fragilidade da pele, erosão e às vezes, bolhas. As lesões causam prurido leve a grave. Quando em crianças, pode ser confundido com abuso sexual. Com o tempo, o tecido envolvido se torna atrófico, fino, hipopigmentado (pode haver manchas por hiperpigmentação secundária), fissuras e descamação. Há formas hiperqueratóticas e fibróticas.

Nos casos graves e de longa evolução, há deformidade e cicatrizes ou absorção na morfologia normal da região anogenital. Em mulheres, essa deformidade pode levar à destruição total dos pequenos lábios e clitóris. Em homens, ocorre fimose ou fusão do prepúcio ao sulco balanoprepucial.

Manifestações do líquen escleroso

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

  • Às vezes, biópsia

O diagnóstico do líquen escleroso geralmente se baseia na aparência, especialmente em casos avançados; mas biópsia deve ser feita em qualquer dermatose anogenital que não desaparece com tratamento convencional leve (p. ex., hidrocortisona tópica, fármaco antifúngico). É extremamente importante realizar biópsia em qualquer área que se torna espessada ou ulcerada porque líquen escleroso está associado ao aumento da frequência do carcinoma espinocelular.

Tratamento

  • Corticoides tópicos

O tratamento do líquen escleroso consiste em corticoides tópicos potentes (fármacos que de outro modo devem ser usados com extrema cautela nessa região). A doença geralmente é intratável, assim tratamento e acompanhamento a longo prazo são necessários.

Monitorar carcinoma de células escamosas e disfunção sexual e fornecer suporte psicológico são indicados.

Pontos-chave

  • O líquen escleroso pode causar hematoma anogenital, prurido ou bolhas inicialmente, atrofia e cicatrização mais tarde.

  • O risco de carcinoma de células escamosas subsequente é maior.

  • Considerar o diagnóstico com qualquer dermatose anogenital persistente e em crianças com dermatoses anogenital.

  • Tratar com corticosteroides tópicos de alta potência e a longo prazo, acompanhamento cuidadoso e suporte sexual e psicológico.

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