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Erisipela

Por

Wingfield E. Rehmus

, MD, MPH, University of British Columbia

Última modificação do conteúdo fev 2021
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Erisipela é um tipo de celulite Celulite É uma infecção bacteriana aguda da pele e tecido subcutâneo, geralmente causada por estreptococos ou estafilococos. Sinais e sintomas são dor, calor, eritema de rá... leia mais Celulite superficial com acometimento dos linfáticos dérmicos. O diagnóstico é clínico. O tratamento é com antibióticos por via oral ou IV.

Erisipela é caracterizada clinicamente por lesões em placas, elevadas, enduradas e sensíveis com margens bem delimitadas. Febre alta, calafrios e mal-estar frequentemente acompanham a erisipela. Há também uma forma bolhosa.

Manifestações da erisipela

É, geralmente, causada por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (ou raramente do grupo C ou G) e ocorre com mais frequência nas pernas e face. Todavia, outras agentes têm sido incriminados, incluindo Staphylococcus aureus (incluindo S. aureus resistente à meticilina [SARM]), Klebsiella pneumoniae, Haemophilus influenzae, Escherichia coli, Staphylococcus warneri, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes e Moraxella spp.

A erisipela pode ser recorrente e resultar em linfedema crônico. Complicações da erisipela comuns podem ser tromboflebite, abscessos e gangrena.

Diagnóstico das erisipelas

Tratamento de erisipela

  • Antibióticos orais ou IV

  • Terapia oral de rotina de primeira linha: penicilina V, 500 mg 4 vezes ao dia por ≥ 2 semanas.

  • Terapia oral alternativa (p. ex., para pacientes alérgicos à penicilina): eritromicina 500 mg por via oral 4 vezes ao dia, por 10 dias (mas a resistência a macrolídios nos estreptococos está aumentando)

  • Tratamento parenteral de primeira linha (para os casos graves): penicilina G 1,2 milhão de unidades IV a cada 6 horas, seguida de tratamento oral após 36 a 48 horas com penicilina V 500 mg 4 vezes ao dia

  • Tratamento parenteral alternativo (em caso de alergia à penicilina): ceftriaxona 1 g IV a cada 24 horas ou cefazolina 1 a 2 g IV a cada 8 horas, seguida de tratamento oral após 36 a 48 horas com eritromicina 500 mg 4 vezes ao dia por 5 a 10 dias

  • Infecções por S. aureus sensíveis à meticilina: dicloxacilina, 500 mg por via oral 4 vezes ao dia, por 10 dias

A duração do tratamento é determinada principalmente pela resposta clínica, em vez de haver um intervalo fixo.

Na Europa têm sido constatados bons resultados com pristinamicina e roxitromicina em casos de erisipela.

SARM não é comum em pacientes com erisipela; adicionar antibióticos com cobertura para SARM geralmente tem benefício adicional limitado. Entretanto, se SARM for identificado por meio de cultura ou se existir forte suspeita de SARM, pode-se adicionar um antibiótico apropriado, como clindamicina, sulfametoxazol/trimetoprima, linezolida, doxiciclina ou vancomicina.

Repouso no leito e a elevação das pernas são úteis para a erisipela. O desconforto local deve ser aliviado com compressas frias e analgésicos. Infecções fúngicas nos pés representam a porta de entrada para a infecção, portanto precisam ser tratadas para evitar recidivas. O tratamento de compressão (usando, por exemplo, curativo com bota de Unna e meias de compressão) também pode ajudar a tratar as erisipelas nos membros inferiores.

Referência sobre o tratamento

Pontos-chave

  • Considerar erisipela em caso de placas brilhantes, elevadas, enduradas e sensíveis que têm margens distintas, particularmente se houver sinais sistêmicos (p. ex., febre, calafrios, mal-estar).

  • Tratar a erisipela com penicilina oral ou, em pacientes alérgicos à penicilina, eritromicina; em casos graves, utilizar penicilina parenteral ou, em pacientes alérgicos à penicilina, ceftriaxona ou cefazolina.

  • Tratar infecções por S. aureus sensíveis à meticilina com dicloxacilina, mas tratar suspeita de SARM com clindamicina oral ou sulfametoxazol/trimetoprima ou vancomicina ou linezolida parenteral.

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