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Escoliose

Por

Frank Pessler

, MD, PhD, Braunschweig, Germany

Última revisão/alteração completa mar 2019| Última modificação do conteúdo mar 2019
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A escoliose é a curvatura anômala da coluna.

  • Ela pode estar presente no nascimento ou se desenvolver durante a adolescência.

  • Formas leves podem causar apenas leve desconforto, mas formas mais graves podem causar dores crônicas ou afetar órgãos internos.

  • O diagnóstico se baseia em um exame e em radiografias.

  • Nem todas as formas de escoliose pioram, mas aquelas que o fazem devem ser tratadas assim que possível para prevenir uma deformação grave.

  • Órteses ou cirurgia podem ser necessárias para endireitar a coluna.

A escoliose é relativamente comum e ocorre em 2 a 4% das crianças com dez a dezesseis anos de idade. Meninos e meninas são igualmente afetados. Contudo, nas meninas a escoliose tem dez vezes mais chances de progredir e exigir órteses ou cirurgia.

A escoliose pode ser causada por fatores hereditários, defeitos congênitos ou lesões ou surgir em uma idade mais avançada, com frequência no início da adolescência. Geralmente, não é possível identificar a causa (um quadro clínico denominado escoliose idiopática). A coluna, em geral, se desvia para a direita quando a curvatura está na parte superior das costas e para a esquerda quando ela se encontra na parte inferior das costas. O resultado é que o ombro direito fica, geralmente, mais alto que o esquerdo. Um dos quadris pode ficar mais alto do que o outro. O tórax pode não ser simétrico. A escoliose costuma surgir em crianças com cifose. Essa combinação é chamada cifoescoliose.

Escoliose: uma coluna vertebral encurvada

Escoliose: uma coluna vertebral encurvada

Sintomas

A escoliose leve em geral não causa nenhum sintoma. Às vezes as costas ficam doloridas e rígidas depois de a criança ter ficado sentada ou de pé por muito tempo. Podem acabar se seguindo dores leves ou mais intensas.

A escoliose leve pode ser descoberta durante um exame físico de rotina. Um dos pais, um professor ou um médico podem suspeitar de escoliose quando a criança tem um ombro que parece mais alto que o outro ou quando a roupa cai de um lado.

Diagnóstico

  • Radiografias

Para diagnosticar a escoliose, o médico pede à criança que se incline para frente e observa a coluna vertebral de trás, visto que a curvatura anômala da coluna é detectada mais facilmente nessa posição. Radiografias mostram os ângulos exatos da curvatura. O tamanho da curvatura é definido como o ângulo entre duas linhas desenhadas em uma radiografia da coluna vertebral. Uma linha se estende da parte de cima da vértebra superior mais inclinada e a outra linha se estende da parte de baixo da vértebra inferior mais inclinada.

Caso o médico acredite que a escoliose pode piorar, é possível que ele examine a criança várias vezes por ano. Dispositivos especiais podem ser usados para medir a curvatura da coluna vertebral com maior precisão.

Prognóstico

Diversos fatores contribuem para a probabilidade de piora da escoliose. Quanto mais pronunciada a curva, maior a probabilidade de ela piorar. Além disso, a curva tende a piorar nos primeiros estágios da puberdade, quando o crescimento é acelerado. Do mesmo modo, quanto mais sintomas se desenvolverem, maior a probabilidade de a escoliose piorar. O agravamento da escoliose pode acabar causando problemas permanentes, como deformações perceptíveis ou dores crônicas. A escoliose grave pode até mesmo afetar órgãos internos como, por exemplo, através de deformação e danos aos pulmões. A escoliose pode ocasionalmente piorar mesmo sem o desenvolvimento de sintomas.

Na maioria das crianças com escoliose, a curvatura não progride, mas permanece pequena. No entanto, é necessário um acompanhamento regular por um médico. A escoliose que causa sintomas, que está piorando ou é grave pode necessitar de tratamento. Quanto mais cedo se iniciar o tratamento, maior é a possibilidade de prevenir uma deformação grave.

Tratamento

  • Uma órtese e fisioterapia

  • Às vezes, cirurgia

Uma órtese ou objeto adaptado para apoiar a coluna vertebral pode ser utilizado para manter a coluna vertebral reta. A criança também faz fisioterapia para prevenir a piora da deformação.

Nos casos mais graves, as vértebras precisam ser ligadas cirurgicamente (fusão espinhal). Uma barra de metal pode ser inserida durante a cirurgia para manter a coluna vertebral reta até as vértebras terem se soldado permanentemente. Menos de 10% das crianças precisam de tratamento significativo.

A escoliose e o seu tratamento frequentemente interferem na autoimagem e na autoestima dos adolescentes. Aconselhamento ou psicoterapia podem ser necessários.

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