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Filaríase linfática

Por

Richard D. Pearson

, MD, University of Virginia School of Medicine

Última revisão/alteração completa set 2020| Última modificação do conteúdo set 2020
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Recursos do assunto
  • As pessoas têm febre, linfonodos inchados, dor nos membros e na virilha e, se a infecção se tornar crônica, inchaço que pode ser constante e desfigurante.

  • A infecção é diagnosticada quando os médicos identificam as larvas dos vermes (microfilárias) em uma amostra de sangue.

  • As pessoas são geralmente tratadas com o medicamento dietilcarbamazina, o qual mata as larvas imaturas no sangue e alguns dos vermes adultos.

A filaríase linfática é uma infecção por filária que é uma causa comum de incapacidade permanente no mundo todo. Cerca de 120 milhões de pessoas estão infectadas e 40 milhões ficaram deformadas pela doença. No ano 2000, a Organização Mundial da Saúde lançou seu Programa global para eliminação da filaríase linfática. Como consequência, foi feito um progresso substancial para deter a disseminação da infecção por meio de tratamento anual, em larga escala, de pessoas elegíveis em áreas onde a infecção está presente. A filaríase linfática é causada por

  • Wuchereria bancrofti: em áreas tropicais e subtropicais da África, Ásia, do Pacífico e nas Américas, incluindo o Haiti.

  • Brugia malayi ou Brugia timori: no sul e sudeste da Ásia.

Transmissão de filaríase linfática

A filaríase linfática é transmitida quando um mosquito infectado pica uma pessoa e deposita larvas do verme na pele. As larvas se deslocam para o sistema linfático Considerações gerais sobre o sistema linfático O sistema linfático é uma parte vital do sistema imunológico. Ele inclui órgãos como o timo, a medula óssea, o baço, as amígdalas, o apêndice e as placas de Peyer no intestino delgado, que produzem... leia mais Considerações gerais sobre o sistema linfático onde amadurecem. Os vermes adultos podem ter de 4 a 10 cm de comprimento. Os adultos produzem milhões de larvas de vermes (chamadas microfilárias) que circulam na corrente sanguínea e no sistema linfático. A infecção é disseminada quando um mosquito pica uma pessoa infectada e depois pica outra pessoa.

Sintomas de filaríase linfática

Os sintomas de filaríase linfática são causados por vermes adultos. As microfilárias não causam sintomas e desaparecem aos poucos da corrente sanguínea depois que as pessoas deixam a área afetada.

Infecção (aguda) inicial

No início da infecção, as pessoas podem manifestar sintomas por quatro a sete dias. Elas podem apresentar febre, linfonodos inchados nas axilas e na virilha e dor nos membros e na virilha. Pode haver acúmulo de pus em uma perna e drenar para a superfície da pele, resultando em uma cicatriz.

A pele e os tecidos sob a pele ficam mais suscetíveis a infecções bacterianas porque os vermes bloqueiam os vasos linfáticos tornando o sistema imunológico Considerações gerais sobre o sistema imunológico O sistema imunológico foi concebido para defender o corpo contra invasores estranhos ou perigosos. Tais invasores incluem Micro-organismos (comumente chamados germes, como bactérias, vírus e... leia mais menos capaz de defender a pele e os tecidos adjacentes contra bactérias.

Muitas vezes, os sintomas desaparecem e depois retornam. Eles são mais graves quando as pessoas são expostas à infecção pela primeira vez.

Infecção crônica

Depois de muitos anos de infecção, os vasos linfáticos se dilatam. A maioria das pessoas não apresenta sintomas. Mas, em algumas pessoas, o inchaço aos poucos se torna permanente (crônico). As pernas são mais frequentemente afetadas, mas os braços, as mamas e os genitais também podem ser. Este inchaço (chamado linfedema Linfedema O linfedema é o acúmulo de linfa nos tecidos que resulta em um inchaço. Quando os vasos linfáticos sofrem lesão ou obstrução, o líquido linfático não consegue ser drenado e se acumula nos tecidos... leia mais Linfedema ) se desenvolve porque

  • Os vermes adultos vivem no sistema linfático e reduzem o fluxo de líquido linfático dos tecidos, fazendo o líquido voltar aos vasos linfáticos.

  • Os vermes desencadeiam uma resposta do sistema imunológico que produz inflamação e inchaço.

O inchaço torna a pele esponjosa. Ao pressionar a pele forma-se um sulco que não desaparece imediatamente (chamado marca na pele). O inchaço crônico pode tornar a pele dura e grossa (chamado elefantíase). Nos homens, o escroto pode inchar.

As infecções bacterianas e fúngicas da pele são comuns em pessoas com filaríase linfática. Essas infecções contribuem para o desenvolvimento da elefantíase das pernas e, ocasionalmente, dos braços e às vezes para o inchaço intenso do escroto.

Algumas pessoas têm leve dor articular e sangue na urina.

Menos comumente, os pulmões são afetados pelas microfilárias na corrente sanguínea, resultando em um distúrbio chamado eosinofilia pulmonar tropical. As pessoas podem ter febre baixa, sentir falta de ar, tossir ou emitir chiados. Se a infecção persistir, pode-se formar tecido cicatricial (fibrose) nos pulmões.

Diagnóstico de filaríase linfática

  • Exame de uma amostra de sangue

  • Exames de sangue

Os médicos diagnosticam filaríase linfática quando identificam microfilárias em uma amostra de sangue analisada ao microscópio. Quando é feita uma ultrassonografia, os vermes adultos podem ser vistos movendo-se nos vasos linfáticos dilatados.

Foram desenvolvidos exames de sangue que podem identificar rapidamente os sinais de infecção (tais com anticorpos contra o verme). (Anticorpos Anticorpos Uma das linhas de defesa do corpo (sistema imunológico) envolve glóbulos brancos (leucócitos) que se deslocam através da corrente sanguínea e penetram nos tecidos para detectar e atacar micro-organismos... leia mais Anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico para ajudar a defender o corpo contra um ataque específico, incluindo o de parasitas). No entanto, o valor dos exames de sangue é limitado, pois esses exames não permitem distinguir entre vermes que causam filaríase linfática e alguns outros vermes, nem entre infecção anterior e atual.

Prevenção de filaríase linfática

A melhor proteção contra filaríase linfática para pessoas é reduzir o número de picadas de mosquitos, procedendo da seguinte forma:

  • Usar repelentes contra insetos na pele exposta

  • Usar vestuário que tenha sido saturado com o inseticida permetrina

  • Usar camisas de mangas compridas e calças compridas

  • Usar mosquiteiros sobre as camas

Em áreas nas quais a filaríase linfática é comum, os programas anuais de tratamento em massa podem ajudar a prevenir a disseminação da infecção. O tratamento em massa reduz o número de microfilárias no sangue de pessoas infectadas e, dessa forma, previne a disseminação da infecção por mosquitos.

Tratamento de filaríase linfática

  • Dietilcarbamazina

  • Tratamento de efeitos de longo prazo

Tratamento de infecção aguda

Os sintomas iniciais breves geralmente desaparecem por si só. Não está claro se o tratamento previne ou diminui os efeitos de longo prazo da infecção.

Tratamento de infecção crônica

Normalmente, a filaríase linfática é tratada com dietilcarbamazina. Este medicamento é tomado por via oral por um ou doze dias. Ele mata as microfilárias e alguns vermes adultos.

Tratamento dos efeitos da infecção crônica

Os efeitos da infecção crônica são tratados.

Inchaço crônico requer cuidados meticulosos da pele. As pessoas precisam tomar cuidado para não lesionar a pele e limpar muito bem quaisquer cortes e arranhões pequenos. Esses cuidados ajudam a prevenir infecções bacterianas. O inchaço pode ser reduzido enrolando bandagens elásticas em torno do membro afetado ou elevando-o. Se a elefantíase, incluindo inchaço do escroto, for grave, pode ser feita uma cirurgia para melhorar a drenagem no sistema linfático.

Infecções bacterianas da pele são tratadas com antibióticos administrados por via oral. Os antibióticos podem desacelerar ou prevenir a progressão para elefantíase.

Para problemas relacionados aos pulmões, dietilcarbamazina, tomada por 14 a 21 dias, é eficaz. No entanto, a infecção reincide em cerca de um quarto das pessoas. Para elas, o tratamento precisa ser repetido.

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