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Terapia genética

Por

David N. Finegold

, MD, University of Pittsburgh

Última revisão/alteração completa out 2019| Última modificação do conteúdo out 2019
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Embora a terapia genética seja definida como qualquer tratamento que mude a função do gene, diz-se com frequência que é a inserção de genes normais nas células de uma pessoa que não apresenta esses genes devido a um distúrbio genético específico. Esta técnica é chamada de terapia de inserção gênica ou terapia de inserção de genes. Os genes normais podem ser fabricados, com o uso da reação em cadeia de polimerase (PCR), a partir do ácido desoxirribonucleico (DNA) normal doado por outra pessoa. Atualmente, é muito provável que a terapia de inserção de gene seja eficaz na prevenção ou cura das doenças causadas por um só gene, como a fibrose cística. (Consulte também Genes e cromossomos).

A transferência do DNA normal nas células de uma pessoa pode ser realizada por vários métodos.

Transfecção viral

Um método é usar um vírus, pois alguns deles podem inserir seu material genético no DNA humano. O DNA normal é inserido por uma reação química no vírus, o qual infecta (transfecta) as células da pessoa, transmitindo o DNA para o núcleo dessas células.

Uma das preocupações sobre a inserção com uso de vírus são as potenciais reações ao vírus, semelhantes a uma infecção. Além disso, o novo DNA normal pode ser "perdido" ou não ser incorporado nas novas células após algum tempo, o que levaria ao reaparecimento do distúrbio genético. Também, podem se desenvolver anticorpos contra o vírus, o que provocaria uma reação similar à rejeição de órgão transplantado.

Lipossomos

Outro método utiliza os lipossomos, que são bolsas microscópicas que contêm DNA e que, ao serem absorvidas pelas células da pessoa, fornecem o seu DNA ao núcleo da célula. Às vezes, esse método não funciona porque os lipossomos não são absorvidos nas células da pessoa, o novo gene não funciona como desejado, ou o novo gene pode até mesmo ser perdido.

Tecnologia antissentido

Um método diferente de terapia genética usa tecnologia antissentido. Na tecnologia antissentido, os genes normais não são inseridos. Em vez disso, os genes anormais são simplesmente desativados. Com o uso da tecnologia antissentido, os medicamentos podem ser combinados com partes específicas do DNA, o que evita o funcionamento dos genes afetados. Atualmente, a tecnologia antissentido está sendo testada no tratamento do câncer, mas ainda é muito experimental. Contudo, ela busca ter o potencial de ser mais eficaz e segura que a terapia de inserção de gene.

Modificação química

Outra abordagem à terapia genética é aumentar ou reduzir as atividades de alguns genes, ao modificar as reações químicas na célula que controla a expressão gênica. Por exemplo, a modificação de uma reação química, chamada metilação, pode mudar a função de um gene, o que provoca o aumento ou a diminuição da produção de algumas proteínas ou para produzir diferentes tipos de proteínas. Esses métodos estão sendo testados experimentalmente para tratar alguns cânceres.

Terapia de transplante

A terapia genética está sendo estudada experimentalmente na cirurgia de transplante. Ao alterar os genes dos órgãos transplantados para torná-los compatíveis com os genes do receptor, diminui-se a probabilidade de rejeição do órgão transplantado. Assim, o receptor pode não precisar receber medicamentos que suprimem o sistema imunológico, os quais podem apresentar efeitos colaterais sérios. Até hoje, entretanto, esse tipo de tratamento é geralmente malsucedido.

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