Transtorno de comportamento repetitivo focado no corpo

PorKatharine Anne Phillips, MD, Weill Cornell Medical College;
Dan J. Stein, MD, PhD, University of Cape Town
Revisado porMark Zimmerman, MD, South County Psychiatry
Revisado/Corrigido: modificado nov. 2025
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No transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo, a pessoa repetidamente realiza atividades que envolvem o próprio corpo, como roer as unhas, morder o lábio ou a bochecha, e tenta repetidamente parar de realizar as atividades.

  • É possível que a pessoa com transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo se sinta tensa ou ansiosa logo antes de roer as unhas ou morder o lábio, e é possível que esses comportamentos ajudem a aliviar essa sensação.

  • O médico diagnostica o transtorno quando a pessoa cutuca ou morde partes do corpo a ponto de causar lesões, tenta parar ou diminuir o hábito e não consegue, e seu comportamento lhe causa angústia significativa ou diminui sua capacidade funcional.

  • A terapia cognitivo-comportamental (terapia de reversão de hábito) que se concentra especificamente no transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo e N-acetilcisteína (NAC), memantina, inibidores seletivos de recaptação da serotonina ou clomipramina podem ajudar a reduzir os sintomas.

A pessoa com o transtorno de comportamento repetitivo focado no corpo cutuca, arranca ou puxa compulsivamente 1 ou mais partes do corpo. A pessoa pode roer as unhas, morder o lábio ou a bochecha ou ficar cutucando as unhas.

A mania de arrancar cabelos/pelos e o hábito de cutucar a pele (escoriação) envolvem comportamentos repetitivos focados no corpo. Eles são classificados como transtornos separados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR), mas como subtítulos do transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo no CID-11.

Sintomas

Algumas pessoas com transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo realizam essas atividades de forma mais ou menos automática, sem pensar. Outras têm mais consciência da atividade.

A pessoa não realiza esses comportamentos porque está obcecada ou preocupada com sua aparência (como é o caso do transtorno dismórfico corporal). No entanto, é possível que a pessoa se sinta tensa ou ansiosa logo antes de fazê-las, e o ato pode aliviar essa sensação. Depois disso, com frequência ela tem uma sensação de satisfação. É possível que a pessoa também se sinta angustiada pela perda do controle e tente repetidamente parar de realizar a atividade ou fazê-la com menos frequência, mas não consegue.

Se a pessoa morder ou cutucar muito as unhas, é possível que elas fiquem deformadas. Sulcos e arestas podem se formar nas unhas ou é possível que ocorra um acúmulo de sangue embaixo da unha causando o surgimento de mancha negra arroxeada. Outros comportamentos podem causar sangramento.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico com base em critérios de diagnóstico psiquiátrico padrão

O médico diagnostica o transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo com base nos seguintes sintomas:

  • Morder ou manipular uma parte do corpo, algumas vezes resultando em lesão corporal

  • Tentar repetidamente parar ou diminuir a frequência da atividade

  • Sentir-se muito angustiado ou sofrer redução da função devido à atividade

Tratamento

  • Terapia cognitivo-comportamental (geralmente treinamento de reversão de hábitos)

  • Às vezes, medicamento

A terapia cognitivo-comportamental com foco específico nesse transtorno pode diminuir os sintomas. O tipo de terapia cognitivo-comportamental mais amplamente recomendado é a terapia de reversão de hábito. Nessa terapia, a pessoa aprende a:

  • Ficar mais consciente do que está fazendo

  • Identificar situações que desencadeiam o comportamento repetitivo focado no corpo

  • Usar estratégias para ajudá-la a parar de realizar a atividade, por exemplo, substituindo a atividade por outra (por exemplo, cerrar os punhos, tricotar ou sentar-se sobre as mãos)

N-acetilcisteína, memantina, inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRSs) e clomipramina, todos usados para tratar a mania de arrancar cabelos/pelos e o hábito de cutucar a pele, são às vezes usados no transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo.

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