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Doença

Efeitos do envelhecimento sobre o sistema nervoso

Por

Kenneth Maiese

, MD, Rutgers University

Avaliado clinicamente mar 2021
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Cérebro Cérebro As funções do cérebro são tão admiráveis quanto misteriosas, dependendo de bilhões de células nervosas e da comunicação interna entre elas. É nele que pensamentos, crenças, recordações, comportamentos... leia mais Cérebro

O funcionamento do cérebro varia normalmente com a passagem dos indivíduos da infância à fase adulta, e depois à velhice. Na infância, a capacidade de pensar e raciocinar aumenta de forma constante, permitindo que a criança aprenda coisas cada vez mais complexas.

Durante a maior parte da vida adulta, o funcionamento do cérebro é relativamente estável.

Depois de uma determinada idade, que varia de acordo com a pessoa, o funcionamento do cérebro diminui. Algumas áreas do cérebro diminuem de tamanho em até 1% ao ano em algumas pessoas, mas sem qualquer perda da função. Assim, as alterações relacionadas à idade na estrutura cerebral nem sempre resultam em perda da função cerebral. No entanto, uma diminuição da função cerebral com o envelhecimento pode ser o resultado de numerosos fatores que incluem alterações em substâncias químicas do cérebro (neurotransmissores), alterações nas próprias células nervosas, substâncias tóxicas que se acumulam no cérebro ao longo do tempo e alterações herdadas. Aspectos distintos do funcionamento do cérebro podem ser afetados em ocasiões diferentes:

  • A memória a curto prazo e a capacidade de aprender coisas novas são afetadas de forma relativamente precoce.

  • As habilidades verbais, incluindo vocabulário e uso das palavras, podem começar a decair mais tarde.

  • O desempenho intelectual (capacidade de processar informações, independentemente da velocidade) é geralmente mantido na ausência de problemas neurológicos ou vasculares subjacentes.

O tempo de reação e de rendimento pode ser mais demorado, pois o cérebro processa os impulsos com maior lentidão.

Com o envelhecimento, o número de células nervosas Nervos O sistema nervoso periférico é composto por mais de 100 bilhões de células nervosas (neurônios) que percorrem todo o organismo como cabos, fazendo a ligação entre o cérebro e outras partes do... leia mais no cérebro pode diminuir, embora a perda varie muito em cada caso, dependendo da saúde da pessoa. Além disso, alguns tipos de memória são mais vulneráveis à perda, como a memória que mantém informações temporariamente. Contudo, o cérebro tem certas características que ajudam a compensar essas perdas.

  • Redundância: O cérebro tem mais células do que precisa para funcionar normalmente. A redundância também ajuda a compensar a perda de células nervosas, resultante do envelhecimento ou de doenças.

  • Formações de novas conexões: O cérebro compensa ativamente a redução de células nervosas relacionada à idade formando novas conexões entre as células nervosas remanescentes.

  • Produção de novas células nervosas: Algumas áreas do cérebro podem produzir novas células nervosas, especialmente após uma lesão cerebral ou um acidente vascular cerebral. Essas áreas incluem o hipocampo (que é envolvido na formação e restauração de memórias) e os gânglios basais (que coordenam e suavizam os movimentos).

As pessoas podem influenciar a velocidade de redução do funcionamento do cérebro. Por exemplo, o exercício físico parece reduzir a perda de células nervosas em áreas do cérebro envolvidas na memória. O exercício também ajuda a manter o funcionamento das células nervosas remanescentes. Por outro lado, beber dois ou mais copos de bebida alcoólica por dia pode acelerar o declínio do funcionamento do cérebro.

À medida que se envelhece, a irrigação sanguínea do cérebro diminui em média 20%. A diminuição do fluxo sanguíneo é maior em indivíduos com aterosclerose das artérias para o cérebro (doença vascular cerebral). É mais provável que essa doença ocorra em pessoas que tenham sido fumantes por um longo período, ou que tenham pressão arterial alta Hipertensão arterial Pressão arterial elevada (hipertensão) é a pressão persistentemente alta nas artérias. Com frequência, a causa da hipertensão arterial não pode ser identificada, mas, às vezes, ela ocorre como... leia mais Hipertensão arterial , nível de colesterol alto Dislipidemia Dislipidemia significa um nível elevado de lipídios (colesterol, triglicerídeos ou ambos) ou um nível baixo de colesterol do tipo lipoproteína de alta densidade (HDL). O estilo de vida, a genética... leia mais Dislipidemia ou glicose alta (diabetes mellitus Diabetes mellitus (DM) O diabetes mellitus é uma doença na qual o organismo não produz uma quantidade suficiente de insulina ou não responde normalmente à insulina, fazendo com que o nível de açúcar (glicose) no sangue... leia mais ) que não possam ser controlados com mudanças no estilo de vida ou com medicamentos. Essas pessoas podem perder células cerebrais prematuramente, com possibilidade de comprometimento do funcionamento mental. Como resultado, o risco de danos nos vasos sanguíneos dando origem à demência vascular Demência vascular A demência vascular é a perda da função mental devido à destruição do tecido cerebral, pois seu suprimento de sangue está reduzido ou bloqueado. Geralmente a causa são acidentes vasculares cerebrais... leia mais em idade relativamente jovem é elevado.

Você sabia que...

  • O exercício físico pode retardar o declínio relacionado à idade do funcionamento do cérebro.

  • Ter pressão arterial alta, diabetes ou níveis de colesterol altos e não controlados pode acelerar o declínio relacionado à idade do funcionamento do cérebro.

Medula espinhal Medula espinhal A medula espinhal é uma estrutura comprida, frágil e fusiforme, que começa no final do tronco cerebral e se estende quase até o fim da espinha. É constituída por feixes de axônios dos nervos... leia mais

Conforme a pessoa envelhece, os discos entre os ossos da coluna (vértebras) se tornam duros e quebradiços, e partes das vértebras podem crescer excessivamente. Como resultado, os discos perdem sua capacidade de amortecer, por isso, é colocada mais pressão sobre a medula espinhal e as ramificações dos nervos que emergem dela (raízes nervosas espinhais). A pressão elevada pode causar lesões nas fibras nervosas no ponto em que elas se ligam na medula espinhal. Essas lesões podem resultar em diminuição sensorial e até diminuição da força e equilíbrio.

Nervos periféricos Considerações gerais sobre o sistema nervoso periférico O sistema nervoso periférico se refere às partes do sistema nervoso que estão fora do sistema nervoso central, isto é, fora do cérebro e da medula espinhal. Por isso, o sistema nervoso periférico... leia mais

Conforme a pessoa envelhece, os nervos periféricos podem conduzir os impulsos mais lentamente e a liberação de neurotransmissores é prejudicada, resultando em diminuição sensorial, reflexos mais lentos e até certa falta de coordenação. A condução nervosa pode diminuir porque as bainhas de mielina em torno dos nervos se degeneram. As bainhas de mielina são camadas de tecido que isolam os nervos e a velocidade de condução de impulsos (consulte a figura Estrutura típica de um neurônio Estrutura típica de um neurônio Estrutura típica de um neurônio ).

Essa degeneração também ocorre porque, conforme as pessoas envelhecem, o fluxo sanguíneo diminui, ocorre crescimento excessivo dos ossos próximos e há maior pressão sobre os nervos, ou ambos. Alterações na função relacionadas à idade podem tornar-se mais perceptíveis quando os nervos são lesionados por outro motivo (por exemplo, pelo diabetes mellitus).

A resposta do sistema nervoso periférico à lesão é reduzida. Quando o axônio de um nervo periférico em pessoas jovens sofre uma lesão, o nervo consegue se recuperar desde que o corpo celular localizado na medula espinhal (ou próximo a ela) não tenha sido danificado. Essa autorrecuperação é mais lenta e incompleta em pessoas mais velhas, deixando-as mais vulneráveis a lesões e doenças.

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: VISUALIZAR A VERSÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE
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